
Enviado por MCN
A Lava Jato à luz de Hannah Arendt
Por Miguel do Rosário
Do O Cafezinho
Se o leitor prestou atenção aos meus posts sobre o assunto, verá que fiz um esforço heroico para acreditar na Operação Lava Jato.
Minha relação com a Lava Jato foi bipolar, pois eu não queria acreditar que testemunharíamos mais uma sequência de arbítrios protagonizados por autoridades cegas pelos holofotes da mídia.
As relações promíscuas entre essas autoridades do Lava Jato e a oposição sempre estiveram em evidência.
Primeiro, o flagrante patético dos delegados da Lava Jato xingando Lula e Dilma nas redes sociais.
Segundo, descobrimos que a esposa do juiz Sergio Moro trabalha para o PSDB, e que ele mesmo foi estagiário e depois testemunha de defesa, de um tributarista condenado por associação com um prefeito tucano corrupto do interior do Paraná.
Terceiro, um blogueiro nos revelou a história de que o pai de Sergio Moro é um antipetista sectario e raivoso, a ponto de nunca mais entrar numa locadora de video, apenas porque descobriu que o seu gerente votava no PT.
Quarto, o advogado de Alberto Youssef, pivô de todo o esquema da Lava Jato, o senhor Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, trabalhou por anos no Conselho da Sanepar, a companhia de saneamento do governo do Paraná, estado governado pelo PSDB.
Quinto, o próprio Alberto Youssef foi durante toda a sua vida um dos principais operadores do PSDB.
Os executivos “delatores”, por sua vez, também são ligados ao PSDB.
O primeiro a “piar”, após a estratégia da República do Paraná, de manter os executivos presos por tempo indeterminado, foi Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos sócios da Toyo Setal, e primo de um tucano de alta plumagem, Marcos Mendonça, presidente da Fundação Anchieta.
Mendonça Neto participa de esquemas tucanos desde meados dos anos 90, entre eles o já famoso “trensalão”.
Júlio Camargo também é da Toyo Setal, empresa envolvida até o pescoço no trensalão tucano.
O próprio Pedro Barusco, eleito a categoria de heroi pela mídia e pelas autoridades da Java Jato, após denunciar o PT, mesmo sem apresentar uma mísera prova, também fez escola na era tucana, vide que ele confessa que recebe propina, em negócios da Petrobrás, desde 1997.
Pedro Barusco era diretor operacional da Sete Brasil, controlada pelo BTG, que pertence ao ultra-tucano Andre Esteves, o mesmo que pagou a viagem de lua de mel para Aécio Neves em Nova York.
Entre os executivos presos, tanto das empreiteiras quanto da Petrobrás, não há nenhum petista ou com histórico na esquerda.
Paulo Roberto Costa, funcionário da Petrobrás desde a década de 70, foi indicado pelo PP (legenda que, apesar de compor a base governista, é ideologicamente muito mais próxima do PSDB e DEM, do que do PT), e vinha crescendo na estatal desde a era FHC.
Esses são os que “confessaram” crimes. Renato Duque é acusado de muitas coisas, mas ainda não confessou nada e não foi condenado.
*
O espetáculo promovido ontem fez cair a máscara de Sergio Moro?
Sim.
Tendo em vista que não havia necessidade de nenhuma decisão “coercitiva” para levar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a prestar depoimento, a operação visou apenas a mídia e constituiu uma arbitrariedade.
Neto é um dos mais importantes dirigentes políticos do partido que governa o Brasil, tem residência fixa, e jamais se recusou a depor na Justiça. Cúmulo da truculência: não há sequer nenhuma acusação formal contra Vaccari.
Por que a violência? Por que o arbítrio?
Porque era preciso estabelecer uma narrativa.
O depoimento “coercitivo” de Vaccari foi o único, entre dezenas de outros, todos arbitrários também, diga-se de passagem, visto que ninguém se recusou a depor, em momento algum, foi o único vazado de manhã cedo para a mídia.
Portais e telejornais noticiaram que agentes da PF tiveram que pular o portão da casa de Vaccari. Uma mentira.
O Jornal Nacional dedicou 20 minutos à Lava Jato, citando o nome do PT mais de 30 vezes. Fez acusações pesadíssimas contra o partido baseado num depoimento de uma pessoa declaradamente corrupta, que não apresentou nenhuma prova.
Aliás, diversas denúncias feitas até agora pelos delatores não trouxeram nenhuma prova.
Parece um roteiro pré-determinado. Sergio Moro lidera um espetáculo midiático na quinta-feira, com tempo de pegar os políticos de oposição ainda em plenário. Na sexta-feira, a bomba vai para a manchete de todos os jornalões. No sábado, para as revistas semanais. No domingo, chega ao Fantástico.
E assim a semana se inicia sob fortíssimo bombardeio midiático.
Ninguém se preocupa com um detalhe: a delação premiada deveria ser feita em sigilo absoluto, exatamente para não permitir que bandidos confessos se utilizem desse instrumento para se vingar de seus desafetos, ou pior, exercer ou traficar influência política.
