Jornal GGN – Depois de tantos vazamentos seletivos contra o PT em plena corrida presidencial, o conta-gôtas que despeja as bombásticas declarações do ex-diretor da Petrobras e delator sacramentado, Paulo Roberto Costa, deixou passar que o ex-presidente do PSDB e finado senador tucano, Sérgio Guerra, recebeu propina em 2009 para esvaziar a CPI da Petrobras. Na época, o PSDB fez o maior escarcéu de que o governo teria esvaziado a CPI que, na realidade, foi rifada por R$ 10 milhões.

da Folha
Eleições 2014
Delator diz que pagou a senador tucano para esvaziar CPI em 2009
Ex-diretor da Petrobras que fez acordo para colaborar com investigação afirmou ter repassado propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra
Oposição era minoria, mas fazia barulho em comissão e preocupava partidos governistas e grandes empreiteiras
MÔNICA BERGAMO COLUNISTA DA FOLHA MARIO CESAR CARVALHO DE SÃO PAULO
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada pelo Senado para investigar a Petrobras em 2009.
Guerra, que na época era senador por Pernambuco e integrava a comissão, morreu em março deste ano, aos 66 anos, vítima de câncer no pulmão. Foi substituído pelo presidenciável tucano Aécio Neves no comando do partido.
A Folha ouviu quatro pessoas envolvidas na investigação da Operação Lava Jato que confirmaram que o ex-dirigente tucano foi citado em um dos depoimentos que Costa prestou após decidir colaborar com as autoridades.
Segundo essas pessoas, Costa contou ter tomado providências para que o dinheiro chegasse ao senador do PSDB, mas afirmou não saber se ele recebeu os recursos.
Noticiada pelo site da Folha pouco antes do debate presidencial desta quinta (16), a acusação a Guerra foi usada pela presidente Dilma Rousseff para atacar Aécio.
O candidato tucano disse que continua defendendo as investigações sobre a Petrobras. Com ironia, observou que era a primeira vez que a presidente dava crédito às acusações feitas por Costa.
Segundo o ex-diretor da Petrobras, empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo em 2009 encerrar as investigações da CPI, vista como uma ameaça aos seus negócios.
A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na empresa: PT, PMDB e PP.
Embora a oposição fosse minoritária na CPI, as empreiteiras temiam prejuízos que podiam sofrer com o barulho que ela fazia na imprensa sobre as suspeitas na Petrobras.
Em nota, o PSDB afirmou defender a investigação de todas as acusações feitas por Paulo Roberto Costa. Francisco Guerra, filho do ex-senador, disse não ter nada a declarar sobre a acusação, mas afirmou preservar o legado do pai “com muita honra”.
Em seu depoimento, Paulo Roberto Costa disse acreditar que Guerra recebeu a propina em 2009, porque nunca mais foi procurado por ninguém para tratar disso.
A CPI criada em 2009 para investigar a Petrobras teve vida breve: foi instalada em julho e acabou em novembro. Guerra e o senador paranaense Álvaro Dias, também do PSDB, abandonaram a comissão em outubro alegando que o rolo compressor do governo impedia qualquer investigação séria.
Os tucanos queriam que a CPI examinasse as mesmas suspeitas que agora são investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, desencadeada em março deste ano, como a de que houve superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a de que empreiteiras pagaram suborno a políticos e diretores da Petrobras.
A CPI do Senado tinha 11 membros, três deles integrantes da oposição: Sérgio Guerra, Álvaro Dias e Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), que assumiu a cadeira com a morte do seu pai.
A comissão acabou desacreditada quando foi decretado seu fim em novembro de 2009: nada de concreto foi apurado sobre a estatal. Os tucanos sempre culparam o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo esvaziamento da comissão.
Miguel Zibboni
17 de outubro de 2014 10:43 amA cobertura dessa denúncia pelo JN foi sensacional
NENHUMA palavra sobre o assunto.
Sim, o mesmo ”escândalo” que diariamente toma boa parte do tempo do pasquim eletrônico foi solenemente ignorado no dia de ontem.
Surpresa zero. Jornalismo zero.
