19 de junho de 2026

Quem é William Douglas, o juiz evangélico cotado para o STF

"Não vejo nenhum problema em o Presidente buscar pessoas que representem esta ou aquela parcela da sociedade. Em qualquer caso, a escolha deve ser pelo 'conjunto da obra'", escreveu o juiz, coach, autor e professor

Jornal GGN – Além do juiz da Lava Jato fluminense Marcelo Bretas e o corregedor do Conselho Nacional de Justiça Humberto Martins, há outro nome evangélico cotado para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal pelas mãos de Jair Bolsonaro: William Douglas.

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Douglas é juiz da 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro, coach motivacional no ramo jurídico, especialista em concurso público, pregador na Igreja Batista, Assembleia de Deus e outras denominações; é professor, autor de vários livros e também palestrante. Já foi delegado de política e defensor público.

Segundo o colunista Lauro Jardim, em O Globo desta segunda (3), Douglas não só é cotado “como está em plena campanha para o STF — uma campanha que circula forte nos meios evangélicos.”

Nesta tarde, o juiz publicou um texto no Facebook comentando sobre a intenção de Bolsonaro em indicar um nome assumidamente evangélico para o STF. Nele, Douglas defende que o Estado laico não é o Estado não-religioso, mas aquele não privilegia nem persegue qualquer religião.

O magistrado ainda assinalou que “cristãos praticantes (e não apenas nominais) e negros seriam ótimas indicações [ao STF] justamente por representarem parcelas significativas da população.”

“Não vejo nenhum problema em o Presidente da República buscar pessoas que representem esta ou aquela parcela da sociedade. Em qualquer caso, a escolha deve ser pelo ‘conjunto da obra’ e não apenas por um ou outro atributo”, avaliou.

Douglas assina os títulos “O Poder dos 10 Mandamentos”, “Sabedoria para Vencer”, entre outros que podem ser vistos aqui.

Confira, abaixo, o texto completo.

Redação

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4 Comentários
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  1. Schell

    3 de junho de 2019 3:41 pm

    Chego a alimentar “esperanças” num governo mourão-de-banhado.
    Chega de assombrações vivandeiras e terraplanistas descorçoadas pelos deuses.
    Haja paciência.
    Aliás, pelo que sempre soube, o STF – na acepção de suas atribuições constitucionais, é órgão guardião da constituição federal, ou seja: CONSTITUCIONAL.
    Juiz de piso seria o melhor exemplar de alguém constitucional?
    Obviamente que não: só na cabeça embaraçada dos devotos do deus-balística-na-goiabeira.

  2. Ugo

    3 de junho de 2019 4:00 pm

    A constituição diz: estado é confessional?
    Então PEC nela!!!!

  3. Renato Lazzari

    3 de junho de 2019 4:08 pm

    Putz… mais um lair-ribeiro “como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas” da vida no governo, ninguém merece. Como o negócio desse governo é chutar o balde, quebrar tudo, eis que charlatanisse pouca é bobagem…

  4. Rui Ribeiro

    4 de junho de 2019 7:20 am

    O critério para ganhar um boquinha no $TF é reputação ilibada e notável saber jurídico ou ter o perfil do $érgio Moro?

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