21 de maio de 2026

Palestras de Lula são legais, decide Justiça, após Lava Jato passar 5 anos procurando provas contra

Ao desbloquear parte dos bens de Lula, Hardt diz que "a autoridade policial concluiu não haver indícios" de irregularidade nas palestras

Jornal GGN – Em 2015, a Lava Jato em Curitiba abriu uma investigação para apurar se os recursos recebidos a título de palestras comprovadamente realizadas pelo ex-presidente Lula tinham “origem ilícita”. Cinco anos depois, sem a Polícia Federal encontrar provas de irregularidades, a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, teve de reconhecer isso em sentença.

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No dia 24 de setembro, Hardt acolheu parcialmente os embargos de terceiro apresentados pela defesa de Lula e mandou desbloquear metade dos bens do petista.

Na sentença, ela anotou que o bloqueio de bens, feito por Sergio Moro em 2017, “baseava-se na suspeita da prática de crimes envolvendo as palestras ministradas pelo ex-presidente. Todavia, a autoridade policial concluiu não haver indícios nesse sentido, com o que concordou o MPF. Por tais motivos, o bloqueio integral de tais valores não mais se sustenta.”

Para Hardt, “como não houve comprovação de que os valores bloqueados possuem origem ilícita, deve-se presumir sua licitude, sendo necessário resguardar a meação que cabe ao embargante.”

A outra metade dos bens de Lula ficou bloqueada em função de outros processos e ações penais em andamento.

Segundo o Conjur, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, disse que a “sentença reconhece, tardiamente, o que sempre dissemos na defesa técnica do ex-presidente Lula e sobre os métodos ilegais da Lava Jato.”

“Os embargos de terceiro foram ajuizados pelo espólio de Marisa Letícia, representado por Lula, que é o inventariante”, explicou o Conjur. “O pedido foi para liberar os ativos financeiros bloqueados em nome de Lula, a título de meação de Marisa Letícia e seu espólio, no processo do triplex do Guarujá.”

No relatório final sobre as palestras, a PF reconheceu que houve contraprestação aos pagamentos feitos pelas grandes empresas que contrataram as palestras de Lula, pois a defesa juntou aos autos uma série de documentos que provam sua realização.

O MPF resistiu à teoria mas, depois, acabou cedendo e opinou pelo arquivamento do inquérito.

Com a decisão, 50% dos valores de planos de previdência do ex-presidente foram desbloqueados. Hardt permitiu a venda de dois veículos sequestrados por Moro, mediante depósito de 50% do valor de cada um deles em juízo.

A juíza também desbloqueou a posse de 50% de quatro imóveis que fazem parte do patrimônio de Lula e Marisa.

 

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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6 Comentários
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  1. Carla Antonia

    2 de outubro de 2020 12:48 pm

    Desde sempre se sabia que as palestras do Lula eram legais e aconteciam mesmo. Bastava seguir as notícias que a mídia antipetista ignorava.
    Não há indícios… ridículos!

    1. Edson J

      2 de outubro de 2020 2:41 pm

      Exatamente, Carla Antônia. Mas os criminosos, que também sabiam, queriam mesmo era enlamear o nome de Lula. Deveriam pagar por isso. E caro, muito caro, pelo prejuízo causado. Mas, para isso, era preciso que houvesse Justiça, com jota maiúscula, no Brasil.

  2. Vladimir

    2 de outubro de 2020 1:43 pm

    Essa escória curitibana ainda há de passar fome para sentir um pouco do mal que fizeram, que fazem e que ainda farão ao país com essas medidas esdrúxulas.

  3. Ugo

    2 de outubro de 2020 2:09 pm

    Mais conhecida como ctrl+c ctrl+v não achou na ampla literatura disponibilizada pela dupla dalagnol moro nem mesmo uma vírgula para condenar?
    É o fim do mundo?

  4. Anônimo

    2 de outubro de 2020 4:09 pm

    Li a respeito, que por falta de dinheiro o neto do Lula faleceu por não poder levar para um hospital com mais recursos médicos

  5. Marcelo Nascimento

    3 de outubro de 2020 9:02 pm

    A quantidade de dinheiro gasto nesse processo deveria ser reportado. Se fosse uma empresa privada, muita gente seria demitida com justa causa.
    O nosso dinheiro gasto pra pagar juizes, procuradores, auditores da receita federal, policia federal e todo custo indireto pra manter todo esse aparato e depois de 5 anos nao se chegou a nenhum resultado?
    Mesmo o apartamento do Guaruja, com toda a sua controversia, conseguiu recuperar somente um apartamento chinfrin que mal paga os salarios da PF.
    Se o combate a corrupcao fosse apartidario, os primeiros a serem investigados seriam aqueles mais faceis de se ter resultados favoraveis e retorno do dinheiro publico.

    Sob a otica capitalista, manter esse aparato judiciario e policial nao tem nenhum retorno financeiro ao Brasil. Se gasta mais pra recuperar menos. Melhor deixar roubar.

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