Ao invés de me torturar lendo os espasmos golpistas dos jornalões, passei a noite e a manhã de hoje, lendo um capítulo do livro As Origens do Totalitarismo, de Hannah Arendt. É o capítulo que fala do Caso Dreyfus, o oficial judeu condenado pela Justiça Francesa por alta traição, mas que era inocente.
Há muitas semelhanças. Eu já havia abordado o caso Dreyfus ao discutir o caso Pizzolato, o petista do Banco do Brasil condenado no mensalão por algo que não fez, não podia ter feito, não tinha sequer instrumentos para fazê-lo.
Hoje eu vejo que o verdadeiro Dreyfus contemporâneo não é Pizzolato, mas o PT.
Arendt aponta o caso Dreyfus como uma das feridas nunca totalmente fechadas da história política e judicial da França, e que serviriam de caldo cultural para a explosão do nazismo europeu.
Assim como o mensalão e agora o petrolão, o caso Dreyfus envolveu uma conspiração entre mídia e judiciário.
A mídia francesa da época, assim como a brasileira, atiçou todos os preconceitos e rancores do populacho (mob, em inglês) contra Dreyfus e seus defensores, que de início eram uma minoria ilustre.
Também a França vivia sob o impacto de um grande escândalo de corrupção no parlamento: o escândalo do Canal de Panamá.
Um jornal reacionário e antissemita alcançara uma tiragem recorde após denunciar o clamoroso escândalo de propinas pagas a parlamentares e lobistas, como “comissão” aos financiamentos que o Estado francês dava à Companhia do Panamá.
Igualzinho hoje. A Companhia do Panamá era um pool de empreiteiras, que viviam do dinheiro do Estado, assim como as nossas. Para ser justo, assim como todas as empreiteiras do mundo.
Os deputados franceses haviam encontrado os métodos que deveriam pôr em prática. Nas palavras de Arendt: “a política correta era a defesa de interesses particulares e corporativos, e o método adequado seria a corrupção. Em 1881, a tramoia tornou-se a única lei”.
Entretanto, não foram os deputados que tomaram a iniciativa de usar o caso Dreyfus como uma estratégia de poder. Eles surfariam na onda, satisfeitos de ver a atenção pública olhar para outro lado. A mesma coisa vale para a maioria dos nossos corruptos. É reconfortante para eles ver a mídia apontando o dedo apenas para o PT.
No caso dos empreiteiros presos, o juiz já sinalizou: apontou o dedo para o PT, está solto. Não apontou: prisão por tempo indeterminado, com ameaças veladas contra toda a família.
Na França, o golpe contra Dreyfus veio dos estamentos burocráticos e meritocráticos, onde a elite descendente do ancien regime, falida pelas revoluções, havia se refugiado, e onde procuravam se vingar pela perda de seus privilégios. No caso francês: o exército e o judiciário. No Brasil, o MP, PF e Judiciário, também histórico refúgio de antigas e decadentes elites nacionais.
A mídia, como sempre, cumpriu o papel de instrumento da classe dominante, ontem e hoje. A Companhia de Jesus, os jesuítas, que dominavam o alto clero da época, foi a principal articuladora política do movimento contra Dreyfus. Nossos “jesuítas” de hoje são os tucanos e moralistas de ocasião da mídia.
Arendt lembra que os socialistas demoraram a se enfileirar ao lado dos “dreyfusard” (os que defendiam Dreyfus), e mesmo assim vieram divididos, porque viam nisso apenas uma escaramuça da alta burguesia.
Apenas quando Clemenceau convenceu o grande líder socialista Jean Jaurès, de que a injustiça praticada contra um era uma injustiça contra todos, é que este último aderiu à causa, e mesmo assim, não com os argumentos que, segundo Arendt, seriam os mais corretos, a defesa da justiça e da dignidade humana, mas com argumentos classistas, visto que aristocracia e alto clero lideravam o movimento contra Dreyfus.
O erro dos socialistas franceses me parece o mesmo cometido pelo PT, por ocasião do mensalão.
E a mesma desconfiança dos trabalhadores franceses, contra um problema que parecia se limitar a uma divergência doméstica das classes dominantes, vimos também surgir entre os petistas e na esquerda em geral, quando estes se defrontaram com a Ação Penal 470 e, agora, com a Operação Lava Jato.
Tanto o mensalão quanto o petrolão levaram figuras dominantes da política e do capital à cadeia.
O que foi vendido pela mídia brasileira como um “avanço” democrático, não passa de uma tática recorrente do arbítrio para empolgar o populacho, desde os primórdios da história. Todas as ditaduras, explícitas ou disfarçadas, fazem isso.
É o que tentam fazer agora novamente.
As próprias elites entendem que é preciso sacrificar alguns de seus mais queridos empregados, a fim de assegurar o poder no longo prazo.
Por ocasião do julgamento da Ação Penal 470, os colunistas da grande mídia, e depois até mesmo alguns ministros do supremo, batiam na tecla que não era possível decepcionar a expectativa da “opinião pública”.
Sequer escondiam a descarada solapagem do Estado Democrático de Direito, em nome de uma vulgar e covarde rendição a um populacho manipulado pela mídia.
