Jornal GGN – A versão final Plano Nacional de Vacinação divulgado pelo governo de Jair Bolsonaro não foi acessada pelos 31 elaboradores do plano. O documento foi entregue este sábado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nos causou surpresa e estranheza que o documento no qual constam os nomes dos pesquisadores deste grupo técnico não nos foi apresentado anteriormente e não obteve nossa anuência”, ressaltam os cientistas. “Importante destacar que o grupo técnico havia solicitado reunião e manifestado preocupação pela retirada de grupos prioritários e pela não inclusão de todas as vacinas disponíveis que se mostrarem seguras e eficazes”.
Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e uma das integrantes do corpo técnico responsável, chegou a usar suas redes sociais para falar a respeito:
Nós, pesquisadores que estamos assessorando o governo no Plano Nacional de Vacinação da Covid-19, acabamos de saber pela imprensa que o governo enviou um plano, no qual constam nossos nomes e nós não vimos o documento. Algo que nos meus 25 anos de pesquisadora nunca tinha vivido!
— Ethel Maciel, PhD (@EthelMaciel) December 12, 2020
Segundo o jornal O Globo, o Ministério da Saúde retirou os detentos do grupo de pessoas prioritárias para receber a vacina contra a Covid-19, e não apresentou respostas consistentes para a situação de outros grupos apontados como prioritários, como quilombolas e ribeirinhos.
O governo Bolsonaro também excluiu a CoronaVac – desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac – dentre os imunizantes adotados. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pretende vacinar a população paulista a partir de 25 de janeiro, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não deu seu aval.
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