Exclusivo: Messer retirou Paludo e os Marinho da sua delação

Messer começou a delação no Rio e completou na PGR, porque há autoridades com foro. Segundo a fonte, depois que voltou ao Rio, Messer voltou atrás em dois pontos na delação

Confira a posição da Lava Jato Rio

A delação premiada do doleiro Dario Messer provocou uma guerra surda entre a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato Rio de Janeiro. Na PGR critica-se o fato da LJ Rio ter aceitado repassar para o Paraguai R$ 500 milhões da fortuna de Messer, onde se encontra a maioria de seus bens. O Ministério Público Federal não pode renunciar a recursos que são da União. Segundo essa fonte, a colocação desse item visou apenas criar constrangimento para a PGR, que certamente irá vetá-lo.

Messer começou a delação no Rio de Janeiro e completou em Brasilia, na PGR, porque havia autoridades com prerrogativa de foro. Segundo a fonte, depois que voltou para o Rio, por alguma razão Messer voltou atrás em dois pontos: retirou da delação as menções ao procurador de Curitiba Januário Paludo e à família Marinho, das Organizações Globo, que era sua cliente habitual.

Segundo essa fonte, o PGR Augusto Aras está firmemente empenhado em desaparelhar o MPF. O aparelhamento produz vítimas para todo lado, na esquerda e na direita, diz ela. E a maior arma é o banco de dados acumulado pela Lava Jato de Curitiba.

– Por que só tem Lava Jato em Curitiba, Rio e São Paulo, indaga a fonte, se há crimes cometidos no Ceará, Pernambuco e praticamente por todos os estados brasileiros? Porque a Lava Jato Curitiba segurou as informações para poder fazer militância política. Qualquer decisão contra Moro e contra ela, eles vão ao banco de dados e sacam uma informação para fuzilar o adversário.

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Segundo a fonte, no dia seguinte à decisão de Dias Toffoli sobre o compartilhamento de informações, ele foi bombardeado com um vazamento. No dia seguinte à indicação de Ricardo Barros para líder do governo na Câmara, outro vazamento.

– Fazem com o governo, hoje, o que faziam com as esquerdas ontem, e continuarão fazendo contra qualquer um que se coloque no seu caminho.

O próprio PGR tem sido alvo de vazamentos no que a fonte chama de manutenção do conluio com a imprensa. Um desses vazamentos foi nas movimentações em torno do acordo de leniência, no qual os presidentes do Supremo e do Senado deixaram o MPF de fora.

No ano passado, Aras já havia afirmado aos órgãos envolvidos que só aceitaria o MPF participar se ele falasse por último. Tendo a última palavra, o MPF teria poder de convalidar ou não os acordos. Quando surgiu a proposta do STF com o Senado, Aras mandou para a 5a Câmara do MPF analisar. Antes de receber de volta o resultado, a Nota Técnica foi vazada para os porta-vozes da Lava Jato, Globo e Antagonista, como se as conclusões tivessem sido tomadas ao arrepio da opinião de Aras.

Resposta

Procuradores da Lava Jato Rio de Janeiro questionam a matéria, na qual fontes da PGR sustentam que os procuradores abriram mão de metade do patrimônio de R$ 1 bilhão do doleiro Dario Messer para o Paraguai.

O patrimônio de Messer no Paraguai é avaliado em R$ 700 milhões. E o Brasil dependerá dos paraguaios para conseguir confiscar.

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Um ponto de partida seria a Convenção de Merida, que prevê divisão nesses casos, de meio a meio. Mas não entrou como cláusula do acordo.

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12 comentários

    • Está faltando Rivotril na Bipolaridade Esquerdopata Tupiniquim. Precisam se decidir: Delação é necessária ou não é? Lava Jato combate a corrupção ou não? Justiça e Punição só serve quando para os Adversários Políticos? Realmente são 90 anos de NecroPolítica entre Párias e Abutres. Pobre país rico. Tentando negar e se esconder, a Imprensa revela de forma excepcional estes 40 anos de Bandidolatria. Mas de muito fácil explicação.