Arendt explica a diferença entre esta “opinião pública”, ou “populacho”, e o povo
propriamente dito. O populacho é a representação dos setores frustrados de todas as classes sociais. Pobres, classe média e ricos insatisfeitos com a representação política, prontos a aderirem a qualquer aventura golpista: este é o populacho de todas as eras. Eles têm uma opinião instável, cambiante, mas com uma propaganda bem planejada, é possível orientá-lo na direção certa, enquanto este for útil.
Não é difícil para a mídia, num segundo momento, descartar o populacho, com desprezo, tratando-o como uma massa desorganizada e inculta.
Onde estão os protestos inflamados de juristas e ministros do supremo contra as arbitrariedades da polícia?
Quando prenderam Daniel Dantas, e a PF começou a realizar uma série de operações para combater sobretudo crimes financeiros e sonegação (Daslu e automóveis de luxo, lembram?), um grito desesperado tomou conta das elites, através da mídia: é o Estado Policial!
Gilmar Mendes aparecia diariamente nos jornalões para bradar contra isso, e até mesmo urdiu uma trama, em parceria com o senador Demóstenes Torres (mais tarde defenestrado por corrupção), para inventar um grampo de seu telefone, e criar um escândalo que iria derrubar o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda.
A derrubada de Paulo Lacerda representa um momento chave da política brasileira contemporânea, porque, aparentemente, é a partir daí que a Polícia Federal toma um caminho diferente: ao invés de investigar a sonegação das grandes empresas, que contam com a cumplicidade da mídia (também grande sonegadora, como vimos), a PF voltou suas baterias contra agentes do Estado. E aí ela, a PF, passa a contar com entusiástica cumplicidade da mídia.
Não há nada de errado na PF se voltar contra agentes do Estado. Ao contrário, é até saudável.
Errado é a PF entrar no jogo da mídia, promovendo vazamentos seletivos e espetáculos que visam apenas interferir no debate político-partidário.
Também já especulei sobre a tendência do Ministério Público em desenvolver um sentimento de oposição ao Executivo – um sentimento que é primo de seu orgulho corporativo.
Entretanto, se o Executivo não reage, tanto a PF quanto o MP avançam o sinal, e transformam-se em instrumentos de arbítrio, sob forte influência da mídia.
*
Para piorar o quadro, o governo permanece num silêncio aterrorizante.
Uma mera intervenção oral de Dilma, ou de seu ministro da Justiça, nem que fosse para pontuar o debate com algum comentário irônico ou crítico sobre a violência judicial cometida contra o tesoureiro de seu próprio partido, João Vaccari Neto, ajudaria a dar algum equilíbrio à crise política.
(PS: Menos mal que o ministro da Comunicação, Ricardo Berzoini, manifestou-se sobre o tema).
Mas essa postura vem desde a Ação Penal 470. Ao sacrificarem Henrique Pizzolato, por exemplo, o partido sacrificou o próprio Estado de Direito.
Assim como Dreyfus era ridicularizado por seus adversários, e mesmo por seus amigos, porque ostentava arrogantemente a riqueza de sua família e a quantidade de dinheiro que gastava com mulheres e bebidas, assim os “amigos” de Pizzolato se negaram a defendê-lo porque ele usava “ternos caros”, gravatas borboleta, e conseguira juntar dinheiro para comprar imóveis.
A AP 470 fez escola. O “Estado de Direito” começou a ruir ali, e não agora, com o depoimento “coercitivo” de João Vaccari Neto.
Todos os métodos usados na frente midiática durante o mensalão estão sendo repetidos agora. Os jornais criaram uma nova alcunha, o “petrolão”, que já se tornou aba ou chapeu em todos os portais.
Jamais a nossa mídia criou alcunha ou abas editoriais para a compra de votos para a reeleição de FHC, para o trensalão, para o Banestado, ou pelo menos nada que durasse muito.
*
O PT anuncia que “entrará na Justiça” contra Pedro Barusco, pela denúncia contra o partido.
Está certo, tem que fazer isso mesmo.
Porém mais uma vez o partido foge da política, única instância onde é um protagonista, e tenta se refugiar sob as asas do judiciário, onde a mídia tem mais influência.
A política é o único palco onde o PT pode ganhar, porque é a legenda com maior número de filiados no país, várias vezes superior a todas as outras. Seus presidentes, sobretudo Lula, ainda são as figuras públicas mais populares da nossa história, até hoje. É o partido com maior número de deputados na Câmara Federal. O partido que tem mais ministros, incluindo o Ministério da Comunicação e da Justiça. Tem a presidência da república. É o único partido que tem uma militância orgânica de massa, real e digital.
Por que o PT foge da luta política?
A impressão que eu tenho é que o PT esqueceu o que é fazer política.
Até mesmo alguns militantes esqueceram o que é fazer política. Alguns falam, incluindo Lula: temos que ir às ruas, como se bastasse vagar perdido por aí, sem saber o que dizer, para obter qualquer resultado prático na política.
A política, numa democracia, é, antes de tudo, uma luta intelectual, que deve ser travada através da persuasão.
Para isso, é preciso investir em cultura.
Somente a cultura pode salvar a política brasileira.
A cultura é o deus ex-machina que pode nos salvar da barbárie para onde a mídia está nos arrastando.
