8 de junho de 2026

“Ou a democracia brasileira corta as asas do autoritarismo ou vai morrer crescendo 1%”

Há um vício na origem da proposta reformista: parte considerável dela depende da classe política. Pensaram que pegariam Bolsonaro trabalhando em uma coalizão?

Jornal GGN – Jair Bolsonaro fracassou na economia. Isso significa que pode ter que aceitar o jogo e virar um “presidente normal” ou “pode tentar acelerar o processo para destruir a democracia enquanto sua popularidade ainda não foi destruída pelo baixo crescimento.” Se a democracia brasileira não acordar e “cortar as asas do autoritarismo bolsonarista”, “ela vai morrer, vai morrer melancólica, degenerada e crescendo 1% ao ano.” É o que afirma Celso Rocha de Barros em artigo na Folha desta segunda (9).

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Para Barros, Bolsonaro só está segurando os reformistas em seu governo porque eles são influentes na mídia, na elite e no Congresso.” Mas quando “tudo isso estiver no bolso do governo, o “Chicago Guy” Paulo Guedes e sua turma “vão rodar”. “Talvez rodem antes.”

Guedes já vem perdendo credibilidade em meio à elite que o elegeu. Apostou num presidente que não é “minimamente higiênico” e não foi capaz de apresentar um programa econômica que fizesse o País crescer no primeiro ano de governo, ao contrário do que prometeu aos quatro ventos.

A proposta reformista, na qual ele se agarra, tem além de tudo um “vício de origem”: “o plano era cortar gastos (o que reduz o crescimento no curto prazo) e promover o crescimento com as reformas. As reformas precisam ser negociadas politicamente, no Congresso e na sociedade. No projeto reformista, portanto, o essencial é todo feito pelos políticos.”

“Em um cenário como esse, seria de se esperar que se tivesse tomado o máximo cuidado na construção de uma coalizão política consistente. Em vez disso, a elite apostou que Temer não seria pego roubando e que Bolsonaro seria pego trabalhando.”

Celso Rocha de Barros é servidor federal e doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra).

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. nender, o tal

    9 de março de 2020 1:14 pm

    Ui.
    É isso mesmo?
    Então se crescer os 7 ou 8% podemos ir de modelo chinês?

    God save Pinochet, então.

    Entendi: o papel instrumental da democracia é garantir crescimento econométrico.
    Ok.

    Como percebemos, a idiotia é instituição transnacional, laureada até em Oxford.
    Santo zeus, que a FSP publique um treco desses eu até entendo, mas por que repercutir esse lixo aqui? Falta de articulistas não é.

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