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      • Lendo-o, vem-me à lembrança a resposta dada a Malafaia, pelo nem tão saudoso jornalista Ricardo Boechat: Zé Sérgio, vai caçar uma rola!

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      • Uiii! Bipolaridade esquerdopata tupiniquim. Essas palavras! Se eu escrever unicidade direitopata tamoio significa neo liberal favorável a operação lava jato?

  1. Hipóteses.

    O que é a Lava Jato?
    Uma operação DOS EUA, REALIZADA pelo burocracia judiciária estatal brasileira (Justiça, MPF, PF) com SUPORTE da mídia nativa e de ONGs, universidades e think tanks estrangeiros.

    Observação: Uma força se mede pela sua capacidade de persuasão, logo, poderoso é aquele que se faz obedecer sem precisar mandar. Em outras palavras, o bom serviçal é aquele que o patrão não precisa mandar, pois ele incorporou suas vontades e as realiza antecipada e voluntariamente. O patrão apenas supervisiona e dá orientação para um “ajuste de rota”. Logicamente, sempre deixando claro seu poder, caso o serviçal sonhe em se aventurar num voo solo.

    Qual objetivo da Lava Jato?
    Enfraquecer e controlar geopoliticamente (cultural, política, econômica e militarmente) o Brasil . Em suma, trata-se de colocar o soft-power americano em ação.

    Por fim, o mais importante é manter vivo o “espírito da operação”. Um agente pode cometer desvios, desde que não comprometa o objetivo maior da operação, pois do contrário ele será rifado. Até mesmo a operação pode ser rifada, caso necessário e se houver outros meios de manter de pé, através da relação DoJ – Judiciário/MPF/PF, seu objetivo de enfraquecer/controlar geopoliticamente o Brasil.

    Uma dúvida que paira no ar. Uma das engrenagens chaves da Lava Jato era o Ministro Teori do STF. Ele sofre um acidente fatal e é substituído pelo Ministro Fachin. Que dá um giro de 180 graus nas suas posições político-jurídicas, para manter de pé a Lava Jato.

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    • Com uma estrutura assim, quem disse que os EUA precisam implantar uma base militar em território brasileiro? Eficaz para suas pretensões, mais barato e dissimulado pela falsa propaganda de combate à corrupção.

    • Me permita um comentário sobre seu comentário: não penso que o controle, motivações e méritos dessa operação estejam mais em favor do império do norte do que em favor dos entreguistas aqui do sul. Penso que o entreguismo local e a sanha pela manutenção da concetração de riqueza e poder locais ainda são o maior motivo da existência da operação, até porque não se viu até o momento resultado prático que mostre um aumento do faturamento e presença do império dentro do país. A não ser, talvez, a susbstituição da produção de combustíveis localmente pela vergonhosa importação a preços internacionais o que resultou na greve dos caminhoneiros de 2018. Desenvolvimento dentro do capitalismo significa, também, aumento da competição e da repartição do bolo. E muitos grupos nacionais aliados a grupos estrangeiros não querem isso. Por isso a necessidade de se exterminar qualquer projeto realmente desenvolvimentista local. Pode ser que a base de dados da espionagem da LJ sirva a este fim para os próximos anos.

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  2. Já faz algum tempo que imaginei uma teoria da conspiração onde a LJ seria uma imensa operação de espionagem para forçar a classe política e empresarial a agir conforme os desejos daqueles que a controlam. Essa fonte parece estar confirmando essa teoria.
    O grande problema agora é compartilhar esse imenso banco de dados com uma PGR cujo chefe mor a chamou de rainha que protege o rei, como no xadrez.

  3. Não estou entendendo nada. Os comentaristas esqueceram do enunciado dessa matéria: Messer retira delações contra Paludo e os Marinho. Ninguém comentou nada a respeito. Messer desconversa e fica tudo por isso mesmo! Barbaridade!

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  4. Vou continuar com minha campanha: é preciso acabar com o Ministério Público porque essa instituição está corrompida, podre, fedorenta ! Os bons que lá existem não justificam a manutenção dessa instituição.

  5. + comentários

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