Por exemplo, nos EUA, existem centenas de filmes e livros sobre os arbítrios da mídia. A começar pelo primeiro filme do cinema moderno: Cidadão Kane, uma terrível denúncia contra o monopólio e a concentração de poder em mãos de poucos.
Aqui, são raríssimos as obras de arte que abordam a questão da mídia, apesar dela ser, desde os anos 50, o principal ator político do país.
A campanha contra a criação da Petrobrás, o suicídio de Vargas, as marchas da família, o golpe de 64, a sustentação da ditadura, o poder das oligarquias nordestinas, o antipetismo do sudeste, mensalão, petrolão, a mídia é sempre o protagonista.
Por que não são escritos ou filmados livros, séries, filmes, novelas sobre o tema?
Por que o governo, principal patrocinador da cultura, nunca abriu editais voltados especificamente para a crítica de mídia?
Alô, Juca, agora não podemos mais perder tempo!
O governo, por sua vez, encontra-se paralisado, indeciso, com o pior sistema de comunicação dentre todos os poderes.
O Legislativo, Câmara e Senado, tem ótimos portais, com várias TVs, e os próprios parlamentares agem como porta-vozes de si mesmos.
O MP criou até uma historinha do mensalão para crianças…
Já o Executivo tem uma comunicação dispersa, fragmentada, negligente.
Todos os presidentes da república, em todo mundo, externam pontos-de-vista e intervêm constantemente no debate político. Falam e escutam, junto com seus ministros. Aqui, não.
Há dias em que os únicos representantes do Estado que falam de política na mídia são ministros do Supremo, ou seja, justamente aqueles que são proibidos pela Constituição de exercer atividade politico-partidária.
E agora toda a política nacional volta a girar em torno de um juiz tratado como heroi pela mídia – já ganhou até o prêmio da Globo – e cercado por todos os lados de conspiradores golpistas.
A democracia brasileira se vê, mais uma vez, a mercê de arbítrios judiciais e conspirações midiáticas.
O problema da política é a sua dinâmica desesperada. Tudo acontece rápido demais para que o bom senso prevaleça.
A análise ponderada, objetiva, fria dos fatos, nunca chega a tempo, de maneira que os homens se tornam como que cobaias de si mesmos. No médio e longo prazo, as coisas tendem a se equilibrar, mas quantas revoluções, guerras, tragédias, golpes, não foram necessários para chegarmos onde chegamos?
Enfim, dá vontade de forçar o relógio da história em alguns anos, quiçá décadas, para vermos logo o que será do país quando as novas gerações, mais saudáveis, mais bonitas, melhor alimentadas, mais escolarizadas, mais livres, tão distantes da neurastenia forçada e hipócrita do antipetismo midiático, ainda mais distantes desse conservadorismo quase sociopata de alguns medalhões do jornalismo, o que será do Brasil quando esta geração tomar o poder?
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Pedro Penido dos Anjos
9 de fevereiro de 2015 12:09 pmPGR viaja aos EUA para acusar
PGR viaja aos EUA para acusar o próprio país?
8 de fevereiro de 2015 | 11:12 Autor: Miguel do Rosário
(Tantos milhões para defender o interesse estrangeiro, contra o Brasil?)
O Procurador-Geral da República, mais um grupo de procuradores, viajou aos EUA por conta da Lava Jato.
Será interessante ver isso. Certamente, é uma novidade.
Uma instituição do Estado viajando, com verba pública, para um país estrangeiro, para uma potência estrangeira, uma potência conhecida por suas guerras e sua corrupção quando se trata de assegurar a sua segurança em petróleo, uma instituição pública viajando para esse país para acusar… o seu próprio país.
O PGR viaja aos EUA, com verba pública, para detonar ainda mais a Petrobrás?
É um caso único no mundo de suicídio nacional e coletivo, pago com verba pública.
E olha que o Procurador Geral sabe, como todo mundo sabe, após as revelações do Snowden, que o governo americano espionou a Petrobrás…
*
O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral do Brasil? Acusar a Petrobras?
DOM, 08/02/2015 – 10:53
Salvo melhor juizo, um Estado não vai ao estrangeiro acusar a si mesmo ou ajudar outro Estado a lhe fazer acusações. Quem deveria ir aos EUA é a AGU
Por Motta Araújo, no Jornal GGN.
O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot [foto], e mais um grupo de procuradores de Brasilia e do Paraná viajaram ontem para Washington em função da Operação Lava Jato (O Globo). Algumas questões conceituais:
1. Por causa dessa Operação, a Petrobras está sendo objeto de três tipos de processos nos EUA. Um na Comissão de Valores Mobiliarios (SEC), uma série de ações civeis coletivas de acionistas minoritarios (class actions) e, a mais grave, uma ação criminal no Departamento de Justiça.
2. Portanto, está claro e sem dúvidas que quem está sendo processado num País estrangeiro é uma estatal controlada pelo governo brasileiro, que é ré desses processos.
3. A Procuradoria-Geral da República é uma entidade que opera pela acusação, funciona como acusadora.
A PGR por definição não defende, ela é a parte acusatoria no Brasil, lá fora não poderia agir.