Lucinei
17 de outubro de 2014 10:54 amMais uma prova de que o
Mais uma prova de que o vazamento anterior foi eleitoreiro: soltaram esse aí só pra dizer que “pegou a oposiçao também”. Duvido que vá ter a mesma exposição que o outro, sobre o pt, o pt, o pt.
CB
17 de outubro de 2014 11:04 amE ainda atinge alguém que já
E ainda atinge alguém que já morreu.
BRAGA-BH
17 de outubro de 2014 11:11 amInteressante que o DELATOR
Interessante que o DELATOR pinçou dois políticos já falecidos para alvo de suas denuncias. Janene e Guerra. Um da base aliada e um da oposição. Morto não fala! Morto não pode se defender! E em morto pode ser depositada toda sorte de impropérios, desvios de conduta e safadezas. Quero ver se a imprensa de oposição irá dar o mesmo destaque que deu às siglas PT, PMDB e PP quando tiver que falar sobre o PSDB!
Gilson AS
17 de outubro de 2014 11:14 amSe acontercer, o Brasil não
Se acontercer, o Brasil não irá perder as eleições para oposição.
O Brasil perderá as eleições para o PIG.
Até porque, sem o PIG a oposição não seria nada.
maria rodrigues
17 de outubro de 2014 11:18 amPara quem invalida denúncias
Para quem invalida denúncias vazias, tanto faz dnunciar petistas como tucanos, será a mesma coisa. O que está em jogo é o ano eleitoral. Só tá faltando darem a esses bandidos um palanque para discursos. E não me admra que amanhã eles tenham a mesma aprovação do povo, como tem tido Roberto Jefferson, aquele farsante. Não faz sentido se enxovalhar o nome da Petrobrás tomando por base depoimentos de gente desqualificadas, que dizem que sabe que fulano recebeu dinheiro, ou que eu ouvi dizer…
Aécio está fazendo o jogo dele, mas Dilma terá que ter muita calma nessa hora, se não tem envolvimento direto com nenhum mal-feito, como ela mesma diz.
Carlos Ribeiro de Freitas
17 de outubro de 2014 11:23 amSérgio Guerra, Álvaro Dis e
Sérgio Guerra, Álvaro Dis e Antônio C Magalhães. Adivinhem quem foi citado? O defunto, claro!
Sergio Saraiva
17 de outubro de 2014 11:47 amQue os mortos enterrem seus mortos.
Sergio Guerra nunca foi um adversário que poderia ser acusado de leal, era dado a criavar sites apócrifos na internet e coisas assim.
Mas, daí a aceitar ataques sem provas a alguem que já não pode mais se defender vai uma grande distância.
Em relação a quem já está morto, ou se apresenta provas ou se guarda silêncio.
Jorge Luis
17 de outubro de 2014 12:23 pmOs vivos, pelo menos quando
Os vivos, pelo menos quando são do PT, tem tantas opções de defesa na nossa mídia quanto os mortos. Até acho que Sérgio Guerra terá mais defesa do que eles.
Quanto a provas, que eu saiba, até agora nenhuma foi apresentada. E isso não gerou nenhum impedimento quanto as acusações.
Minha maior dúvida no momento é: foi só o Sérgio Guerra?
Sergio Saraiva
17 de outubro de 2014 1:41 pmColocaram uma casca de banana no caminho do PT.
Prezado Jorge,
não é à toa que acusaram um morto.
Essa “denúcia” é uma armadilha na qual o PT não tem nenhuma necessidade de cair.
Até prova em contrário, a Petrobras não subornou ninguém para abafar CPI. A Petrobras não tinha, nem tem nada a esconder.
Se, na CPI de então, Guerra e Alvaro Dias, assim como Aécio na atual, abandonaram os trabalhos, é porque nada encontraram para acusar a Petrobras.
Se o PT cair nessa armadilha, estará dando uma nova Pasedena para a oposição.
Eles acusram, eles que provem.
Ivan Bispo
17 de outubro de 2014 2:48 pmCriando
Diz o velho ditado: “criar dificuldades para vender facilidades”, parece que foi isso que aconteceu.
altamiro souza
17 de outubro de 2014 6:51 pmacho que esse pessoal
acho que esse pessoal esqueceu
o significado da palavra isonomia.