Realmente, conforme visto acima, o Eduardo Cunha já demonstrou cabalmente – e por mais de uma vez – que persegue e se vale de suas funções para atingir seus objetivos ilícitos. Caso o contraditório seja exercitado previamente, neste período em que continuar no cargo, Eduardo Cunha não tardará em realizar manobras e condutas, ainda mais agressivas, ainda que por intermédio de outros Deputados, com o intuito de prejudicar não apenas o andamento de seu processo no Conselho de Ética, mas também para atingir todos aqueles que possam vir a colocar-se contra ele. Em outras palavras, é urgente que o Eduardo Cunha seja privado de seus poderes como Deputado Federal e como Presidente da Câmara, pois, do contrário, criará ainda maior instabilidade política para o país e, ainda, não hesitará em perseguir e utilizar todos os instrumentos que possua para retaliar e se vingar de seus adversários, como faz habitualmente.
Há um pedido de liminar, o que torna, ao menos moralmente, obrigatório que -pela gravidade do caso – se anteponha ao debate conclusivo sobre o rito do impeachment.
O Supremo Tribunal Federal estará diante da situação constrangedora de confirmar que pode seguir, na forma e nos métodos adotados por um celerado, o processo de destituição de Dilma Rousseff.
Irão dizer algo como “sim, ele é um criminoso, mas nós somos uns covardes”?
Os jornais dão conta hoje de que a busca policial encontrou, no bolso de um dos paletós de Eduardo Cunha, uma cópia do registro das ameaças sofridas pelo ex-relator de seu processo ético na Câmara dos Deputados, Fausto Pinatto.
Como na imagem clássica, Cunha – ao pedir a investigação sobre as declarações de Pinatto de que havia sido intimidado daquela forma – revela neste pequeno detalhe o que todos sabem: é um mafioso, cínico ao ponto de ordenar a morte e levar flores ao enterro.
Aliás, natureza que bem pode ser ilustrada com seu cartão de Natal a Dilma Rousseff.
Dito o que todos já sabem, resta saber quem permitiu a um desclassificado, um marginal com traços de psicopatia, um ladrão público, chegar aonde chegou e ter, hoje, no bolso de seu paletó, os destinos de um país continental e o governo que 54,5 milhões de votos legitimou.
Porque agora, na desgraça, salvo seus capangas com mandato, ninguém assume mais o patrocínio deste inacreditável processo de chantagem política a que foi submetido o nosso país.
Calhordas na política sempre houve, aqui e em toda parte do mundo, mas é preciso que haja uma estufa para que atinjam o grau letal que Cunha alcançou.
Cunha chegou à Presidência da Câmara com mais que o apoio do PMDB e da bancada de deputados que financiou, agora se sabe com que recursos.
Seu caminho contou com o PSDB, com o DEM e com os festejos da mídia que o via como era: uma víbora enrodilhada, pronta a acuar e paralisar o Governo Dilma, com as presas venenosas de seu poder institucional no parlamento.
Suas pautas-bomba, uma a uma, acossaram uma administração forçada, todo o tempo, a mendigar apoio para limitar os danos que elas causavam.
A demora imposta por Gilmar Mendes à decisão de vetar o financiamento privado das campanhas permitiu-lhe arregimentar maiorias para – a pretexto, recordem, de preservar os dinheiros públicos, ideia francamente apoiada pela mídia – manter abertas as burras que transformaram em negócio a política brasileira.
E vieram a terceirização, a redução da maioridade e tudo o mais que lhe valia os aplausos do “Brasil moderno”, já se vê o quanto, pela vocação escravagista.
Pensávamos que o ápice tinha chegado com a chantagem do impeachment, que levou a seu lado, posando sorridentes para a posteridade, todo o lixo perfumado de nossa política, os guris fascistóides, os moralistas possuídos, os juristas senis.
As contas na Suíça, as latas de carne moída, o “usufrutário” dos trusts e muito mais já haviam desnudado Cunha na praça ao ponto de um cego ver suas vergonhas.
Ainda assim, num ato em que ninguém teve a coragem de considerar institucional, mas um gesto de vingança e retaliação por tentar fazer com que ele respondesse pelo que fez, ele acolheu o pedido de impeachment e lançou o país na crise institucional que agora enfrenta.
Coisa de bandido, mas bandido útil.
Lançaram-se todos , sem cogitar um segundo sobre quem lhes servia o pasto, sobre o prato saboroso do poder.
