16 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro usou Abin em defesa pessoal no caso Queiroz

Cotado para comandar a Polícia Federal, Alexandre Ramagem foi quem ajudou Flávio a obter relatórios da Abin para sua defesa pessoal
Pedro França/Ag Senado | Reprodução | Isac Nóbrega/PR

Jornal GGN – A defesa de Flávio Bolsonaro solicitou ajuda de Alexandre Ramagem, cotado para assumir a Polícia Federal, para obter junto à Abin, a agência de inteligência do governo, informações e estratégias para a defesa do filho do presidente da República, que é processado no Rio de Janeiro por corrupção, no chamado caso Queiroz. A informação foi divulgada na revista Época nesta sexta (11).

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Segundo o site da revista, Flávio conseguiu que a Abin elaborasse dois documentos que detalham o que chamam de “funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal”.

O hoje senador alega que foi alvo de investigação indevida na Receita. Ele contesta o relatório do Coaf que deu origem às suspeitas em torno de movimentações financeiras de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

De acordo com o Ministério Público, Queiroz coordenava o esquema no gabinete do ex-deputado, que consistia em recolher parte do salário dos funcionários. Queiroz pagou contas pessoais de Flávio Bolsonaro com recursos que entraram em sua conta bancária. Ele também depositou cheques para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo época, o relatório da Abin tinha finalidade declarada: “Defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”.

Flávio recebeu os documentos da Abin por WhatsApp e depois repassou para sua advogada Luciana Pires.

Ramagem teve contato com a defesa de Flávio em 25 de agosto, “quando recebeu das mãos das advogadas de Flávio uma petição, solicitando uma apuração especial para obter os documentos que embasassem a suspeita de que ele havia sido alvo da Receita.”

“A participação da Abin, a partir daí, seguiria por meio desses relatórios, enviados a Flávio Bolsonaro, com orientações sobre o que a defesa deveria fazer”, narrou Época.

Alexandre Ramagem foi cotado para assumir o lugar de Marcelo Valeixo no comando da Polícia Federal.

Redação

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3 Comentários
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  1. Lúcio Vieira

    11 de dezembro de 2020 10:36 am

    Parece que isto também é entendido como corrupção. Se não me engano, existe enquadramento legal para isto. Dizem até que pode levar ao impedimento. Ah, mas é o Brasil do STF que garante algumas coisas e outras não e que hoje anda até a testa envolvido com golpes e golpismos. E na Câmara tem ainda o Botafogo do Nero brasileiro, deitado em berço esplêndido em cama forrada pelas dezenas de pedidos de impedimento do irresponsável, recorrente em ilícitos.

  2. +almeida

    11 de dezembro de 2020 10:55 am

    Invertendo os papéis vamos considerar que se fosse o filho de Lula ou de alguém do PT, PCdoB ou PSOL, o que poderia acontecer?
    1 – seriam cassados e caçados o filho e toda familia?
    2 – seriam conduzidos pai e filho coercivamente e trancafiados por mais de 500 dias, até o fim das próximas eleições
    3 – seriam presos perpetuamente por crime contra segurança nacional, sem direito a julgamento ou a qualquer direito, que tenham direito?

  3. alfredo machado

    11 de dezembro de 2020 11:39 am

    Como é possível não detestar esta famiglia e tudo o que ela representa?
    E ainda tem gente com coragem para dizer que a Globo, ou sei lá quem mais, está contra esta turma, tá certíssimo.
    O capo de tutti capi precisará fazer muito mais asneiras, além daquelas que já fez, para que não venha a ser reeleito em 2022. Não se deve esquecer que o Anticristo foi colocado no trono por um grupo de forças praticamente impossível de ser derrotado, e, até aqui, nenhum do tal grupo tem motivos para reclamar da atuação de sua marionete.
    E assim, o patropi seguirá afundando mais e mais sem que ocorra qualquer tipo de reação, fenômeno que está presente desde o golpe em agosto de 2016, época dos melhores índices registrados em todas as áreas na história do país.

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