5 de junho de 2026

Canção Necessária, de José Miguel Wisnik

Enviado por Odonir Oliviera

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Fui aluna da primeira turma para a qual J. Miguel lecionou na Letras da USP.

Ah, todo aquele Barroco, aquele Gregório de Matos, ai, ai.

 

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31 Comentários
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  1. Odonir Oliveira

    31 de julho de 2015 11:13 am

    Na aula de hoje: Desenganos da vida humana, metaforicamente

    Desenganos da vida humana, metaforicamente

     

    É a vaidade, Fábio, nesta vida,

    Rosa, que da manhã lisonjeada,
    Púrpuras mil, com ambição dourada,
    Airosa rompe, arrasta presumida.

    É planta, que de abril favorecida,
    Por mares de soberba desatada,
    Florida galeota empavesada,
    Sulca ufana, navega destemida.

    É nau enfim, que em breve ligeireza
    Com presunção de Fênix generosa,
    Galhardias apresta, alentos preza:

    Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
    De que importa, se aguarda sem defesa
    Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
     

    Gregório de Matos

    1. Odonir Oliveira

      31 de julho de 2015 11:22 am

      “Se meu mundo cair, eu que aprenda a levitar”

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=VzjuZA1Tons%5D

      ]

      Luiz Tatit era meu colega de turma. Acho que foi ali que  todos se conheceram, inclusive, Ná Ozzetti.

       

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=zKlPTWsLbmQ%5D

       

       

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=YBQ6xg2RgbI%5D

      1. Odonir Oliveira

        31 de julho de 2015 6:26 pm

        Zé Miguel e Elza Soares – “Presente”

        “o gozo do mundo”

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=XX8p3JdCWBM%5D

        1. Odonir Oliveira

          31 de julho de 2015 9:30 pm

          Zé Miguel e Leminski

          12 sinais de HAICAIS

           

           

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=HbDAcuaa4kU%5D

          1. Odonir Oliveira

            31 de julho de 2015 9:48 pm

            As trilhas… do professor. Fala aí…

            Além de seus discos, livros, ensaios e aulas, Wisnik faz também música para cinema (Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas), teatro (As Boas, Hamlet e Mistérios Gozozos para o Teatro Oficina, e Pentesiléias, de Daniela Thomas, dirigida por Bete Coelho) e dança. Fez quatro trilhas sonoras para o grupo Corpo: Nazareth, de 1993, sobre obra de Ernesto Nazareth; Parabelo, de 1997, em parceria com Tom Zé;Onqotô, de 2005, com Caetano Veloso e Sem Mim, de 2011, com Carlos Nuñez, sobre canções de Martín Codax.

             

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=Twf1tnuOgMc%5D

        2. Odonir Oliveira

          31 de julho de 2015 10:13 pm

          Ao jns, “Sem receita”

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=YQTbysGchSM%5D

           

          SEM RECEITA

          Primeiro lenta e precisamente
          Arranca-se a pele
          Esse limite da matéria
          Mas a das asas, melhor deixar
          Pois se agarra à carne
          Como se ainda fossem voar
          As coxas soltas
          Soltas e firmes
          Devem ser abertas
          E abertas vão estar
          E o peito nu
          Com sua carne branca
          Nem lembrar
          A proximidade do coração
          Esse não!
          Quem pode saber
          Como se tempera o coração

          Limpa-se as vísceras
          Reserva-se os miúdos
          Pra acompanhar
          Escolhe-se as ervas, espalha-se o sal
          Acende-se o fogo, marca-se o tempo
          E por fim de recheio
          A inocente maçã
          Que tão doce me deleita
          Nos tirou do paraíso
          E nos fez assim sem receita

          1. jns

            2 de agosto de 2015 1:47 pm

            O recado do morro

            João Guimarães Rosa / José Miguel Wisnik

            [video:https://youtu.be/BE64BrBt52E width:600]

    2. Odonir Oliveira

      31 de julho de 2015 5:06 pm

      Em outras aulas, os olhares lânguidos das moças anos setenta,

      da turma da noite de LB I se entrecruzavam porque aquele professor novinho em folha era de arrasar. Cabelos meio longos, ondulados, despenteatos, olhar ao longe, como se levitasse, sem se fixar nas cadeiras nas quais nos sentávamos, talvez.

      Sapatos em desalinho esquadrinhados naquelas noites perseguidas por barrocos e rococós, ai, ai.