Até a atitude aética e imoral de um vice-presidente sem votos, desavergonhado ao ponto de oferecer-se como capaz de “unir o Brasil”, não teve nos sábios da mídia uma palavra sobre quem lhe propiciava a perspectiva indigna de poder.
Tudo valeu, tudo valia e, esperam, tudo valerá.
Restava, ou ainda resta hoje e talvez amanhã, a Corte Suprema do país.
Veremos se seguirá o caminho do cínico opróbrio que lhe abriu ontem o Ministro Luís Fachin, ao dizer que, no Olimpo da pureza, o crime se perpetra “dentro da lei”.
Claro: os histéricos do fascismo e os patronos do golpe o observam e sua excelência talvez não lhes queira nos calcanhares, a chamá-lo de “governista” porque põe algum freio ao que fez um bandido útil que escancarou-lhes as portas do poder.
Afinal, eles sabem ser mais convincentes e mais gentis que os emissários de Cunha mandados dar recados para Fausto Pinatto, que registrou o boletim de ocorrência que repousava no bolso do paletó do “capo”.
No mesmo bolso do paletó onde repousou por meses o pedido de impeachment que há dias ele afinal sacou e disparou contra o Governo, na ilegítima defesa de suas falcatruas.
É isso o que está, afinal, em julgamento hoje, embora suas excelências portem-se com maneiras e palavras de ascetas.
E, na sua pureza hipócrita, terminem de enfiar o país de 200 milhões de habitantes e o voto da maioria de seus cidadãos na imundície do bolso do paletó do Cunha.
Como será a vida do governo e do país no pós Fora Cunha
Pode-se dizer tudo de Eduardo Cunha. E boa parte do que já se disse a cada dia parece mais justo. Mas não se pode deixar de reconhecer sua extrema habilidade para montar uma rede com tentáculos em quase todos os aparelhos de poder político e econômico do Brasil e que manteve-a pouco visível do grande público e do jornalismo especializado por muito tempo.
Eduardo Cunha já era muito mais poderoso do que se supunha ainda antes de assumir a presidência da Câmara Federal. Sua vitória arrasadora contra as candidaturas do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e da oposição, Júlio Delgado (PSB-MG), em primeiro turno não se deu por acaso. Cada vez fica mais claro que Cunha já controlava boa parte do Congresso porque conseguia operá-lo a partir de acordos heterodoxos.
Na primeira visita que fiz a Câmara na era Cunha, sempre em off, vários parlamentares e assessores experientes diziam que ele tinha ao menos 200 deputados-dependentes. Que votavam em tudo com ele porque haviam recebido benesses pra se eleger ou porque ainda recebiam vantagens e espaços importantes para operar essas “vantagens”.
Esse máquina muito azeitada e organizada tinha levado Cunha a se tornar dono da Casa. E por isso rapidamente ele passou a ser conhecido como nosso Francis Underwood, de House of Cards.
No comando do Congresso a sua força aumento e ele conseguia fazer acordos ainda mais ousados que lhe garantiam ainda mais poder.
Os deputados sabiam que quanto mais lhe garantissem força política, mais resultados teriam. E por isso, mesmo com todo o toma-la-da-cá praticado pelo governo, tentando mudar alguns de lado, o sucesso vinha em conta-gotas. E sempre vinha mais em decorrência de erros de Cunha do que por eficiência da estratégia governamental.
Mas depois de ontem, com outra parte significativa do esquema Cunha tendo vindo à tona nas denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR), dificilmente o terceiro nome na linha sucessória brasileira terá condições de manter uma pequena parte que seja de todo este poder que há anos vinha acumulando.
E por isso sua queda é questão de dias. Cunha não tem mais como operar. E não tem mais onde se segurar.
A pergunta de hoje não é mais se Cunha cai. Mas o que vai acontecer na política brasileira no pós-Cunha.
E os resultados ainda são imprevisíveis, até porque o governo de Dilma sempre age com atraso e é muito ineficiente.
De qualquer forma essa queda abre uma clara brecha para que o governo retome o controle de uma maioria, mesmo que apertada na Casa operando na linha do eu te dou isso se você me der aquilo.
Ou seja, na lógica da velha política que é a que ainda dá as cartas e que é o que o jogo que este governo ainda sabe jogar um pouco.
