29 de junho de 2026

Sucessores de Cunha enfrentam problemas com a Justiça

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Jornal GGN – Entre os deputados da mesa diretora que estão na linha sucessória de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, oito deles respondem a processos ou têm condenações na Justiça. O 1o vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA), que assumiria interinamente em caso de afastamento de Cunha, é um dos 32 deputados do PP investigados na Operação Lava Jato. Maranhão foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como receptor de pagamentos que chegariam até 50 mil reais por mês. O deputado do PP também responde a outros dois processos no STF, por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens.

Fernando Giacobo (PP-PR), o segundo na linha sucessória, tem um inquérito contra ele por crimes contra a ordem no Supremo, além de já ter se livrado de ações penais por crimes com como sequestro e cárcere privado. Já Beto Mansur (PRB-SP), 1o secretário e terceiro na linha sucessória, já se livrou de mais de uma dezena de acusações nos últimos anos, e, em 2012, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego encontraram 22 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade do deputado no interior de Goiás.

Enviado por CB

Do El País

Linha sucessória de Cunha tem acusado de sequestro e da Lava Jato

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vive um momento delicado na Câmara. Nesta quinta-feira a Procuradoria Geral da República recebeu uma remessa de documentos enviados pela Justiça da Suíça que atestam que o presidente da Câmara é titular de contas secretas no país e nesta sexta foi a vez de detalhar o caminho do dinheiro. A suspeita é que os milhões de dólares depositados no exterior por empresas off shore – sediadas em paraísos fiscais – em nome do parlamentar e familiares tenham sido fruto de pagamento de propina envolvendo o caso de corrupção na Petrobras, investigado pela Lava Jato. Entre os deputados existe quase uma unanimidade de que caso a informação se comprove, a situação de Cunha se tornará insustentável, e ele pode até perder o mandato por ter mentido à CPI da Petrobras, onde ele negou ter contas no exterior.

A questão é que os deputados da mesa diretora que estão na linha sucessória de Cunha também enfrentam problemas: oito dos 11 integrantes respondem a processos ou têm condenações na Justiça. Caso ocorra o afastamento do peemedebista da presidência da Casa, o 1o vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA) assume interinamente o cargo, com a missão de convocar novas eleições no prazo de cinco sessões. O parlamentar é um dos 32 deputados do PP investigados na Lava Jato. Ele foi citado pelo doleiro e delator do esquema Alberto Youssef como sendo o receptor de pagamentos mensais que variavam de 30.000 a 50.000 reais. Além disso, ele também responde a dois outros processos no Supremo Tribunal Federal, por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. Procurado pela reportagem, ele não quis se manifestar sobre o assunto.

Os problemas da mesa diretora não param aí. O segundo na linha de sucessão de Eduardo Cunha, caso ele seja afastado e Maranhão não possa assumir, é Fernando Giacobo (PR-PR). Atualmente um inquérito contra ele por crimes contra a ordem tributária tramita no Supremo Tribunal Federal, e ele já se livrou de outras ações penais que incluem crimes como sequestro e cárcere privado. Uma das acusações, pelo crime de falsidade ideológica e formação de quadrilha, prescreveu em 2011, o que motivou a absolvição. Em 2010, outro processo teve um fim inusitado. Acusado de crime contra a administração pública, Giacobo foi beneficiado por uma manobra da corte: havia maioria de votos para sua condenação e a absolvição de um suposto cúmplice. Mas sua defesa postergou a sessão final para dali a uma semana, quando o crime já estaria prescrito.

A assessoria do deputado afirmou que a situação da empresa de Giacobo que é alvo de inquérito já foi regularizada na Receita Federal, e disse não saber o motivo do procedimento ainda não ter sido arquivado no Supremo. A reportagem recebeu uma cópia de certidão negativa da Giacobo & Cia, atestando que não existem mais débitos pendentes com a Fazenda.