      Longe, de longe, um sorriso leve de canto de boca, mantendo sempre a seriedade…  e olha que mesmo assim, sabe-se que saiu de um poema barroco para um poema concreto, guardadas as metáforas e preservando a seção delação de hoje. Amigas serão sempre amáveis com as outras, ora, ora.

       

      Retrato  (À  Dona Ângela)

      Anjo no nome, Angélica na cara

      Isso é ser flor, e Anjo juntamente

      Ser Angélica flor, e Anjo florente

      Em quem, se não em vós se uniformara?

       

      Quem veria uma flor, que a não cortara

      De verde pé, de rama florescente?

      E quem um Anjo vira tão luzente

      Que por seu Deus, o não idolatrara?

       

      Se como Anjo sois dos meus altares

      Fôreis o meu custódio, e minha guarda

      Livrara eu de diabólicos azares

       

      Mas vejo, que tão bela, e tão galharda

      Posto que os Anjos nunca dão pesares

      Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

       

       

      A uma dama

      Vês esse Sol de luzes coroado,

      Em pérolas a Aurora convertida;

      Vês a Lua, de estrelas guarnecida;

      Vês o Céu, de planetas adornado?

       

      O céu deixemos: vês, naquele prado,

      A rosa com razão desvanecida,

      A açucena por alva presumida,

      O cravo por galã lisonjeado?

       

      Deixa o prado: vem cá, minha adorada:

      Vês desse mar a esfera cristalina

      Em sucessivo aljôfar desatada?

       

      Parece aos olhos ser de prata fina…

      Vês tudo isto bem? Pois tudo é nada

      À vista do teu rosto, Catarina.

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=QytdiuJOLPw%5D

       

      1. Odonir Oliveira

        31 de julho de 2015 6:45 pm

        Gregório de Matos e Wisnik – “Mortal Loucura”

         

        Zé Miguel e Tatit

         

         

         

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=m4J1OZExWAc%5D

         

        MORTAL LOUCURA

         

        Na oração, que desaterra … a terra,

        Quer Deus que a quem está o cuidado … dado,

        Pregue que a vida é emprestado … estado,

        Mistérios mil que desenterra … enterra

        .

        Quem não cuida de si, que é terra, … erra,

        Que o alto Rei, por afamado … amado,

        É quem lhe assiste ao desvelado … lado,

        Da morte ao ar não desaferra, … aferra.

         

        Quem do mundo a mortal loucura … cura,

        A vontade de Deus sagrada … agrada

        Firmar-lhe a vida em atadura … dura.

         

        O voz zelosa, que dobrada … brada,

        Já sei que a flor da formosura, … usura,

        Será no fim dessa jornada … nada.

        1. Odonir Oliveira

          31 de julho de 2015 9:45 pm

          Aula magna – Fernando Pessoa!

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=0uyieY-kbl4%5D

           

          Canção sobre o poema de Fernando Pessoa, “Tenho dó das estrelas”, lançado no álbum Indivisível (2011):

          tenho dó das estrelas 
          luzindo há tanto tempo 
          há tanto tempo… 
          tenho dó delas 

          não haverá um cansaço 
          das coisas, 
          de todas as coisas, 
          como das pernas ou de um braço? 

          um cansaço de existir, 
          de ser, 
          só de ser, 
          o ser triste brilhar ou sorrir… 

          não haverá, enfim, 
          para as coisas que são 
          não a morte, mas sim 
          uma outra espécie de fim, 
          ou uma grande razão — 
          qualquer coisa assim 
          como um perdão?

      2. Odonir Oliveira

        31 de julho de 2015 6:46 pm

        Próxima aula: Drummond

        ANOITECER

         

        É a hora em que o sino toca,
        mas aqui não há sinos;
        há somente buzinas,
        sirenes roucas, apitos
        aflitos, pungentes, trágicos,
        uivando escuro segredo;
        desta hora tenho medo.

        É a hora em que o pássaro volta,
        mas de há muito não há pássaros;
        só multidões compactas
        escorrendo exaustas
        como espesso óleo
        que impregna o lajedo;
        desta hora tenho medo.

        É a hora do descanso,
        mas o descanso vem tarde,
        o corpo não pede sono,
        depois de tanto rodar;
        pede paz — morte — mergulho
        no poço mais ermo e quedo;
        desta hora tenho medo.

        Hora de delicadeza,
        gasalho, sombra, silêncio.
        Haverá disso no mundo?
        É antes a hora dos corvos,
        bicando em mim, meu passado,
        meu futuro, meu degredo;
        desta hora, sim, tenho medo.