Isso tende a dar um pouco mais certo a partir de hoje também porque as manifestações de ontem foram bem maiores do que as de domingo. E isso pode indicar que a tese do impeachment tem custos muito mais altos do que alguns imaginavam.
Alguns cunhistas certamente estão fazendo contas e mesmo com o parecer de Fachin, podem estar achando que Dilma ganhou um pouco de fôlego. E por isso podem querer pular do barco o mais rápido possível para só perder os anéis num momento onde muitos podem perder os dedos.
A queda de Cunha não é um fato político qualquer. Embaralha as cartas de novo e reabre um jogo que está embaralhado há ao menos um ano.
Se o governo mudar a política-econômica, dando uma nova expectativa ao setor produtivo, e reorganizar sua base parlamentar pode começar a sair da crise. Mas esse governo é especialistas em perder oportunidades. E a queda de Cunha também pode significar falta de um adversário que permite reorganizar o discurso.
Uma coisa é certa, o fora Cunha cai com Cunha. E talvez o governo não consiga aprender a viver sem isso.
Até o google fez questão de lembrar. Segue a melhor gravação que conheço deste concerto. A primeira vez que ouvi foi com este indivíduo e até hoje não ouvi nada igual. O Mago merece. (Desculpem ,mas nunca consigo incorporar direito)
Urgente: nesta quinta, dia 17/12, o juiz Vitor Barbosa Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal, desmascara a Lava Jato e manda a Polícia Federal investigar a Petrobrás no governo de FHC. A PF já mandou realizar a operação que se chama “Sangue Negro”. A mídia está escondendo da sociedade essa operação e principalmente o nome do juiz que atropela, de forma justa, a operação Lava Jato e o juiz Moro!
STF e os banqueiros
Juízes do STF sempre alertas em defesa de banqueiros! Gilmar Mendes, ministro do STF, soltou o banqueiro Daniel Dantas com dois habeas corpus, em 24 horas (Pasmem! O banqueiro, apesar de provas contra ele, foi solto, mas o delegado que o prendeu foi demitido da Polícia Federal, logo depois). Já o também banqueiro Andre Esteves, do BTG, é solto pelo STF nessa quinta, 17, depois de 28 dias presos. Demorou muito?.
WatSapp
WatSapp fica fora do ar por 24 horas. Coisa estapafúrdia a justiça de São Paulo deixar fora do ar um aplicativo que atende 100 milhões de pessoas. Com o agravante de que o processo corre em segredo de justiça e, o que se sabe, é que o pedido partiu de alguém desconhecido mas que responde a vários processos na Justiça. Mistério!.
Não vai ter Golpe!
A principal mensagem da manifestação do dia 16 contra o golpe e o Fora Cunha! é a de que os brasileiros não aceitam o “Golpe Paraguaio”. Logo depois da manifestação do dia 16, que foi bem superior a do dia 13 em defesa do golpe, o STF em sintonia com as ruas coloca freio nas ambições dos golpistas, principalmente o PSDB e a mídia, estes capitaneados por Eduardo Cunha. Precisamos intensificar as mobilizações de rua para barrar definitivamente a mídia e os partidos golpistas, como fizemos nas “Diretas Já”, no “Fora Cabral!” e agora, em São Paulo, quando os estudantes paulistas impediram o fechamento de escolas pelo governador Geraldo Alckmin, também do PSDB. Só o povo nas ruas faz o Brasil avançar!
Mensalão mineiro?
Dezessete anos depois, o mensalão tucano é julgado e o ex- governador Eduardo Azeredo é condenado a 20 anos de prisão. O mensalão do PT, AP 470, foi investigado, julgado, e seus integrantes foram presos, e o mensalão tucano, anterior ao do PT, não foi julgado pelo STF e os crimes estão prescrevendo. Quem condenou o ex-governador Azeredo não foi o ministro Joaquim Barboza, que comandou o julgamento do Mensalão, e nem foi nenhum ministro do STF. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (16) pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. Da decisão cabe recurso e ele pode recorrer em liberdade! O STF deve estar agindo para barrar esse julgamento que condenou Azeredo, pois a manutenção da condenação de Azeredo expõe ao ridículo nossos tribunais superiores.
Economia
Folha de 22/10: “Desemprego fica estável em 7,6% em setembro, em 6 regiões metropolitanas;”.
