Jornal GGN – Os integrantes da ala ideológica do governo Jair Bolsonaro começaram a admitir a perda de espaço, e as primeiras reclamações sobre a falta de apoio do presidente já deram sinais.
Segundo o jornal O Globo, as críticas apareceram após os diversos gestos de aproximação por parte do Palácio do Planalto tanto ao Congresso Nacional como ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pode-se dizer que a mudança na retórica do governo coincidiu com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em São Paulo, além do avanço das investigações no inquérito das fake news e na apuração dos atos antidemocráticos.
Em outro sinal ao STF, o governo Bolsonaro tirou os deputados Otoni de Paula (PSC-RJ) e Daniel Silveira (PSL-RJ) de cargos de vice-liderança na Câmara. Os dois são alvos de inquéritos na Corte – e Siqueira chegou a usar as redes sociais para culpar o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, pela articulação.
Curto e grosso
19 de julho de 2020 11:29 amE a ala técnica nunca existiu. E, se existiu, saiu.
Lucinei Lucena
19 de julho de 2020 1:40 pmCaramba, é urgente sair dessa armadilha analítica de separar este governo em “alas”, ala ideologica, olavistas, ala “racional”, militares, etc. Este governo é TODO ideológico. O insuspeito Mourão (a quem o próprio boçalnaro se referiu como “mais tosco que ele”) disse com todas as letras, que o presidente é somente “mais físico que intelectual”. Ou seja, não precisa fazer força pra entender (só pra NAO entender): são feitos da mesma lama, do mesmo barro antissocial, só o que muda é o tempo de cozimento, só isso.