Pergunta-se: O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral da República do Brasil? Vai ajudar os americanos na acusação contra a Petrobras? Mas a Petrobras é parte do Estado que lhes paga os salarios, está sendo atacada no estrangeiro, eles vão lá ajudar os autores das ações?
4. Quem deveria ir para os EUA é a Advocacia-Geral da União, orgão que funciona como defensora dos interesses do Estado brasileiro. A AGU poderia ir aos EUA para ser auxiliar da defesa dos advogados da Petrobras porque, salvo melhor juizo, um Estado não vai ao estrangeiro acusar a si mesmo ou ajudar outro Estado a lhe fazer acusações. Quem processa a Petrobras indiretamente está processando o Estado brasileiro.
Fora do Brasil só há um ente que representa o Brasil, o Estado brasileiro, representado pelo Poder Executivo (art.84 da Constituição). Só o Poder Executivo representa o Brasil no exterior, a PGR não é um Estado separado do Brasil.
Quem representa o Brasil em Washington é a Embaixada do Brasil, a quem cabe os contatos com o Governo americano e suas dependências, a Embaixada deveria estar atenta para proteger a Petrobras nos EUA.
5.O Procurador-Geral e seu grupo vão ao Departamento de Justiça fazer o quê? Ajudar na acusação à Petrobras?
A única coisa sobre Petrobras que existe no Departamento de Justiça é uma investigação criminal contra a empresa Petrobras, os procuradores vão lá reforçar a acusação? É a unica coisa que podem fazer, defesa não é com eles, é com a AGU.
Vão ao FBI fazer o que? Pedir para ajudar em investigações contra a PETROBRAS? Mas a PETROBRAS é controlada pela União, vão pedir a uma potencia estrangeira investigar a PETROBRAS?
Alguem imaginou o Procurador Geral dos EUA vir ao Brasil pedir que nossa Policia Federal do Brasil investigue o EXIMBANK, banco controlado pelo Governo dos EUA?
Na ansia de detonar o que restou de credibilidade à PETROBRAS não exitam em tocar fogo nas vestes, detonar no exterior a estatal que com todos seus defeitos gera o caixa que lhes paga os robustos salarios.
A PGR vai a Washington ajudar seus colegas americanos a ferrar a PETROBRAS. Parece que esse é o objetivo.
O clima contra a PETROBRAS já esta bem pesado nos EUA, a PGR não vai lá para amenizar esse clima, só a presença dos Procuradores brasileiros vai aumentar a temperatura da fornalha onde querem queimar lá a Petrobras.
As perdas que o Brasil e a PETROBRAS podem sofrer em termos de rating, perda de linhas de credito, dano à imagem corporativa, danos a imagem do Pais, incapacidade de conseguir parceiros e licitantes para novos investimentos, superam infinitamente qualquer beneficio em perseguir corruptos, conseguir mais provas para processar mais gente, tentar rastrear dinheiros (aliás para isso não precisa viajar, o COAF tem acordos, basta um e-mail). A cada etapa da Lava Jato mais os prejuizos ao Pais vão aumentado, já passou do limite de colocar gente na fogueira e queimar o Pais junto, é impressionante não perceberem isso.
Minha menção a Nuremberg refere-se ao Tribunal Internacional sobre Crimes de Guerra. Vinte reus alemães foram os julgados, todos com pesada ficha de atos que contribuiram para a guerra, para o genocidio e por violações da Convenção sobre crimes de guerra de Genebra. Por mais que fizessem os Procuradores americanos, russos, franceses e ingleses não conseguiram testemunhas alemãs para depor contra reus alemães, esses não ajudaram a processar alemaes, mesmo os piores crimonosos mas a maioria dos advogados de defesa eram alemães.
Realmente não dá para entender a PGR recorrer a um Pais estrangeiro para uma questão que só diz respeito aos brasileiros, acima do interesse da Justiça está o interesse do Brasil como Estado.
Ivan de Union
9 de fevereiro de 2015 1:02 pmO que se esta vendo no Brasil
O que se esta vendo no Brasil eh um institucional generalizado, especialmente no judiciario e congresso.
Ivan de Union
9 de fevereiro de 2015 2:58 pm(“caos” faltou)
(“caos” faltou)
altamiro souza
9 de fevereiro de 2015 1:33 pmfaltou falar no tal estado de
faltou falar no tal estado de exceção, resultado dessa série de
ações de alguns membros do próprio estado e da grande mídia, em conluio.
esse conluio de interesses cria – como criou no mensalão
– certas “verdades”e falácias e invenções.
…banalização dos vazamentos.
versões,,domínios do fato, etc, transformam-sem em legalidade, isto é,
transformam-se em ações do próprio aparelho
de estado contaminado por esses interesses.
as versões tornam-se verdades institucionais.
uma parte do estado devora o próprio estado de direito.
aí o estado de exceção…
daí o perigo do golpe paraguaio.
o golpe legitimado por esses estado de
exceção e de seus interesses evidentes.
Eleitora angustiada
9 de fevereiro de 2015 1:33 pmCARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEF
Cara Presidenta Dilma Roussef
Escrevo-lhe porque votei na senhora, e conquistei alguns indecisos para fazer o mesmo.
Não sei exatamente o motivo da postura passiva e intimidada que a senhora está assumindo na atual conjuntura política.