Uol, São Paulo, 16 dez (EFE).” O volume de vendas do comércio no varejo brasileiro cresceu 0,6% em outubro em comparação com setembro, seu primeiro dado positivo após oito meses de queda, divulgou nesta quarta-feira o IBGE.”.
Fica o recado, vindo das ruas, a presidente Dilma: Vamos continuar a inaugurar as obras do programa “Minha Casa minha Vida” que é muito importante, como também deveriam retomar as obras das duas refinarias (Ceará e Maranhão), que nos darão a autossuficiência também no refino, e ainda concluir a obra do Comperj, com seu braço petroquímico. Se a Petrobrás tem uma participação de 13% no nosso PIB com essas obras, no mínimo, vamos dobrar essa participação.
Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2015
OAB/RJ 75 300
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Fragoso
17 de dezembro de 2015 5:25 amJanot, o vagaroso, demorou muito. Ele é responsável pela bagunça
O STF dirá: “sim, Cunha é criminoso, mas nós somos covardes”?
Por Fernando Brito · 16/12/2015 no Tijolaço
No encerramento das 183 páginas descritivas das falcatruas, chantagens e crimes de toda espécie cometidos por Eduardo Cunha, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, escreve um libelo impressionante:
Realmente, conforme visto acima, o Eduardo Cunha já demonstrou cabalmente – e por mais de uma vez – que persegue e se vale de suas funções para atingir seus objetivos ilícitos. Caso o contraditório seja exercitado previamente, neste período em que continuar no cargo, Eduardo Cunha não tardará em realizar manobras e condutas, ainda mais agressivas, ainda que por intermédio de outros Deputados, com o intuito de prejudicar não apenas o andamento de seu processo no Conselho de Ética, mas também para atingir todos aqueles que possam vir a colocar-se contra ele. Em outras palavras, é urgente que o Eduardo Cunha seja privado de seus poderes como Deputado Federal e como Presidente da Câmara, pois, do contrário, criará ainda maior instabilidade política para o país e, ainda, não hesitará em perseguir e utilizar todos os instrumentos que possua para retaliar e se vingar de seus adversários, como faz habitualmente.
Há um pedido de liminar, o que torna, ao menos moralmente, obrigatório que -pela gravidade do caso – se anteponha ao debate conclusivo sobre o rito do impeachment.
O Supremo Tribunal Federal estará diante da situação constrangedora de confirmar que pode seguir, na forma e nos métodos adotados por um celerado, o processo de destituição de Dilma Rousseff.
Irão dizer algo como “sim, ele é um criminoso, mas nós somos uns covardes”?
Arnaldo Summer
17 de dezembro de 2015 10:41 amNão foi a minha mãe. podem ter certeza
Quem colocou o Brasil no bolso do paletó de Cunha?
Por Fernando Brito · 17/12/2015
Os jornais dão conta hoje de que a busca policial encontrou, no bolso de um dos paletós de Eduardo Cunha, uma cópia do registro das ameaças sofridas pelo ex-relator de seu processo ético na Câmara dos Deputados, Fausto Pinatto.
Como na imagem clássica, Cunha – ao pedir a investigação sobre as declarações de Pinatto de que havia sido intimidado daquela forma – revela neste pequeno detalhe o que todos sabem: é um mafioso, cínico ao ponto de ordenar a morte e levar flores ao enterro.
Aliás, natureza que bem pode ser ilustrada com seu cartão de Natal a Dilma Rousseff.
Dito o que todos já sabem, resta saber quem permitiu a um desclassificado, um marginal com traços de psicopatia, um ladrão público, chegar aonde chegou e ter, hoje, no bolso de seu paletó, os destinos de um país continental e o governo que 54,5 milhões de votos legitimou.
Porque agora, na desgraça, salvo seus capangas com mandato, ninguém assume mais o patrocínio deste inacreditável processo de chantagem política a que foi submetido o nosso país.
Calhordas na política sempre houve, aqui e em toda parte do mundo, mas é preciso que haja uma estufa para que atinjam o grau letal que Cunha alcançou.
Cunha chegou à Presidência da Câmara com mais que o apoio do PMDB e da bancada de deputados que financiou, agora se sabe com que recursos.
Seu caminho contou com o PSDB, com o DEM e com os festejos da mídia que o via como era: uma víbora enrodilhada, pronta a acuar e paralisar o Governo Dilma, com as presas venenosas de seu poder institucional no parlamento.
