
Jornal GGN – A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 8,15% em 2014 e encerrou o ano em R$ 2,296 trilhões, de acordo com dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional. Embora o valor seja elevado, ele ficou dentro das faixas do Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida para o ano passado, que previam encerramento entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.
Além disso, a dívida pública externa apresentou o crescimento mais expressivo em 2014, de 18,6%, passando de R$ 94,68 bilhões para R$ 112,3 bilhões, em função da valorização do dólar. Na moeda americana, a elevação foi menor, de 4,6%.
Já a dívida pública mobiliária (em títulos públicos) interna subiu 7,66% e passou de R$ 2,028 trilhões para R$ 2,183 trilhões. O principal motivo foi a apropriação de juros, de R$ 224,4 bilhões, apesar de o montante ter sido inferior ao resgate líquido, de R$ 621,1 bilhões. As emissões de títulos da dívida interna somaram R$ 552,2 bilhões.
O objetivo da gestão da dívida pública, pelo Tesouro Nacional, é atender à necessidade de financiamento pelo governo federal. Em 2014, a necessidade bruta de financiamento da dívida alcançou R$ 672,3 bilhões.
Para 2015, a estimativa é que a Dívida Pública Federal feche o ano em uma faixa entre R$ 2,45 trilhões e R$ 2,6 trilhões. De acordo com o PAF, que apresenta metas para a dívida pública este ano, o governo pretende continuar melhorando a composição da DPF no decorrer do ano, ampliando a fatia de títulos prefixados – com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente – e vinculados à inflação diminuindo a parcela corrigida por taxas flutuantes como a Selic (juros básicos da economia) e pelo câmbio.
Segundo o documento, a fatia dos títulos prefixados deverá encerrar o ano entre 40% e 44% da DPF. Atualmente, a participação está em 41,6%. A parcela corrigida por índices de preços deverá ficar entre 33% e 37%. Hoje, está em 34,9%.
A parcela da DPF vinculada a taxas flutuantes deverá cair de 18,7%, registrado atualmente, para uma faixa entre 17% e 22%. Sobre a participação da dívida corrigida pelo câmbio, considerando a dívida pública externa, a meta é encerrar 2015 entre 4% e 6%. O percentual atual está em 4,8%.
Com relação ao prazo médio da DPF, o Plano Anual de Financiamento calcula que ficará entre 4,4 anos e 4,6 anos, em 2015. No fim de 2014, ficou em 4,4 anos. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses deve encerrar o ano entre 21% e 25%. Atualmente, está em 24%.
(Com Agência Brasil)
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