Por que não convoca uma coletiva de imprensa semanal? Por que não nomeia um porta-voz oficial, aguerrido e bem articulado? Por que não se manifesta sequer na TV Brasil? Por que não cria um portal de Internet, ágil, atraente e sempre atualizado, para difundir as posições do Governo?
Os grandes meios de comunicação perderam o último resquício de escrúpulo; estão fazendo campanha aberta, não só contra a senhora – Presidenta eleita pela maioria dos brasileiros – como também contra a Democracia.
Interesses inconfessáveis, contrariados pelo projeto de Nação representado pelo PT e siglas aliadas, estão em ofensiva escancarada para derrubar o Governo.
Pergunto-me se a senhora enfrenta empecilhos de ordem subjetiva para assumir pessoalmente a defesa de seu mandato, e do projeto de Governo vitorioso nas urnas.
A paralisia, a timidez, a hesitação talvez derivem de um excesso de severidade da senhora Dilma Roussef para consigo mesma, aliados e parceiros. Como se só os irrepreensíveis, os imaculados, os infalíveis tivessem direito a defender seus valores e propostas!
Tomam-na por arrogante, autoritária e auto-suficiente. De minha parte, bem sei: as aparências enganam- e muito. Como o Miguel do Rosário, vejo na senhora uma pessoa tímida, inibida por uma autocrítica esmagadora.
Imagino-a indignada e amargurada pela extensão dos malfeitos na Petrobras, que companheiros e aliados não conseguiram impedir; alguns terão mesmo tirado proveito. Sua própria honradez pessoal, que nem os mais ferozes opositores conseguiram colocar em dúvida, pode não estar sendo suficiente para conferir-lhe o sentimento de auto-confiança para tomar a palavra em nome dos que a elegemos.
Imagino-a esmagada pelo temor de confrontar abusos do Judiciário e ser acusada de “bolivarianismo”, desrespeito à independência dos Poderes da República etc.
Senhora Presidenta, por favor, enfrente a tirania do sabotador interno que exige onipotência e reduz à impotência; que ordena o ótimo, o perfeito, e inviabiliza o bom, o possível.
Não se submeta ao imperativo de ser “irrepreensível”. Melhor ser acusada de algo por defender o povo brasileiro que tentar eximir-se do erro pela via da inação.
Não existe santidade nem unanimidade em política. E os candidatos da oposição não têm a mínima estatura moral para sustentar o papel de Catões.
O que desejam é reconduzir o País para os trilhos da concentração de renda e riqueza. Governar para os ricos, gerar empregos em países estrangeiros, remunerar ainda melhor os especuladores, sucatear o que nos resta de indústria nacional. E encher os próprios bolsos.
Senhora Presidenta, tome a palavra. Os inimigos que a cercam exigem enfrentamento altivo, corajoso e permanente. O futuro de nossos filhos e nossos netos está em suas mãos.
Atenciosamente
Eleitora angustiada.
wendel
9 de fevereiro de 2015 5:49 pmSe pensam……, estão redondamente enganados !!!!!!!!!!!!!!!
Eleitora angustiada, suas duvidas e incertezas são também as minhas!!!
Contudo, gostaria de lhe dizer que, uma andorinha só não faz verão, e temos que conclamar todos os patriotas e brasileiros conscientes do perigo que corremos para impedir que esta corja de squeadores, pratiquem o crime do ” Golpe Paraguai”.
Se pensam que irão se beneficiarem deste golpe, estão redondamente enganados, e o sangue irá jorrar como nunca neste Pais. Seremos a geração marcada pela guerra civil !!!!!!
Não seremos uma Grecia falida e saqueada !!!! Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, e os saqueadores, aliados aos entreguistas anti-nacionais, não perdem por esperar, caso insistam neste propósito.
Eleitor puto e revoltado !!!!!!
lenita
9 de fevereiro de 2015 1:43 pmNovo JB
E não é que conseguiram um novo Joaquim Barbosa para presidir o inquérito ? E, mais uma vez assistiremos a todas as deformações contidas no Mensalão. Será o dr. Janot o novo antigo PGR? O Ministro da Justiça é o mesmo, infelizmente….
Alguém sabe me dizer quem indicou o Dr. Moro p/ presidir o INQUÉRITO ? Até parece o STF, onde tudo cai nas mãos do maior PSDBISTA que existe, até as Contas de Campanha da Presidente ? Falando nisto, as do Aécio foram tudo beleza? Tb gostaria de saber, pois o “petrolão” retirou do ar todos os mal feitos do PSDB.
Marcelo F. Campos
9 de fevereiro de 2015 2:12 pmA única preocupação da
A única preocupação da esquerda, como sempre, é defender, minorar as ações e tentar livrar a cara de bandidos ligados a seus governos. Impressionante
alfredo machado
9 de fevereiro de 2015 2:51 pmAula de brasilsil
Marcelo,
Esta sua resposta é um primor, só não me pergunte do quê. Mas é um primor, de verdade.
Como somos 200 milhões de brazucas, tem que existir de tudo, até mesmo eu, você, o fantástico Marco A.Villa, historiador que vem cantando esta sua pedra há tempos.
