
Da Agência Brasil
Brasil tem 2.782 casos suspeitos de microcefalia
Por Jéssica Gonçalves
Os casos de microcefalia em todo o país aumentaram 16% em apenas uma semana. De acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, foram notificados, até o último sábado (19), 2.782 casos suspeitos e 40 mortes possivelmente relacionadas ao vírus Zika. Os casos estão distribuídos em 618 municípios de 20 unidades da Federação.
Pernambuco continua sendo o estado com maior número de casos. São 1.031. Em seguida vem a Paraíba, com 429 casos e a Bahia, com 271.
O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunya e do vírus Zika nas férias e festas de fim de ano, período marcado por chuvas em muitos estados e com maior circulação de pessoas, como afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Nardi.
“Muitas atividades e festas estarão produzindo uma inúmera quantidade de descartáveis, de latas que estarão sendo consumidas. Nós estamos querendo exatamentente transferir a responsabilidade de descarte ecologicamente correto para que todos não deixem expostos copinhos, copos, garrafas, latas, tampas de garrafa.”
De acordo com a pasta, um paciente contraiu o vírus Zika depois de receber transfusão de sangue em um hospital de Campinas, em São Paulo. O órgão informou que o doador não sabia da doença, e fez uma notificação assim que começaram os sintomas. Os exames constataram a presença do vírus nos dois pacientes, mas, segundo o Ministério da Saúde, não é possível afirmar que o motivo foi a transfusão.
O ministério alertou que não há motivos para deixar de doar sangue, principalmente neste momento em que os estoques tendem a baixar em todo o país. Mas quem teve Zika deve esperar um prazo de 30 dias para fazer a doação, para evitar possíveis infecções.
De acordo com o governo, 266 mil agentes comunitários de saúde trabalham nas ações de combate ao mosquito e cuidado com os criadouros no país. O objetivo é visitar 100% das casas até o dia 31 de janeiro.
+almeida
24 de dezembro de 2015 2:07 amserá?
Honestamente, acredito que possa existir muita controvérsia em torno dessa tal de microcefalia. Afinal, a fartura de informações sobre essa nova espécie de contágio me faz crer que, por ser tão recente, por ser uma novidade no mundo da medicina brasileira e por ser um desconhecido invasor , seria impossível supor que todos os setores da medicina no país tivessem a mesma forma de avaliação e o conhecimento adequado e convicto, para se fazer um análise minuciosa e confiável. Portanto, o número de pessoas contaminadas pode ser bem menor do que se imagina, pricipalmente quando se usa a mera suposição como referência. Penso, que não houve tempo confiável para a realização de pesquisas, muito menos treinamentos ou padronização de resultados sobre o assunto. Resultado, o número de casos , reais, de microcefalia podem estar super exagerados e podem, em breve, causar um grande constrangimentos aos ógãos que fazem a divulgação desses índices desfavoráveis a população.