5 de junho de 2026

Ombudsman da Folha critica jornal após discurso de Bolsonaro

Matéria publicada não evidenciou mentiras ditas pelo presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas, e ressalta a necessidade de expor contradições

Jornal GGN – A forma como o jornal Folha de São Paulo cobriu o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas foi alvo de críticas da ombudsman do jornal, Flávia Lima.

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“Em uma fala na qual o presidente disse que não faltaram, nos hospitais, os meios para atender aos pacientes de Covid, que houve uma alta do investimento estrangeiro no Brasil no primeiro semestre e que mantém uma política de tolerância zero com o crime ambiental, entre outros dados falsos, a Folha estampou em manchete o título ” Bolsonaro se defende na ONU sobre pandemia e queimadas””, aponta a ombudsman, em sua coluna publicada no jornal.

Ao destacar a defesa do presidente, a ombudsman diz que o jornal acabou por ajudar a estratégia negacionista do presidente e não no entendimento do que aconteceu. Apesar do conteúdo noticioso contextualizado, muitas vezes as pessoas leem apenas as manchetes – e Flávia aponta o contato recebido por um leitor, que destacou que “a impressão que ficou é que Bolsonaro falou de política num nível aceitável. Tem que dar nome aos bois da boiada. Mentira é o nome”.

Segundo Flávia, os jornais têm certa dificuldade de chamar algumas coisas pelo nome—mentira é uma delas. “No entanto, se os jornais não têm condições objetivas de tachar alguém de mentiroso, que deem um jeito de expor as contradições da fala no título, evitando a naturalização do discurso. Nunca é demais lembrar que Bolsonaro usa a mentira como estratégia, e a imprensa brasileira ainda não sabe bem o que fazer com isso”.

 

 

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  1. Marco Vitis

    27 de setembro de 2020 1:48 pm

    Bolsonaro emergiu num terreno político cevado com esterco pela mídia corporativa. E foi tolerado como se fosse “a praga necessária para acabar com as ervas daninhas”. Enquanto o Brasil afunda num fosso sanitário, a mídia corporativa tapa o nariz e faz cara de nojo. Mas a realidade não tem compaixão e costuma ser cruel. Como disse o filósofo: “The Life Snake”.

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