         

         CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
        In A Rosa do Povo, 1945

         

         

         

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=B9EkPQ9dHhA%5D

      3. Anna Dutra

        31 de julho de 2015 8:22 pm

        Gregoriando …

        Odonir, querida!

        Obrigada por este banho de lirismo – que reveste de barroco e com cores coloniais este nosso tempo – trazido pelas tuas mãos. Estivera aqui conosco Gregório e tais seriam os seus versos.

        Que beleza termos entre nós uma poetisa a nos lembrar do universal…

        Abraços barrocos!

        1. Odonir Oliveira

          31 de julho de 2015 8:58 pm

          Zé Miguel e Caetano amigos e … Gregório de Matos

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=cs2L70ZfVTI%5D

           

          Triste Bahia

          Triste Bahia! Ó quão dessemelhante 
          Estás e estou do nosso antigo estado! 
          Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, 
          Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

          A ti trocou-te a máquina mercante, 
          Que em tua larga barra tem entrado, 
          A mim foi-me trocando, e tem trocado, 
          Tanto negócio e tanto negociante.

          Deste em dar tanto açúcar excelente 
          Pelas drogas inúteis, que abelhuda 
          Simples aceitas do sagaz Brichote.

          Oh se quisera Deus que de repente 
          Um dia amanheceras tão sisuda 
          Que fora de algodão o teu capote!

          Gregório de Mattos

           

  2. jns

    31 de julho de 2015 12:52 pm

    LUIZ TATIT

    A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo
    Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser conseqüente
    Mas desisti, vou ser feliz pra sempre

    [video:https://youtu.be/M7Ip8JDRiAQ width:600]

    1. Odonir Oliveira

      31 de julho de 2015 4:30 pm

      Fui procurar meu RUMO – 1981. Achei.

      Estão ali:

       

       

       

      1- NINGUÉM CHORA POR VOCÊ

      2- MINHA CABEÇA

      3- CARNAVAL DO GERALDO

      4- BEM BAIXINHO

      5- UM BEIJO

      6- SATÉLITE

      7- NOSTALGIA E MODERNIDADE

      8- VELHA MORENA

      9- CANSAÇO

      10- CHEQUERÊ

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=D3JyBUgPFCY%5D

       

      (Receiam-se melindres possessivos de asas, voos e consequentes choques elétricos. Por isso, recua-se a evitar colisões)

       

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=5bOOpz4bUw0%5D

      1. Odonir Oliveira

        31 de julho de 2015 4:43 pm

        Tatit cursou Filosofia e Letras ao mesmo tempo na USP

        Excelente observador dos homens e das coisas, foi se tornando um belíssimo cancionista.

        Sua ligação com Tom Zé e Zé Miguel coroou isso.

        Depois formou o RUMO, brilhante:.

        Hélio Ziskind; Luiz Tait, Geraldo Leite, Paulo Tatit, Gal Oppido, Zecarlos Ribeiro, Ciça Tuccori, Pedro Mourão, Na Ozzetti, Akira Ueno.

         

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=n1V8SqGgLOM%5D

         

         

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=Elebu4BDFj4%5D

         

         

         

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=cxir__MCAFM%5D

  3. jns

    31 de julho de 2015 1:16 pm

    “Carnaval do Geraldo”, de Luiz Tatit, pelo Grupo Rumo

    Tatit diz:

    – “Olha o Geraldo, está chegando, está morrendo de vontade de entrar no carnaval.”

    E o Geraldo diz que não entra, mas diz com a voz bem grave, ritmada, marcada, funcionando como o surdo da escola de samba:

    – “Não vou, não quero, eu fico envergonhado, fica todo mundo olhando, todo mundo reparando…” (ou seja: bum, bum, bum, bum, como o surdo).”

    Ao vivo no Sesc Pompéia em junho de 2004.

    [video:https://youtu.be/MkObxs8yruA width:600]

  4. jns

    31 de julho de 2015 1:26 pm

    Canção Bonita

    “Canção Bonita”, de Luiz Tati, trata da melodia e da musicalidade da fala.

    Essa melodia não se pode mandar por carta – a linguagem escrita é absolutamente incapaz de traduzir as entonações, a expressividade, a riqueza, a melodia da fala.

    “E ele explicou isso pro ômi. Olha, fica faltando à melodia.” Essa frase, lida, tem pouco a ver com a frase cantada (quer dizer, falada). Cantada (quer dizer, falada), ela tem graça, humor, uma entonação de súplica, temperada por uma pitada de deboche, de desdém pela insensibilidade do ômi da gravadora.

