9 de junho de 2026

Como a OAS pagou pelas delações premiadas de seus executivos

Uma ação trabalhista, de um dos executivos – Adriano Santana Quadros de Andrade – ajudou a lançar luzes sobre essas manobras.

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Havia três interesses da OAS nas delações de seus executivos. O primeiro, o de uniformizar as narrativas, para evitar conflitos de informação. O segundo, amenizar as acusações contra a direção da empresa. O terceiro, o de confirmar as informações de interesse da Lava Jato. Ou seja, aquelas versões que, mesmo desacompanhadas de provadas, ajudassem a criminalizar o ex-presidente Lula.

Uma ação trabalhista, de um dos executivos – Adriano Santana Quadros de Andrade – ajudou a lançar luzes sobre essas manobras.

A ação é de 14 de fevereiro de 2019, assinada pelos advogados Alexandre Rodrigues e Carlos Alberto Costa e Silva. Trata-se de uma reclamação trabalhista na qual Adriano questiona sentença do juiz, que reconheceu seus direitos trabalhistas, mas não lhe conferiu isonomia de tratamento com outros executivos que participaram das delações.

Na ação, Adriano sustenta que seus colegas receberam R$ 6 milhões cada um. Ele não teve o mesmo tratamento, provavelmente por não ter endossado as versões exigidas pela OAS.

Na ação, ele apresenta documentos comprovando o pagamento ao executivo Roberto Souza Cunha, três doações, de Mariângela Borges Pinheiro, José Aldemário Pinheiro Filho e  César de Araújo Mata Pires.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. Schell

    5 de março de 2019 11:48 pm

    Continua não vindo ao caso, quer pela substituta, quer pelo novo titular (que só pediu remoção para impedir que alguém – não do interesse – fosse o vencedor).

  2. peregrino

    6 de março de 2019 12:22 am

    Que cheiro danado de cumplicidade entre quem combate, quem corrompe e quem é corrompido…
    no mínimo do silêncio conivente à fraude da lei

    o êxito de uma operação que resulta dos mesmos vícios criminosos que se combate

  3. Vladimir

    6 de março de 2019 7:55 am

    Esse cara vive onde? No Brasil é assim. Não tem espaço para quem não corrobora as traquinagens do patronato.
    Se bobear ainda será processado por falsas acusações.
    O patrão,após ser absolvido pelo camisa preta do Paraná,e estamos falando de quase 30 anos de cana,resolveu da 3 triplex para cada um dos seus comparsas. Ficou de fora porque quis. Vacilão!

  4. Maria Luisa

    6 de março de 2019 8:00 am

    Essas delações são um castelo de cartas que se retirar uma, todas caem. Montar versões que corroborem com o desejo de procuradores da operação para aliviar condenações de executivos é de tal maneira escandaloso que fica a pergunta como o Brasil caminhou aparlemado para o desfecho que foi a eleição da extrema-direita e na qual o ministro da justiça era o juiz da mesma operação que os levou à vitoria. Se a ONU não condenar tudo isso, so nos resta colocar os jalecos amarelos…

  5. J.Marcelo

    6 de março de 2019 12:57 pm

    Na verdade a LAVAJATO É UMA GRANDE CONSPIRAÇÃO CONTRA O PAÍS !!!

    1. Wallace Dutra

      9 de março de 2019 4:39 pm

      Lava Jato é um produto de uma organização criminosa.

      Um produto que como todos, tem marketing pra ganhar consumidores.

      Assim como qualquer produto, a lava jato também se utiliza da mídia corrupta pra criar um senso comum na sociedade a seu favor.

      Infelizmente o brasileiro não tem a sagacidade pra identificar um golpe contra a democracia tão ridículo e mal elaborado como a lava jato.

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