
Jornal GGN – A bolsa de valores encerrou o dia com seu maior ganho em oito meses, puxada pela melhora do mercado norte-americano e pelo desempenho das ações dos bancos. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações desta quarta-feira em alta de 3,35%, aos 46.038 pontos e com um volume negociado de R$ 6,970 bilhões.
O desempenho foi influenciado, em grande parte, pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, da mineradora Vale e dos bancos. Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) subiram 2,82%, a R$ 9,13, enquanto os preferenciais (PETR4) avançaram 2,66%, a R$ 8,11. As ações ordinárias da Vale (VALE3) se valorizaram 3,58%, a R$ 15,90, e as preferências (VALE5) ganharam 2,93%, a R$ 12,63.
Quanto ao desempenho das ações dos bancos, o ganho foi impulsionado depois que uma comissão mista no Congresso Nacional aprovou um parecer sobre o aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras para 20% até 1º de janeiro de 2019, contra proposta inicial da relatora de alta a 23% e sem prazo de vigência. Os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) tiveram alta de 6,04%, a R$ 27,37. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) avançaram 4,92%, a R$ 18,57, e as do Bradesco (BBDC3) se valorizaram 4,92%, a R$ 24,08.
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina também encerraram em alta, a ponto de o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, ter avançado 3,95%, registrando sua maior alta em quatro anos, impulsionando a Bolsa de Valores de São Paulo. Contudo, a bolsa de Xangai caiu 1,5%, apesar de o governo chinês ter cortado os juros da segunda maior economia do planeta.
No câmbio, a cotação do dólar fechou em queda depois de atingir a marca de R$ 3,65, em um dia marcado pela volatilidade. O dólar comercial encerrou vendido a R$ 3,601, com queda de R$ 0,007 (-0,19%). Ontem (25), a cotação tinha encerrado no maior valor em 12 anos em meio a turbulências na economia chinesa.
No início do dia, a moeda americana operou em queda. Por volta das 9h20, a cotação chegou a ficar em R$ 3,59. Nas horas seguintes, no entanto, o dólar subiu até atingir R$ 3,653 na máxima do dia, por volta das 11h20. Depois das 15h, a cotação desacelerou, até encerrar próxima da estabilidade.
Segundo informações da Agência Brasil, a expectativa de que a instabilidade na China faça banco central norte-americano adiar o aumento dos juros nos Estados Unidos animou os investidores internacionais. Juros mais baixos nos países desenvolvidos desestimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, para economias avançadas.
Além disso, o Banco Central continuou a rolar os contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para setembro, vendendo a oferta total de até 11 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 8,621 bilhões, ou aproximadamente 86% do total de US$ 10,027 bilhões. Se continuar nesse ritmo, vai recolocar todo o lote.
Para quinta-feira, os agentes aguardam o resultado primário do governo central e os custos de construção que serão publicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Brasil; o PIB (Produto Interno Bruto), novos pedidos de seguro-desemprego e vendas de casas pendentes nos Estados Unidos; confiança do consumidor na Grã-Bretanha; taxa de desemprego, índice de preços ao consumidor e os dados do varejo no Japão.
(Com Agência Brasil e Reuters)
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