    Resenha piblicada pelo “500 Anos de Textos”

    [video:https://youtu.be/Zu1WfE75G5o width:600]

    1. Anna Dutra

      31 de julho de 2015 7:33 pm

      Esta, por carta…

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=6Mnj0tDilQ8%5D

       

      Sem o compromisso estreito
      De falar perfeito
      Coerente ou não
      Sem o verso estilizado
      O verso emocionado
      Bate o pé no chão

      1. jns

        31 de julho de 2015 9:05 pm

        Um cheiroPara a dengosa galerinha da SSMB

                        “A nossa planta o vento não desfez
                         É nunca mais, mas é mais uma vez”

        [video:https://youtu.be/WAzOSlqZfUY width:600]

        1. Odonir Oliveira

          31 de julho de 2015 11:20 pm

          A chave do portão está embaixo do tapetinho

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=pr4woORP1ak%5D

  5. jns

    31 de julho de 2015 2:47 pm

    Fantasmas

    Por Anna Paula Dutra

    Quando é tempo de avançar – e é tempo ! – não há lugar para fantasmas a nos chamarem em sonhos (nem dentro da nossa cabeça), nem monstros, nem amarras.

    Avançar é uma escolha.

    É uma declaração.

    É uma ação.

    Tem-se que querer.

    Por isso, esta peça musical é tão querida. Lembra o que deixamos ir; que já não há nada lá, além de amizade, gratidão e lembranças. Talvez um sentimento de proteção.

    É só o que há.

    O fantasma é uma figura triste, de um poder ilusório, degradado, conspurcado pela agressão e pela incompreensão, um poder manietado e inexpressivo.

    O Amor não está lá.

    Não pertencemos mais àquele lugar, nem àquela mente, nem àquele coração. Não há ódio, não há repulsa. Não há porque haver.

    Queremos estar em outras paragens porque nosso coração – e nossa mente – está em outro coração, em outra vibração.

    Não há feitiços, não há vinculação onírica, não há sintonia de amor; o fantasma é passado. Miramos um horizonte que nos vivifica, que nos permite ser mais livres, mais autênticos, que nos põe de pé de novo, que nos acena com o que podemos dar de melhor e com o que podemos ser de melhor…

    [video:https://youtu.be/RYzmAQMsR2c width:600]

    Poder cantar, sonhar, amar, viver. Não é isso o Amor que buscamos de verdade?

    O fantasma é só isso: um fantasma.

    [ Comentário postado no dia 30 de julho de 2015 em vídeo do canal “jnscam” que inseriu a música incidental “The Phantom of the Opera” ]

    1. Anna Dutra

      31 de julho de 2015 5:39 pm

      É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol …

      Semeadura

      Quem planta sementes, colhe alimento.
      Quem planta flores, colhe perfume.
      Quem semeia trigo, colhe pão.

      De espinhos, espinhos. De morangos, morangos e a boca carmim.

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=Ewc3GfYWaOU%5D

       

       

  6. Odonir Oliveira

    31 de julho de 2015 6:09 pm

    Pérolas aos poucos, Zé Miguel Wisnik

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FbsQ_aTklO0%5D

     

     

    PÉROLAS AOS POUCOS

    Eu jogo pérolas aos poucos ao mar
    Eu quero ver as ondas se quebrar
    Eu jogo pérolas pro céu
    Pra quem pra você pra ninguém
    Que vão cair na lama de onde vêm

    Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar
    E o cego amor entrego ao deus dará
    Solto nas notas da canção
    Aberta a qualquer coração
    Eu jogo pérolas ao céu e ao chão

    Grão de areia
    O sol se desfaz na concha escura
    Lua cheia
    O tempo se apura
    Maré cheia
    A doença traz a dor e a cura
    E semeia
    Grãos de resplendor
    Na loucura

    [ eu jogo ao fogo todo o meu sonhar 
    eu quero ver o fogo se queimar
    e até no breu reconhecer
    a flor que o acaso nos dá
    eu jogo pérolas ao deus dará]

     

  7. Anna Dutra

    31 de julho de 2015 7:57 pm

    Querida Odonir!

    Post para o Baú de Lembranças. Para mostrar “aos netos” (que não terei; não da minha carne). Para lembrar nos outonos vindouros, para celebrar em nostalgia futura.