Suas pautas-bomba, uma a uma, acossaram uma administração forçada, todo o tempo, a mendigar apoio para limitar os danos que elas causavam.
A demora imposta por Gilmar Mendes à decisão de vetar o financiamento privado das campanhas permitiu-lhe arregimentar maiorias para – a pretexto, recordem, de preservar os dinheiros públicos, ideia francamente apoiada pela mídia – manter abertas as burras que transformaram em negócio a política brasileira.
E vieram a terceirização, a redução da maioridade e tudo o mais que lhe valia os aplausos do “Brasil moderno”, já se vê o quanto, pela vocação escravagista.
Pensávamos que o ápice tinha chegado com a chantagem do impeachment, que levou a seu lado, posando sorridentes para a posteridade, todo o lixo perfumado de nossa política, os guris fascistóides, os moralistas possuídos, os juristas senis.
As contas na Suíça, as latas de carne moída, o “usufrutário” dos trusts e muito mais já haviam desnudado Cunha na praça ao ponto de um cego ver suas vergonhas.
Ainda assim, num ato em que ninguém teve a coragem de considerar institucional, mas um gesto de vingança e retaliação por tentar fazer com que ele respondesse pelo que fez, ele acolheu o pedido de impeachment e lançou o país na crise institucional que agora enfrenta.
Coisa de bandido, mas bandido útil.
Lançaram-se todos , sem cogitar um segundo sobre quem lhes servia o pasto, sobre o prato saboroso do poder.
Até a atitude aética e imoral de um vice-presidente sem votos, desavergonhado ao ponto de oferecer-se como capaz de “unir o Brasil”, não teve nos sábios da mídia uma palavra sobre quem lhe propiciava a perspectiva indigna de poder.
Tudo valeu, tudo valia e, esperam, tudo valerá.
Restava, ou ainda resta hoje e talvez amanhã, a Corte Suprema do país.
Veremos se seguirá o caminho do cínico opróbrio que lhe abriu ontem o Ministro Luís Fachin, ao dizer que, no Olimpo da pureza, o crime se perpetra “dentro da lei”.
Claro: os histéricos do fascismo e os patronos do golpe o observam e sua excelência talvez não lhes queira nos calcanhares, a chamá-lo de “governista” porque põe algum freio ao que fez um bandido útil que escancarou-lhes as portas do poder.
Afinal, eles sabem ser mais convincentes e mais gentis que os emissários de Cunha mandados dar recados para Fausto Pinatto, que registrou o boletim de ocorrência que repousava no bolso do paletó do “capo”.
No mesmo bolso do paletó onde repousou por meses o pedido de impeachment que há dias ele afinal sacou e disparou contra o Governo, na ilegítima defesa de suas falcatruas.
É isso o que está, afinal, em julgamento hoje, embora suas excelências portem-se com maneiras e palavras de ascetas.
E, na sua pureza hipócrita, terminem de enfiar o país de 200 milhões de habitantes e o voto da maioria de seus cidadãos na imundície do bolso do paletó do Cunha.
mcn
17 de dezembro de 2015 12:04 pmRenato Rovai: o que virá depois de Cunha
http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/12/17/como-sera-vida-governo-e-pais-pos-fora-cunha/
Como será a vida do governo e do país no pós Fora Cunha
Pode-se dizer tudo de Eduardo Cunha. E boa parte do que já se disse a cada dia parece mais justo. Mas não se pode deixar de reconhecer sua extrema habilidade para montar uma rede com tentáculos em quase todos os aparelhos de poder político e econômico do Brasil e que manteve-a pouco visível do grande público e do jornalismo especializado por muito tempo.
Eduardo Cunha já era muito mais poderoso do que se supunha ainda antes de assumir a presidência da Câmara Federal. Sua vitória arrasadora contra as candidaturas do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e da oposição, Júlio Delgado (PSB-MG), em primeiro turno não se deu por acaso. Cada vez fica mais claro que Cunha já controlava boa parte do Congresso porque conseguia operá-lo a partir de acordos heterodoxos.
Na primeira visita que fiz a Câmara na era Cunha, sempre em off, vários parlamentares e assessores experientes diziam que ele tinha ao menos 200 deputados-dependentes. Que votavam em tudo com ele porque haviam recebido benesses pra se eleger ou porque ainda recebiam vantagens e espaços importantes para operar essas “vantagens”.