Continuando na hierarquia da mesa, caso o presidente seja afastado e nenhum de seus dois vices possam assumir, a responsabilidade recai sobre o 1o secretário, Beto Mansur (PRB-SP). Ele é um veterano em ações no Supremo: já se livrou de mais de uma dezena de acusações nos últimos anos. Em novembro de 2012 o grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego encontrou 22 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade do deputado no interior de Goiás. Lá os funcionários faziam jornadas de até 24 horas nas lavouras. No STF ele foi absolvido após a corte deliberar que já havia uma investigação criminal sobre o assunto, arquivada por falta de evidências. Em 2014 o Tribunal Superior do Trabalho o condenou a pagar indenização de 200.000 reais por dano moral coletivo a trabalhadores rurais enfrentavam condições degradantes nas fazendas de Mansur. Atualmente, o parlamentar ainda é alvo de três processos no Supremo por crimes contra a administração pública, crimes de responsabilidade fiscal e trabalho escravo.

De acordo com Mansur, sua fazenda “é uma fazenda modelo”, e os processos que sofre por trabalho escravo dizem respeito a fatos ocorridos “lá atrás, quando tinha gente fazendo um trabalho sem registro [profissional], o que gerou tudo isso”. Ainda segundo o deputado, a ação originária se encerrou, mas ela subiu ao Supremo quando ele foi eleito e passou a ter foro privilegiado. “As outras [ações no Supremo] foram em decorrência de contratações para um evento filantrópico quando fui prefeito em Santos”, afirmou. Ele alega que desavenças com políticos do PT motivaram algumas das ações contra ele.

O 2o secretário da mesa e quarto na linha de sucessão de Cunha é o deputado Felipe Bornier (PSD-RJ). Ele é acusado em processo que corre no Tribunal Regional Eleitoral do Rio por uso indevido de meio de comunicação social nas eleições do ano passado. Em nota, o parlamentar afirmou “não ter controle sobre quaisquer publicações dos jornais Dia a Dia e ABC Diário, citados no processo em questão”. De acordo com a assessoria de Bornier, “o deputado tem votação em 91 dos 92 municípios fluminenses, não tendo controle sobre a divulgação de sua atuação parlamentar pelos veículos de comunicação do Estado”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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16 Comentários
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  1. gabi_lisboa

    12 de outubro de 2015 1:55 pm

    Nos dias atuas, está mais fácil mandar cercar Brasília e depois

    fazer uma triagem para separar os três ou quatro políticos que não pertencem a nenhum ramo do crime.

  2. Maria Luisa

    12 de outubro de 2015 2:03 pm

    Se gritar pega ladrão, sobra alguém?

    Uma ampla e minuciosa Reforma Politica é imperativa no Brasil para impedir que casos graves como esses cheguem ao Congresso. Deputados com acusações gravse na linha de frente da Câmara Federal. Inacreditavel, portanto estão todos mais ou menos enrolados em processos, inquéritos, acusações. 

  3. Frederico69

    12 de outubro de 2015 2:09 pm

    é como aquele samba, se gritar pega ladrão…

    coisa incrível, como o povo escolhe os piores nas eleições!!

  4. soaresdearaujo88

    12 de outubro de 2015 2:19 pm

    Ficha-limpa é apenas para

    Ficha-limpa é apenas para inglês ver.

  5. Tina

    12 de outubro de 2015 2:25 pm

    Tutti buona gente… 

    Tutti buona gente… 

  6. CB

    12 de outubro de 2015 2:25 pm

    Será que alguém está se dando

    Será que alguém está se dando conta da situação? Um grupinho de brasileiros mais brasileiros que os outros resolve cassar os votos de 54 milhões de eleitores e quem assumiria o cargo de “presidente interino” (termo que deve ter sido inventado lá em Honduras depois do golpe contra Zelaya) seria um homem que pode ter sua prisão preventiva decretada. Daí você olha a linha sucessória da mesa da Câmara e… assusta! O país será totalmente desmoralizado no exterior. Não temos mais Pelés e nem Sennas, mas os nossos quinta-colunas serão considerados os melhores do mundo.

    1. JigSawJr

      12 de outubro de 2015 10:19 pm

      Calma que na linha sucessória

      Calma que na linha sucessória ainda tem o Senado… Não, pera… Renan Calheiros?

  7. Vladimir

    12 de outubro de 2015 2:55 pm

    Não dá para dizer que o

    Não dá para dizer que o presidente da Câmara não é coerente.

  8. sergio martins pinto

    12 de outubro de 2015 2:56 pm

    Estamos perto dos 300 que o

    Estamos perto dos 300 que o sapo barbudo estimou?

  9. evandro condé de lima

    12 de outubro de 2015 3:33 pm

    A chamada poderia ser outra.