    Canção:

    querendo o teu regaço
    que num minuto sem igual
    você me lesse
    não me esquecesse
    adivinhasse enfim
    não desistisse mais de mim
    e ouvisse no meu canto
    as tontas entrelinhas
    que silenciei
    por ti

    Os poetas, todos, a cantar a Vida em seus caminhos e descaminhos, as dores e as alegrias que só quem vive pode assimilar e conquistar para si.

    E o Bardo. Ah, este Bardo!  A revelar palavras que julguei nunca lidas …

    Feliz!  Esta palavra não abarca, não traduz, não significa.  Mas é o mais próximo de que posso chegar quando penso neste momento de muita serenidade e de muita paz.

    Abraços, mais do que nunca rimados, da Anna!

    1. Odonir Oliveira

      31 de julho de 2015 9:06 pm

      Anna, para você num fim de tarde

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=pjJGJdbjolM%5D

       

      INDIVISÍVEL

       

      sei que eu já não presto

      mais nenhuma atenção
      e a vida passa
      ultrapassa
       

      os limites da razão

      e tudo já era
      é incrível
      mas o mundo é uma fera
      indizível

      eu sei que estou louco
      por você, e como não?
      só você apaga
      com suas luzes
      minha grande escuridão
      mas se você some
      é impossível
      eu não passo de um homem
      invisível

      eu sei que estou morto
      de saudade e solidão
      mas se no meu canto
      ouço seu canto
      que me leva ao coração
      e toda distância
      é possível
      é pra dentro que ela avança
      indivisível

      Zé Miguel Wisnik e André Stolarski

      1. Anna Dutra

        31 de julho de 2015 9:26 pm

        Saudade e solidão

        Ouvindo, ouvindo, ouvindo …

        Obrigada!

         

  8. Odonir Oliveira

    31 de julho de 2015 9:12 pm

    Tristeza do Zé (com Luiz Tatit)

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=50jRJqE7VPk%5D

     

    TRISTEZA DO ZÉ

    ‘té que foi tão bom fugir e te esquecer
    Não saber mais nem notícia de você
    Com a tristeza consegui me entender
    Com a saudade conviver
    E com a dor não me doer

    Mas aos poucos tive que reconhecer
    Que a tristeza não parava de crescer
    Tomou conta da cidade e do país
    Tudo que é melancolia
    Dizem que fui eu que fiz

    É só chorar
    Em Palmas, Teresina ou Jequié
    Já vão avisar
    Que a origem é a tristeza lá do Zé

    Já não quero nem lembrar que te esqueci
    Não sabia que a tristeza era assim
    Que ela segue o seu caminho até sem mim
    Não tem pouso nem tem fim
    Se deixar vai invadir

    Evitar de se espalhar bem que tentei
    Mas também não é só comigo, eu reparei
    A tristeza é todo mundo e é de ninguém
    A tristeza ‘tá no fundo
    Da tristeza eu sou o rei

    Chorar, chorar
    No Crato, em Cachoeiro e Macaé
    Já vão avisar
    Que a origem é a tristeza lá do Zé

    Já não quero nem lembrar que te esqueci
    Não sabia que a tristeza era assim
    Que ela segue o seu caminho até sem mim
    Não tem pouso nem tem fim
    Se deixar vai invadir

    Evitar de se espalhar bem que tentei
    Mas também não é só comigo, eu reparei
    A tristeza é todo mundo e é de ninguém
    A tristeza ‘tá no fundo
    Da tristeza eu sou o rei

    Então valeu

    Brasília, Diamantina e Taubaté
    Canção leva eu
    Vem nas asas da tristeza quem quiser

    Matão, Belém
    São Paulo, Maringá, Chuí, Bagé
    Canção leva eu
    Vem nas asas da tristeza quem quiser
    Vem nas asas da tristeza azul do Zé

  9. lenita

    1 de agosto de 2015 1:27 am

    Estou aqui, garotas e garoto

    Só ouvindo

    só lendo

    Só me reabastecendo

    Através dos meus amigos.

    Obrigado pelas aulas.

    Bração prôcêis  e um excelente fim de semana!

    1. Odonir Oliveira

      1 de agosto de 2015 10:48 am

      Lenita, Zé Miguel dá mais uma aula: Cacaso “LOUVAR”

      Zé Miguel sobre poema de Cacaso

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=wvDP5EbTC54%5D

  10. lenita

    1 de agosto de 2015 1:31 am

    Cadê o Cearense ?

    Estará viajando ? Alguem sabe dele ?

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