13 de junho de 2026

PGR arquiva delação que acusava propina ao procurador Paludo

Procurador de Curitiba foi acusado por doleiro de receber parte de uma propina mensal de 50 mil dólares para protegê-lo de investigações do MPF

Jornal GGN – A Procuradoria-Geral da República arquivou uma delação do doleiro Dario Messer que acusava pagamento de propina de 50 mil dólares para ser protegido de investigações do Ministério Público Federal e Polícia Federal. Parte do dinheiro, segundo o relato do doleiro e mensagens apreendidas pela polícia, seria destinado ao procurador da Lava Jato em Curitiba, Januário Paludo, que nega as acusações.

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O GGN já havia antecipado que Messer delatou Paludo e propina a membros da família Marinho. Mas no acordo final, retirou as acusações.

Segundo Messer, entre 2003 a 2013, por meio de intermediários, o doleiro teria pago propina a título de “taxa de proteção” a Paludo, um dos mais experientes procuradores da Lava Jato paranaense.

Em julho de 2019, quando Messer foi preso, as autoridades captaram uma troca de mensagem entre ele e sua namorada, Myra Athayde, que dizia: “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês.” Os “meninos”, segundo a Polícia Federal, seriam os operadores Tony (Claudio Fernando Barbosa de Souza) e Juca Vinicius Claret Vieira Barreto, também delatores da Lava Jato – mas no Rio de Janeiro.

Ainda segundo Messer, quem recomendou os pagamentos foi seu advogado da época, Antonio Figueiredo Basto, e seu ex-sócio Enrico Machado.

A Folha de S. Paulo recordou nesta quinta (27) que Messer não foi o primeiro doleiro a delatar a “taxa de proteção”. “Em delações premiadas fechadas em 2018, Juca e Tony já tinham revelado terem pago US$ 50 mil por mês a Figueiredo Basto por proteção da polícia e do MPF.”

ARQUIVAMENTOS

A PGR de Augusto Aras também arquivou em junho uma investigação do órgão sobre as mensagens interceptadas pela PF que citam Paludo. A delação de Messer é posterior a essa comunicação. Procurada, a PGR não quis se manifestar sobre os arquivamentos alegando que a delação está sob sigilo.

Já Paludo negou qualquer tipo de corrupção. Para ele, os “supostos fatos foram avaliados por uma instância independente do Ministério Público, com controle do Poder Judiciário, e foram arquivados por se entender que não há mínimas provas do envolvimento do procurador em ilícitos”.

Exclusivo: Messer retirou Paludo e os Marinho da sua delação

 

Redação

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4 Comentários
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  1. Marcio Cruzeiro

    27 de agosto de 2020 11:02 am

    Papai Paludo tá “ON”…..

  2. Braga-BH

    27 de agosto de 2020 11:49 am

    Fica aqui o comentário daquele jornalista Rola Bosta que era anti-PT, agora é anti-Lava Jato e anti-Bolsonaro:
    “Se a delação de Dario Messer sobre propinas pagas a Paludo e dólares aos Marinho são falsas, porque as demais são verdadeiras?”

  3. Edson J

    27 de agosto de 2020 1:14 pm

    Não se trata da suposta “falsidade” da delação. Trata-se da nova categoria de funcionário público, mais do que inimputável, como Dallagnol. Januário é ININVESTIGÁVEL. Afinal, se os filhos são tão”puros” o pai só pode ser “santo”. Canonizado a priori.

  4. jucemir r. da silva

    27 de agosto de 2020 1:54 pm

    Na PGR são todos filhos de Januário…

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