    O Brasil tem problemas com os sucessores de Cunha.

  10. MarcosBrasilia

    12 de outubro de 2015 3:45 pm

    Gente!!!….Essa Câmara é um

    Gente!!!….Essa Câmara é um ninho de gente que não presta.

  11. GalileoGalilei

    12 de outubro de 2015 5:14 pm

    E o Gilmar Dantas?

     

    Sobre Eduardo Cunha a maioria já o conhece desde que foi Presidente da Telerj.

    Agora pipocam diariamente novas e apipentadas estripolias descobertas com o auxílio de autoridedes suíças.

    Só que não faz muito tempo, o mesmo Eduado Cunha tabelava com o Gilmar Dantas para liberar geral o financiamento das campanha políticas.

    O mesmo Gilmar que se comunicava com Demóstenes Torres em um grampo sem áudio inócuo, que com ele foi à formatura de Marconi Perillo e que supostamente, segundo o site Brasi 247, dele recebeu carona para ir à formatura de sua mulher, ‘Flavinha’.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=moy7zYxOihY align:center]

    “Questionado sobre a proximidade com Demóstenes Torres o  Ministro Gilmar Mendes afirma que recebeu apenas duas caronas do senador Demóstenes Torres. Uma delas, para ser paraninfo da referida formatura em Goiânia. Outra outra vez, foi  para a festa de  formatura da Flavinha, (assim mesmo, ele trata com intimidade a esposa de Demóstenes Torres) – uma festa paga por Carlinhos Cachoeira, como mostram gravações da policia Federal.

    Noves fora os convites para festas de formatura, houve ainda empenho de Demóstenes para que Gilmar Mendes intervisse na negociação da dívida da CELG (Cia elétrica de Goiás):

    “Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar. Deu repercussão geral pro trem aí”, contou o senador ao bicheiro, referindo-se a um instrumento processual que permite aos ministros escolherem os recursos que vão julgar de acordo com a relevância jurídica, política, econômica ou social”, relata o site JusBrasil ( http://vg-noticias.jusbrasil.com.br/politica/8666038/demostenes-trabalhou-com-gilmar-mendes-para-levar-ao-stf-acao-da-celg-diz-pf ).”

    Fonte: Brasil 247, em:

    https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/62503/Gilmar-Dem%C3%B3stenes-e-Marconi-trio-de-amigos-Gilmar-Dem%C3%B3stenes-Marconi-trio-amigos.htm

    Demóstenes Torres teve seu mandato de Senador cassado e provavelmente sina semelhante poderá ter o Deputado Eduardo Cunha.

    Enfim, trata-se de um Ministro do STF que se articula publicamente e sem pudor com personagens mais do que suspeitos de nossa república e que com eles interage de forma a criar fatos políticos de impacto, quebrando com isso o decoro que se espera de alguém que ocupa um posto de tamanha responsabilidade conforme já profetizara o eminente juiz Dalmo de Abreu Dallari.

    Pode isso, Arnaldo?

     

    1. GalileoGalilei

      12 de outubro de 2015 8:12 pm

      Resposta de Marco Aurélio Mello

      Brasília 247: O jurista Dalmo Dallari criticou o ministro Gilmar Mendes e disse que o tribunal está em alguns momentos tendo posturas políticas…

      “O que se espera de quem tem essa missão sublime de julgar é uma equidistância maior. Nós não podemos desconhecer que a tônica do ministro tem sido uma tônica muito ácida em termos de crítica ao PT e ao próprio governo. Agora, o Supremo tem atuado e decidido com equidistância (…) Eu, por exemplo, fico triste, porque o ministro Gilmar Mendes tem uma bagagem jurídica constitucional invejável, e acaba praticamente se desgastando com certas colocações. Não é bom.”

      https://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/200575/Mello-Ordem-natural-%C3%A9-Dilma-terminar-o-mandato.htm

    2. GalileoGalilei

      12 de outubro de 2015 9:04 pm

      amigos, amigos…

      Quem cochicha...Simpatia é quase...

    3. elo

      12 de outubro de 2015 10:57 pm

      Gilmar é igual ao Eliot Ness,

      Gilmar é igual ao Eliot Ness, intocável!

  12. chico da dilma

    12 de outubro de 2015 7:22 pm

    Eita santíssima trindade do quinto dos infernos,para os evangéli

    cos isso é a glória.

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