Não deixe de assistir ao também professor quando ele estiver no programa da Waldvogel, será mais uma aula de brasilsil.
alfredo machado
9 de fevereiro de 2015 3:08 pmLeitura
Marcelo,
Leu isto ?
Globo mandou remover todas citações a FHC em reportagens sobre Lava Jato
8 de fevereiro de 2015 | 18:03 Autor: Miguel do Rosário
Trecho de post do Nassif, publicado hoje em seu blog:
O jogo da informação
É por aí que se entende a campanha da mídia em busca do impeachment.
Os vícios do modelo político brasileiro afetam todos os partidos. Mais ainda o governo FHC com a compra de votos e as operações ligadas ao câmbio e à privatização. A gestão Joel Rennó foi das mais controvertidas da história da empresa.
Ao tornar o noticiário seletivo, os grupos de mídia conspiram contra o direito à informação, centrando todo o fogo em uma das partes e blindando todos os malfeitos dos aliados.
Ontem, a diretora da Central GLOBO
de Jornalismo, Silvia Faria, enviou um e-mail a todos os chefes de núcleo com o seguinte conteúdo:
“Assunto: Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato
Atenção para a orientação
Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.
O recado se deveu ao fato da reportagem ter procurado FHC para repercutir as declarações de Pedro Barusco – de que recebia propinas antes do governo Lula.
No Jornal Nacional, o realismo foi maior. Não se divulgou a acusação de Barusco, mas deu-se todo destaque à resposta de FHC (http://migre.me/oyiwP) assegurando que, no seu governo, as propinas eram fruto de negociação individual de Barusco com seus fornecedores; e no governo Lula, de acertos políticos.
Proibiu-se também a divulgação da denúncia da revista Época (do próprio grupo) contra Gilmar Mendes.
*
Que primor de “isenção”!
lenita
9 de fevereiro de 2015 5:02 pmParabéns Alfredo!
Rápido no gatilho. Adorei ! Abraços
lenita
9 de fevereiro de 2015 5:01 pmMarcelo
Melhor esquentar os 2 neurônios e procurar novo argumento, pq esse já era e só vc não o percebia. Boa sorte !
Fábio Henrique Carmo
9 de fevereiro de 2015 2:32 pmTexto belíssimo.
E
Texto belíssimo.
E respondendo ao Miguel e parafraseando Renato Russo: as futuras gerações hão de cuspir de volta o lixo em cima deles.
Idiota Inútil
9 de fevereiro de 2015 2:45 pmO governo e o PT não estão
O governo e o PT não estão paralizados. Blogs como o Cafezinho e o Brasil247 são a prova viva da geração de conteúdo para seus militantes.
De maneira identica que a reputação petista é destruída pela mídia, também o autor destrói a reputação do juiz Sérgio Moro, forçando uma possível ligação com o inimigo, a elite, o PSDB. E esse argumento é recorrente no discurso petista. Nunca se atacam os fatos, e sim, as pessoas. Ad Homminen.
Ora, por que blogs como esse e como os citados anteriormente não vasculham os processos penais e tornam pública supostas corrupções? A sociedade brasileira agradeceria! Não fizeram uma comissão da verdade? Por que não criam uma comissão para investigar a corrupção no governo FHC?
Mas o que vemos é exatamente uma campanha de vitimização e tentativa de desviar o foco do assunto central: o aparelhamento da máquina pública e a corrupção.
Não importa se o corrupto é do partido a,b ou c. Para a população, que agora pagará mais impostos ainda, o que importa é acabar com a corrupção e colocar todos na cadeia, independente da sua ideologia.
PauloBR
9 de fevereiro de 2015 4:46 pmConcordo!
Concordei imensamente – com o seu nickname.
Idiota Inútil
9 de fevereiro de 2015 5:04 pmObrigado por reafirmar meu
Obrigado por reafirmar meu argumento: Nunca se atacam os fatos, e sim, as pessoas. Ad Homminen.
PauloBR
9 de fevereiro de 2015 6:45 pmArgumentando
Não precisa me agradecer. Parabenizo-o por me fazer cair na esparrela de seu nickname (que não repito para que não pareça ataque (senão, dá-lhe mais do mesmo latim!…).
Porém – argumentando – observo que você é que… ataca o Miguel do Rosário. Ele “forçou”, você diz. Mas é forçação ou fato o juiz e o delator serem os mesmos do caso Banestado? É fato ou “forçação” que a mulher do juiz é advogada de uma petrolífera?
Registro que falar em “vitimização do PT”, sem mencionar que os governos Dilma e Lula foram/são diuturnamente achincalhados, enquanto a corrupção tucana jamais foi punida, nem tampouco escandalizou, a não ser espasmodicamente, e por outros interesses, a grande imprensa e os cidadãos autoproclamados “apolíticos”, é, coincidentemente, o mesmo argumento cm que se tenta igualar por baixo toda a classe política, sob o manto do combate à corrupção. A quem isso beneficia?
Idiota Inútil
9 de fevereiro de 2015 9:44 pmCurioso… li três vezes o
Curioso… li três vezes o que escrevi e não encontrei “forçou” em nenhum momento. Também não ataquei o autor, e sim seus argumentos. É a primeira vez que leio um texto dele.
