Jornal GGN – O Ministério Público do Rio de Janeiro desconfia que Frederick Wassef, o ex-advogado dos Bolsonaro, teria participado também da ação para esconder o miliciano Adriano da Nóbrega das autoridades.
Wassef admitiu que hospedou Fabrício Queiroz em sua casa em Atibaia (SP), mas como contra o ex-assessor de Flávio Bolsonaro não havia pedido de prisão expedido, o advogado não teria cometido crime algum.
“A diferença com o caso Queiroz é que contra Adriano havia um pedido de prisão em aberto e, portanto, um ato para escondê-lo poderia vir a configurar crime de favorecimento pessoal”, apontou a Folha desta terça (30).
O jornal lembrou que no pedido de prisão de Queiroz, o MP-RJ afirmou que “Adriano iria organizar um plano de fuga para toda a família do ex-assessor de Flávio. Não há no documento, contudo, indicação da origem desta informação.”
O advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defendia Adriano – morto em fevereiro, numa operação policial na Bahia – agora é o advogado de Queiroz.
Queiroz foi preso em 18 de junho. Sua mulher, Márcia Aguiar, também foi alvo de mandado de prisão, mas está foragida. O ex-assessor de Flávio é o operado do esquema das rachadinhas na ALERJ. Parte do dinheiro desviado teria bancado despesas pessoais da família de Flávio Bolsonaro.
O núcleo que investiga Queiroz não é o mesmo que apurava a participação de Adriano na morte de Marielle Franco e que conseguira na Justiça a ordem de prisão contra o miliciano.
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Wassef agora diz que escondeu Queiroz para evitar seu assassinato
orlando balbino neto
30 de junho de 2020 10:24 am“ministério público desconfia?”
não precisa dizer mais nada, já entendemos.
Marcos Guimaraes
30 de junho de 2020 12:30 pmO que fica patente é a facilidade com a qual a milícia, neste caso, mas podemos estender para máfias, conglomerados financeiros nacionais e estrangeiros passam a ter ascendência sobre partes do judiciário.
E se fizermos uma projeção para os próximos anos do judiciário como um todo, esse quadro não acabará podendo ser totalmente contaminado.
A cade eleição mais e mais promessas são feitas aos servidores da justiça, sem falar que os cargos dentro dos tribunais dependem de politica!
Os penduricalhos não acabarão nos próximos anos e ficamos à mercê da honra de cada um que não raro são vistas como “erradas” por grupos contrários a qualquer tipo de mudança.
E a maioria se torna refém da mídia que poderão publicar desvios éticos e serem condenados como boi de piranha pelos seus pares.
Trocando em miúdos: O judiciário não mudará nas próximas décadas!
Sem judiciário republicano, sem democracia!
peregrino
30 de junho de 2020 12:30 pmFaz sentido…
assim como as aves migratórias têm uma alma apenas, única
até os que ficam, os que tombam, quando o inverno se aproxima, incentivam o grupo
é por isso que o grupo nunca deixa de sorrir
Ricardo Godinho
30 de junho de 2020 4:16 pmNassif, não tinha uma ou um advogada/o Catta Preta atuando em Curitiba no início da Lava Jato? Uma história de que largou tudo e foi para Miami, ou coisa assim?