4 de junho de 2026

Mais um tapa na Constituição: Governo chama Petra Costa de ‘militante anti-Brasil’

A função da Secom é dar publicidade à gestão federal e amplificar a informação de interesse público, não é ofender nem expor qualquer pessoa por sua opinião pessoal.

Jornal GGN – Petra Costa, indicada ao Oscar de melhor documentário por seu trabalho ‘Democracia em Vertigem’ virou a pedra no sapato do governo Bolsonaro. A cineasta apresentou uma obra que alerta as democracias para os riscos atuais, tendo como pano de fundo o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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Fabio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) e que muito tem a explicar sobre a distribuição de verbas publicitárias da pasta, tuitou furiosamente atacando a cineasta. Num deles, chama Petra Costa de ‘militante anti-Brasil’. O furor de Wajngarten acontece por entrevistas que a cineasta concedeu a emissoras nos Estados Unidos.

Mas a Secom não fez um recadinho doméstico, escreveu em inglês para alcançar o público internacional.

“Sem a menor noção de respeito por sua nação e pelo povo brasileiro, Petra afirmou num roteiro irracional que a Amazônia vai virar uma savana e que o presidente Bolsonaro ordena o assassinato de afroamericanos [provavelmente a ideia era escrever afrobrasileiros] e homossexuais”, afirma o post. “É inacreditável que uma cineasta possa criar uma narrativa cheia de mentiras.”

A Secom também se esmerou, e postou um vídeo rebatendo o que considera errado. Isso vale para o que foi dito sobre a Amazônia, desmatamento, Inpe.

A especialista em direito administrativo entrevistada pela Folha afirma que os tuítes da Secom ferem a Constituição. Ela evoca o artigo 37 da Carta: “Ele deixa claro que a Administração Pública se submete aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, e determina ainda que a publicidade dos governos terá caráter educativo, informativo ou de orientação social”.

Isso significa que a função da Secom é dar publicidade à gestão federal e amplificar a informação de interesse público. “Nunca deve se comportar como um instrumento de opinião sobre determinada obra cultural, até porque no Brasil a liberdade de expressão é um pilar constitucional”, diz a advogada.

Ou seja, ofender e expor desafetos ao governo não é algo autorizado à administração pública. Mais um tapa na Constituição.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    4 de fevereiro de 2020 9:13 am

    Errado. O mano do #HezbollahEvanjegue na SECOM pode praticar terrorismo ideológico artístico, jornalístico e cabalístico. Ele foi autorizado expressamente pelo mito Hassan “Jair Bolsonaro” Nasrallah a explodir bombas na obra de Petra Costa.

  2. Carlos Elisio

    4 de fevereiro de 2020 11:06 am

    Apenas mais um estrume dos incontáveis que boiam neste esgoto fétido. Como sempe, nada para ser levado a sério.

  3. Beatriz Ferreira

    4 de fevereiro de 2020 11:10 am

    Eu concordo com o Fábio. Ela pode estar insatisfeita com o governo e querer se manifestar quanto a isto, mas nunca deveria ter manchado nosso país desta maneira. Pelo o que ela fez, poderia até ter sido presa.

    1. Jackson da Viola

      4 de fevereiro de 2020 1:09 pm

      Cara Beatriz Ferreira
      Se o Fábio ao qual você se refere é o Fábio de Oliveira Ribeiro do primeiro comentário, sinto dizer, mas que você leu(3 linhas) e não entendeu.(nada, bulhufas, patavina)…………Nada que um bom curso(intensivo, acelerado e imersivo) de compreensão de texto não resolva…..Mas que ta difícil, ta……Lendo certos comentários tenho lembrado muito da frase do Umberto Eco…….imprecionante……..

    2. Arthemisia

      4 de fevereiro de 2020 3:18 pm

      Beatriz, qual lei mandaria prender Petra Costa por ter falado do Brasil, bem ou mal? A sua vontade não prende ninguém.

  4. Arthemisia

    4 de fevereiro de 2020 11:36 am

    Qual Constituição?

  5. peregrino

    4 de fevereiro de 2020 1:23 pm

    Tendo em vista a reação violenta, se a premiação do vencedor dependesse da confirmação do que foi colocado no documentário, o Oscar de Petra já estaria garantido.

  6. Rui Ribeiro

    4 de fevereiro de 2020 2:05 pm

    O Alexandre Costa é militante pró-Japão e Anti-Brasil. E o Ricardo Velez, que diz que brasileiro é cannibal quando viaja, pois rouba tudo de hotel, é o que? Militante Pró-Brasil?

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