5 de junho de 2026

Doria não nega estar de olho em 2022 e diz que não é “bolsonarista”

Tentativa de distanciamento do governador de SP ocorre depois do "BolsoDoria", posar para fotos e ter conquistados redutos por anunciar apoio a Bolsonaro
Foto: Reprodução Twitter

Jornal GGN – Depois de ter participado do movimento “BolsoDoria”, posar para fotos junto ao então polêmico candidato à Presidência, ter conquistados redutos eleitorais por anunciar seu apoio a Jair Bolsonaro, o governador eleito João Doria Jr. fez críticas ao mandatário, disse não ser “bolsonarista” e negou ter sido oportunista nas eleições passadas.

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“Eu não sou bolsonarista. Eu não criei o ‘BolsoDoria’. O movimento nasceu no interior [de São Paulo], espontaneamente. Mas eu incorporei. (…) E naquela circunstância, na qual enfrentávamos todos os partidos de esquerda juntos, todos faziam campanha contra mim, e numa campanha, qual era o meu caminho senão estar ao lado daqueles que advogavam com Jair Bolsonaro?”, admitiu, contraditoriamente, em entrevista à Globo News, na noite desta quarta (02).

O questionamento surge porque aumenta a suspeita de que Doria será um dos candidatos às eleições presidenciais em 2022. Depois de ter sido prefeito de São Paulo e hoje governador, analistas apontam que o empresário deve querer a disputa em três anos mais. Sem negar a possibilidade, apenas se esquivou: “Não é hora de falar disso, não é momento de discutir eleições de 2022, três anos e meio antes da eleição.”

Se antes o então prefeito e então candidato a governador mostrava-se alinhado às ideias de Bolsonaro, agora, dispara críticas contra o que ele discorda do governo do mandatário do PSL. Uma delas é a indicação do filho Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil em Washington (EUA).

“Moralmente, não me parece adequado que o filho de um presidente da República seja indicado para uma embaixada. Isso não é positivo. Você confunde o tema familiar com o diplomático. Ainda que fosse alguém que soubesse o inglês corretamente, que tivesse curso em Harvard, que tivesse vivência, competência, ainda assim, eu diria não”, criticou.

Bolsonaro e Doria; BolsoDoria
Hoje negando, o governador de SP usava com frequência a hashtag #BolsoDoria nas redes sociais – Foto: Reprodução Twitter

Por outro lado, defende medidas de sua gestão no estado similares às políticas de Bolsonaro, como a bandeira do aumento da segurança contra a criminalidade. Doria diz que São Paulo é hoje “o estado mais seguro do Brasil”. “Se você fala isso [da insegurança] de São Paulo, imagina em outras capitais —não vou me referir a quais—, você certamente teria surtos. São Paulo é o estado mais seguro, São Paulo é a capital mais segura. Melhorou muito”, disse ao se dirigir ao jornalista da Globo News, sem especificar a fonte de onde usou essa informação.

Também se posiciona de maneira similar quando o tema é LGBTs. Foi Doria quem ordenou a retirada de material das escolas que tratava de identidade de gênero, mas negou que o episódio seja comparável à determinação de Crivella no Rio, ao censurar o HQ dos Vingadores pelo beijo entre dois jovens em uma das imagens do livro juvenil.

“Não proibimos, apenas, especificamente, um capítulo dessa cartilha estava em desacordo com o Estatuto da Educação de São Paulo. Mandamos recolher a cartilha. Dialogamos com o professorado, com Tribunal de Justiça, Ministério Público e a Defensoria Pública também. Estabelecemos um texto adicional encartado nessa cartilha e foi redistribuída. Não foi preciso judicializar, tentou se justificar.

 

Redação

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2 Comentários
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  1. claudio marcos

    3 de outubro de 2019 11:13 am

    A campanha para 2022 já começou, Doria, Witzel e o próprio Bolsonaro. Eles devem pensar, se Bolsonaro conseguiu porque não eu?

  2. Dermeval Santos Lopes Junior

    3 de outubro de 2019 11:41 am

    Bolsonarista ele pode até não ser,mas posso afirmar peremptoriamente que ele não passa de um grande espertalhão.Geraldo Alckmin,uma besta quadrada segundo o Papai,que o diga.

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