9 de junho de 2026

Wassef pode ter ajudado na fuga do miliciano Adriano da Nóbrega

O advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defendia Adriano - morto em fevereiro, numa operação policial na Bahia - agora é o advogado de Queiroz

Jornal GGN – O Ministério Público do Rio de Janeiro desconfia que Frederick Wassef, o ex-advogado dos Bolsonaro, teria participado também da ação para esconder o miliciano Adriano da Nóbrega das autoridades.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Wassef admitiu que hospedou Fabrício Queiroz em sua casa em Atibaia (SP), mas como contra o ex-assessor de Flávio Bolsonaro não havia pedido de prisão expedido, o advogado não teria cometido crime algum.

“A diferença com o caso Queiroz é que contra Adriano havia um pedido de prisão em aberto e, portanto, um ato para escondê-lo poderia vir a configurar crime de favorecimento pessoal”, apontou a Folha desta terça (30).

O jornal lembrou que no pedido de prisão de Queiroz, o MP-RJ afirmou que “Adriano iria organizar um plano de fuga para toda a família do ex-assessor de Flávio. Não há no documento, contudo, indicação da origem desta informação.”

O advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defendia Adriano – morto em fevereiro, numa operação policial na Bahia – agora é o advogado de Queiroz.

Queiroz foi preso em 18 de junho. Sua mulher, Márcia Aguiar, também foi alvo de mandado de prisão, mas está foragida. O ex-assessor de Flávio é o operado do esquema das rachadinhas na ALERJ. Parte do dinheiro desviado teria bancado despesas pessoais da família de Flávio Bolsonaro.

O núcleo que investiga Queiroz não é o mesmo que apurava a participação de Adriano na morte de Marielle Franco e que conseguira na Justiça a ordem de prisão contra o miliciano.

 

Leia mais:

Wassef agora diz que escondeu Queiroz para evitar seu assassinato

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. orlando balbino neto

    30 de junho de 2020 10:24 am

    “ministério público desconfia?”
    não precisa dizer mais nada, já entendemos.

  2. Marcos Guimaraes

    30 de junho de 2020 12:30 pm

    O que fica patente é a facilidade com a qual a milícia, neste caso, mas podemos estender para máfias, conglomerados financeiros nacionais e estrangeiros passam a ter ascendência sobre partes do judiciário.
    E se fizermos uma projeção para os próximos anos do judiciário como um todo, esse quadro não acabará podendo ser totalmente contaminado.
    A cade eleição mais e mais promessas são feitas aos servidores da justiça, sem falar que os cargos dentro dos tribunais dependem de politica!
    Os penduricalhos não acabarão nos próximos anos e ficamos à mercê da honra de cada um que não raro são vistas como “erradas” por grupos contrários a qualquer tipo de mudança.
    E a maioria se torna refém da mídia que poderão publicar desvios éticos e serem condenados como boi de piranha pelos seus pares.
    Trocando em miúdos: O judiciário não mudará nas próximas décadas!
    Sem judiciário republicano, sem democracia!

  3. peregrino

    30 de junho de 2020 12:30 pm

    Faz sentido…
    assim como as aves migratórias têm uma alma apenas, única

    até os que ficam, os que tombam, quando o inverno se aproxima, incentivam o grupo

    é por isso que o grupo nunca deixa de sorrir

  4. Ricardo Godinho

    30 de junho de 2020 4:16 pm

    Nassif, não tinha uma ou um advogada/o Catta Preta atuando em Curitiba no início da Lava Jato? Uma história de que largou tudo e foi para Miami, ou coisa assim?

Recomendados para você

Recomendados