Esse máquina muito azeitada e organizada tinha levado Cunha a se tornar dono da Casa. E por isso rapidamente ele passou a ser conhecido como nosso Francis Underwood, de House of Cards.
No comando do Congresso a sua força aumento e ele conseguia fazer acordos ainda mais ousados que lhe garantiam ainda mais poder.
Os deputados sabiam que quanto mais lhe garantissem força política, mais resultados teriam. E por isso, mesmo com todo o toma-la-da-cá praticado pelo governo, tentando mudar alguns de lado, o sucesso vinha em conta-gotas. E sempre vinha mais em decorrência de erros de Cunha do que por eficiência da estratégia governamental.
Mas depois de ontem, com outra parte significativa do esquema Cunha tendo vindo à tona nas denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR), dificilmente o terceiro nome na linha sucessória brasileira terá condições de manter uma pequena parte que seja de todo este poder que há anos vinha acumulando.
E por isso sua queda é questão de dias. Cunha não tem mais como operar. E não tem mais onde se segurar.
A pergunta de hoje não é mais se Cunha cai. Mas o que vai acontecer na política brasileira no pós-Cunha.
E os resultados ainda são imprevisíveis, até porque o governo de Dilma sempre age com atraso e é muito ineficiente.
De qualquer forma essa queda abre uma clara brecha para que o governo retome o controle de uma maioria, mesmo que apertada na Casa operando na linha do eu te dou isso se você me der aquilo.
Ou seja, na lógica da velha política que é a que ainda dá as cartas e que é o que o jogo que este governo ainda sabe jogar um pouco.
Isso tende a dar um pouco mais certo a partir de hoje também porque as manifestações de ontem foram bem maiores do que as de domingo. E isso pode indicar que a tese do impeachment tem custos muito mais altos do que alguns imaginavam.
Alguns cunhistas certamente estão fazendo contas e mesmo com o parecer de Fachin, podem estar achando que Dilma ganhou um pouco de fôlego. E por isso podem querer pular do barco o mais rápido possível para só perder os anéis num momento onde muitos podem perder os dedos.
A queda de Cunha não é um fato político qualquer. Embaralha as cartas de novo e reabre um jogo que está embaralhado há ao menos um ano.
Se o governo mudar a política-econômica, dando uma nova expectativa ao setor produtivo, e reorganizar sua base parlamentar pode começar a sair da crise. Mas esse governo é especialistas em perder oportunidades. E a queda de Cunha também pode significar falta de um adversário que permite reorganizar o discurso.
Uma coisa é certa, o fora Cunha cai com Cunha. E talvez o governo não consiga aprender a viver sem isso.
Irene Rir
17 de dezembro de 2015 1:22 pmUi, ui, ui, minha mãezinha!
Compare e ache as diferenças:
anarquista sério
17 de dezembro de 2015 5:21 pmResumindo:
Constituite em
Resumindo:
Constituite em 1988.
Impedimento de Collor em 1992.
Voto aberto. Lembro muito bem disso porque cada deputado dedicava seu voto a família, aos eleitores , o raio que o parta, etc.
Foi um circo de horrores patrocinados por deputados horrosos.
Nada mudou até então.
Então o voto tem que ser aberto.
Duas horas e dez minutos do relator, não convenceu nem ele mesmo sobre o voto fechado.
O resto está de acordo.
Mas se Ele julga pra seguir o rito do impedimento de Collor,vale lembrar,mais uma vez, que o voto dos deputados foi aberto.
EM TEMPO: Eu era goleiro. E numa dividida levei um pontapé no saco. Doeu menos do que ouvir a retórica de Barroso.
Em tempo 2 : O presidente do STF disse ontem , que hoje terminaria a questão hoje,
Se o mesmo tempo for dedicado a todos os ministros, a sessão terminará em FEVEREIRO.
Sem contar o incrível MAM, aí termina em JULHO.
evandro condé de lima
17 de dezembro de 2015 8:47 pmO blog não pode deixar passar em branco
Até o google fez questão de lembrar. Segue a melhor gravação que conheço deste concerto. A primeira vez que ouvi foi com este indivíduo e até hoje não ouvi nada igual. O Mago merece. (Desculpem ,mas nunca consigo incorporar direito)
<iframe width=”420″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/PSlVhFq03zM” frameborder=”0″ allowfullscreen></iframe>
ou
https://www.youtube.com/watch?v=PSlVhFq03zM
evandro condé de lima
17 de dezembro de 2015 9:31 pmAtenção
No youtube há também a segunda parte do concerto, esqueci de colar.