Veja, hoje vi na Tv Jovem Pan o (psdbista) historiador Villa, em debate com um outro moderado, ou simpatizante ao PT. O Villa vive falando em impeachment. O PT sempre lembra que ainda não há julgamento, portanto, não há culpados. Tá certo. Mas o autor deste texto, faz uma alusão ao fato de que Moro pode estar ligado ao PSDB. E esse é o mesmo jogo sujo que a direita é acusada( que na veradade não é direita, sempre foi centro esquerda, o PT sim que rumou para o centro para viabilizar seu projeto político). E dai? Isso não quer dizer que não deve ser investigado. O que pode se questionar é o vazamento para a imprensa. Mas mesmo isso, o PT reclama por que não lhe beneficia. Houve inúmeros vazementos no governo FHC e Collor, mas aí o PT não reclamou da mídia. Este é o ponto. Além do mais, se não houver um imprensa livre, ainda que sensacionalista e antigoverno, como o povo vai ficar sabendo dos desmandos? Considere ainda que nós mortais só sabemos a ponta do Iceberg. Exatamente como caso da Água em São Paulo. A situação é muito pior que que se imagina, mas para não criar pânico, minimizam a gravidade. E sim, tanto o PSDB quanto o PT cometeram estelionato eleitoral e engararam seus eleitores. Mas desde quando não foi assim? Será que essas obviedades não explicam a crise de representatividade política que atinge todos os partidos?
Será que quem está no poder não é alvo da imprensa? Outra coisa: enquanto a economia ia bem, a “Direita PSDBista” ficou quietinha. Será que agora, se essa teoria for verdadeira, eles não estão se mexendo justamente por causa da ingerência governamental?
Eu votei no PT dos meus 16 anos, na primeira eleição até 2003, estou com 46. Mas, juntamente com tantos petistas, agora mais recentemente a Marta Suplicy, percebi que o partido traiu seus ideiais. Mas isso não quer dizer que sou tucano. Não, estou nos 72% que não simpatizam com nenhum partido. Mas isso não me torna apolítico, até porque isso é impossível, seria como não ser humano, afinal, o homem é um animal político.
Os que insistem em defender o PT com garras e dentes precisam demonizar o inimigo para poder fazer vista grossa ao o que o partido se tornou de fato. E olha que as críticas tem vindo de dentro, até mesmo do Lula. Um pouco de bom senso só ajudaria o próprio PT. Militantes inteligentes e bem informados, e não fanáticos, ajudariam a fazer um partido melhor.
Idiota Inútil
9 de fevereiro de 2015 5:04 pmObrigado por reafirmar meu
Obrigado por reafirmar meu argumento: Nunca se atacam os fatos, e sim, as pessoas. Ad Homminen.
Severino Januário
10 de fevereiro de 2015 8:07 amnão criam uma comissão para
não criam uma comissão para investigar o governo FHC? Quer se fazer de bobo ou tenta fazer aos outros de bobos?
-Charlie-
9 de fevereiro de 2015 5:12 pmO autor se esquece de
O autor se esquece de mencionar a CIA, os Illuminatis e os Templários nessa grande conspiração contra um governo trabalhista que nada faz além de defender os interesses dos trabalhadores (como bem demonstrou Dilma ao editar MPs que retiram direitos destes, enquanto com a outra mão sancionava lei dando aumento de 15% a juízes e procuradores)…
Denilson Silva
9 de fevereiro de 2015 8:30 pmJá o autor do comentário se
Já o autor do comentário se esqueceu de fechar a Veja e desligar a Tv que está na Globo…
Depois de um texto destes vem repetir a frase feita sobre “retirar”direitos trabalhistas… retiraré defendera flexibilização da CLT, tão proclamada justamente pelos meios de comunicação citados e pela linha de frente deste pré-Golpe, o PSDB…
Sinceramente, qual direito trabalhista deixou de existir? Exigir mais tempo de serviço do que antes é cortar? O FGTS sumiu? O 13 salário não mais será pago? Meu caro vá para a rua com o Aécio que vc se sentirá mais representado…
Severino Januário
9 de fevereiro de 2015 8:18 pmAlguns dizem que Sérgio Moro
Alguns dizem que Sérgio Moro mandou seus subordinados pularem o muro da casa do cidadão João Vaccari Neto e levarem-no sob constrangimento a prestar depoimento de somenos imortância, apenas para produzir uma notícia de impacto, um escândalo de ordem policialesca, que pudesse ser aproveitado pela mídia para empanar a comemoração dos 35 anos do PT. Não acreditava nesta versão, porque achava que o aniversário não tinha tanta importância assim, até que ouvi jornaleiros e porteiro de um prédio de classe média comentando o excelente discurso do Lula. Esse pessoal sabe o que deve atacar e quando deve atacar para tentar neutralizar os seus inimigos. O Doutor Moro, não resta dúvida, é um tucano de coração, corpo, alma, intensões, gestos, palavras, amizades, tudo, um tucano que se poderia chamar de torcedor radiical do Tucano Futebol Clube. E é inegável que ele dispõe de artilharia pesada e pode usá-la em benefício do PSDB a qualquer momento que queira. Pode até usar algum tucano morto para avançar nas trincheiras.