4 de junho de 2026

Produção industrial em dezembro perdeu força em 12 dos 14 locais pesquisados

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Jornal GGN – A produção industrial encerrou o ano de 2014 com perda em 10 dos 15 locais pesquisados, segundo que o recuo em quatro deles – São Paulo (-6,2%), Paraná (-5,5%), Rio Grande do Sul (-4,3%) e Amazonas (-3,9%) – ficou acima da média do setor (-3,2%), segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na passagem de novembro para dezembro, a redução de ritmo observada na produção nacional, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 12 dos 14 locais pesquisados, em especial na Bahia (-7,9%), em Santa Catarina (-5,9%) e em Goiás (-5,3%). Com os resultados desse mês, o primeiro interrompeu três meses de taxas positivas consecutivas que acumularam expansão de 5,8%; o segundo intensificou o ritmo de queda frente ao registrado em outubro (-1,2%) e novembro (-3,6%); e o último assinalou a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 6,4% ao longo do período.

De acordo com os dados divulgados, Pernambuco (-4,1%), Rio Grande do Sul (-3,9%), Espírito Santo (-3,3%), São Paulo (-3,2%) e região Nordeste (-3%) também registraram quedas mais intensas do que a média nacional (-2,8%), enquanto Pará (-2,5%), Minas Gerais (-2,3%), Paraná (-0,5%) e Rio de Janeiro (-0,4%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em dezembro de 2014. Por outro lado, Amazonas (3,2%) e Ceará (1,7%) mostraram os resultados positivos nesse mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 1,2% no trimestre encerrado em dezembro frente ao nível do mês anterior, acentuando o ritmo de queda verificado em novembro (-0,5%). Em termos regionais, 11 locais apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos assinalados por Santa Catarina (-3,5%), Minas Gerais (-3%), Rio Grande do Sul (-2,7%), Goiás (-2,1%) e São Paulo (-2,1%). Rio de Janeiro (1,3%) apontou o principal avanço em dezembro de 2014.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 2,7% em dezembro de 2014, com dez dos 15 locais pesquisados acompanhando o movimento de queda na produção – além disso, dezembro de 2014 (22 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (21). Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por Pernambuco (-8,2%) e São Paulo (-7,8%).

Goiás (-5,2%), Amazonas (-5,1%) e Minas Gerais (-4,5%) também apontaram quedas mais acentuadas que a média nacional (-2,7%), enquanto Bahia (-2,6%), Santa Catarina (-2,3%), região Nordeste (-1,8%), Rio de Janeiro (-1,2%) e Rio Grande do Sul (-0,1%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em dezembro de 2014. Já o Espírito Santo (12,8%) assinalou o avanço mais intenso, seguido pelos dados apurados em Mato Grosso (6,1%), Paraná (3,7%), Pará (1,4%) e Ceará (1%).

No indicador acumulado para o período janeiro-dezembro de 2014, a redução na produção nacional alcançou dez dos 15 locais pesquisados no comparativo com igual período do ano anterior, com quatro recuando com intensidade superior à da média da indústria (-3,2%): São Paulo (-6,2%), Paraná (-5,5%), Rio Grande do Sul (-4,3%) e Amazonas (-3,9%), seguido pelos dados do Rio de Janeiro (-3%), Minas Gerais (-2,9%), Ceará (-2,9%), Bahia (-2,8%), Santa Catarina (-2,2%) e região Nordeste (-0,2%). Pará (8,1%) e Espírito Santo (5,6%) assinalaram as expansões mais elevadas, seguidos por Mato Grosso (3%), Goiás (1,7%) e Pernambuco (0,1%).

A taxa acumulada nos últimos 12 meses apresentou um recuo de 3,2% em dezembro, repetindo o resultado observado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2%). Em termos regionais, dez dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em dezembro de 2014 e nove apontaram menor dinamismo frente ao índice de novembro último.

As principais perdas entre novembro e dezembro foram registradas por Goiás (de 3,5% para 1,7%), Pernambuco (de 1,4% para 0,1%), Amazonas (de -3,1% para -3,9%), Mato Grosso (de 3,5% para 3%) e Pará (de 8,6% para 8,1%), enquanto Espírito Santo (de 4,3% para 5,6%) mostrou o maior avanço entre os dois períodos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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