Gilson AS
17 de dezembro de 2015 10:26 pm(Sem título)
Gilson AS
17 de dezembro de 2015 10:28 pmCalma pessoal, leiam direito
Calma pessoal, leiam direito !!
Apressadinhos !!!
Emanuel Cancella
19 de dezembro de 2015 1:15 pmPapo de bar
Papo de bar VIII
Lava Jato perdeu!
Urgente: nesta quinta, dia 17/12, o juiz Vitor Barbosa Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal, desmascara a Lava Jato e manda a Polícia Federal investigar a Petrobrás no governo de FHC. A PF já mandou realizar a operação que se chama “Sangue Negro”. A mídia está escondendo da sociedade essa operação e principalmente o nome do juiz que atropela, de forma justa, a operação Lava Jato e o juiz Moro!
STF e os banqueiros
Juízes do STF sempre alertas em defesa de banqueiros! Gilmar Mendes, ministro do STF, soltou o banqueiro Daniel Dantas com dois habeas corpus, em 24 horas (Pasmem! O banqueiro, apesar de provas contra ele, foi solto, mas o delegado que o prendeu foi demitido da Polícia Federal, logo depois). Já o também banqueiro Andre Esteves, do BTG, é solto pelo STF nessa quinta, 17, depois de 28 dias presos. Demorou muito?.
WatSapp
WatSapp fica fora do ar por 24 horas. Coisa estapafúrdia a justiça de São Paulo deixar fora do ar um aplicativo que atende 100 milhões de pessoas. Com o agravante de que o processo corre em segredo de justiça e, o que se sabe, é que o pedido partiu de alguém desconhecido mas que responde a vários processos na Justiça. Mistério!.
Não vai ter Golpe!
A principal mensagem da manifestação do dia 16 contra o golpe e o Fora Cunha! é a de que os brasileiros não aceitam o “Golpe Paraguaio”. Logo depois da manifestação do dia 16, que foi bem superior a do dia 13 em defesa do golpe, o STF em sintonia com as ruas coloca freio nas ambições dos golpistas, principalmente o PSDB e a mídia, estes capitaneados por Eduardo Cunha. Precisamos intensificar as mobilizações de rua para barrar definitivamente a mídia e os partidos golpistas, como fizemos nas “Diretas Já”, no “Fora Cabral!” e agora, em São Paulo, quando os estudantes paulistas impediram o fechamento de escolas pelo governador Geraldo Alckmin, também do PSDB. Só o povo nas ruas faz o Brasil avançar!
Mensalão mineiro?
Dezessete anos depois, o mensalão tucano é julgado e o ex- governador Eduardo Azeredo é condenado a 20 anos de prisão. O mensalão do PT, AP 470, foi investigado, julgado, e seus integrantes foram presos, e o mensalão tucano, anterior ao do PT, não foi julgado pelo STF e os crimes estão prescrevendo. Quem condenou o ex-governador Azeredo não foi o ministro Joaquim Barboza, que comandou o julgamento do Mensalão, e nem foi nenhum ministro do STF. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (16) pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. Da decisão cabe recurso e ele pode recorrer em liberdade! O STF deve estar agindo para barrar esse julgamento que condenou Azeredo, pois a manutenção da condenação de Azeredo expõe ao ridículo nossos tribunais superiores.
Economia
Folha de 22/10: “Desemprego fica estável em 7,6% em setembro, em 6 regiões metropolitanas;”.
Uol, São Paulo, 16 dez (EFE).” O volume de vendas do comércio no varejo brasileiro cresceu 0,6% em outubro em comparação com setembro, seu primeiro dado positivo após oito meses de queda, divulgou nesta quarta-feira o IBGE.”.
Fica o recado, vindo das ruas, a presidente Dilma: Vamos continuar a inaugurar as obras do programa “Minha Casa minha Vida” que é muito importante, como também deveriam retomar as obras das duas refinarias (Ceará e Maranhão), que nos darão a autossuficiência também no refino, e ainda concluir a obra do Comperj, com seu braço petroquímico. Se a Petrobrás tem uma participação de 13% no nosso PIB com essas obras, no mínimo, vamos dobrar essa participação.
Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2015
OAB/RJ 75 300
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
http://emanuelcancella.blogspot.com.