4 de junho de 2026

Índice antecedente de emprego termina fevereiro com queda de 1,1%

Recuo é considerado "acomodação" dos dados

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Jornal GGN – Após uma sequência de quatro altas, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), que avalia a tendência futura do mercado de trabalho, caiu 1,1% em fevereiro, atingindo 72,5 pontos, segundo levantamento divulgado pela Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Segundo a pesquisa, a queda representa uma acomodação do indicador após quatro altas consecutivas, entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, que sinalizam algum arrefecimento do ritmo de diminuição do pessoal ocupado na economia brasileira neste início de ano.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) também caiu em fevereiro, ao variar -0,7%, atingindo 97,7 pontos. Esta é a segunda redução consecutiva do indicador (-1,6% em janeiro), também indicando acomodação, neste caso da taxa de desemprego no início de 2016, após um período de fortes altas ao longo de 2015.

Os indicadores que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os que medem o ímpeto de contratação para os próximos três meses e asituação dos negócios para os próximos seis meses, ambos da Sondagem de da Indústria, com variações de -6,7% e -5,1% na margem, respectivamente.

Em relação ao ICD, as classes que mais contribuíram para a queda do indicador foram as dos consumidores que auferem renda mensal entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, cujo Indicador de percepção de facilidade de se conseguir Emprego (invertido) variou -3,0%; e para aqueles cuja renda está entre R$ 2.100, e R$ 4.800,00, cujo indicador variou -0,7%.

“Os dados do IAEmp e do ICD reforçam o cenário do mês passado de estabilidade em patamares negativos. O IAEmp encontra-se em 72,5 pontos, muito abaixo da média do índice antecedente de emprego (83,3 pontos), sinalizando pouca chance de melhora no curto prazo”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV/IBRE. “Por sua vez, a série do Índice Coincidente de Desemprego reflete um ambiente de elevado desemprego com o índice com valores substancialmente acima da média da série (79,9 pontos), resultado que ressalta a fragilidade do mercado de trabalho. A análise conjunta dos indicadores de mercado de trabalho reflete o momento ruim do mercado de trabalho e a tendência de deterioração para os próximos meses”, continua.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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