5 de junho de 2026

Deputado protocola projeto contra enfraquecimento do Estatuto do Desarmamento

armas_andrea_farias.jpg
 
Foto: Andréa Farias
 
Jornal GGN – Na semana passada, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) um projeto de decreto legislativo que pretende suspender um decreto do presidente Michel Temer que faz alterações no Estatuto do Desarmamento.
 
O decreto presidencial, de dezembro do ano passado, aumentou de 3 para 10 anos o prazo de validade dos atestados de capacidade técnica para quem porta armas de fogo. Além disso, foi alterado o prazo de validade do porte de armas de três para cinco anos. 
 
A Comissão de Constituição e Justiça irá analisar o projeto de Teixeira, que afirma que o decreto de Temer desconfigura o Estatuto do Desarmamento. O parlamentar também afirma que o governo não apresentou qualquer estudo técnico ou médico para sustentar as mudanças, como a questão da capacidade técnica. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
Outra alteração promovida pelo decreto é a permissão de uso das armas apreendidas pelas Forças Armadas e pelas polícias, material que antes era incinerado. 
 
Teixeira aponta que o decreto foi publicado sem nenhum debate com a Câmara dos Deputado e a sociedade, e que a finalidade do governo é garantir o apoio de determinadas bancadas para a aprovação de seus projetos. “O prazo anterior de três anos é muito mais razoável e garante melhor fiscalização”, afirma. 
 
Entidades como o Instituto Sou da Paz também questionam o aumento do prazo para renovação do atestado de capacidade técnica. O período de dez anos “é suficiente para que você perca habilidade motora ou tenha problema de visão”, diz Felippe Angeli, coordenador de advocacia do instituto. 
 
Alessandro Molon (RJ), deputado federal pela Rede, também apresentou dois projetos de decreto legislativo que pretende sustar o decreto do governo federal e também contra uma  portaria do Exército que permite que associados de clubes de tiros transportem suas armas já carregadas até o local de treinamento. Antes, a munição deveria ser ser levada separadamente. 
 
Julio Jacobo Waiselfisz, sociólogo e coordenador da pesquisa Mapa da Violência, afirma que as alterações enfraquecem do Estatuto do Desarmamento. “Vamos sair nas ruas e ver cenas de faroeste”, alerta.
 
Assine
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. IA2

    16 de maio de 2017 8:40 pm

    Mais de 60% da população

    Mais de 60% da população votou a favor do porte e comércio de armas e munições. Ir contra isso é ANTIDEMOCRÁTICO.

    1. ze sergio

      17 de maio de 2017 12:59 pm

      mais….

      IA2, num simples tema você vê a mentira discarada da nossa Gestapo Ideológica. Democracia uma ova. Depois ainda querem explicar o porque de tamanha barbárie e atraso depois de 30 anos de ConstituiçãoEscárnioCaricaturaCidadã. Ratos em pele de cordeiro. Ditadura travestida em pseudo-liberdade de eleições obrigatórias. Mas começamos tardiamente a extirpar estes cancros parasitários. O Brasil se explica. E se lamenta. 

  2. Carlos Augusto Jorge

    17 de maio de 2017 1:27 pm

    Arma de fogo
    Esse cara que é contra o porte de arma e diz que logo veremos um faroeste nas cidades é um imbecil. A lei do desarmamento não desarmou o marginal, mas o homem que pode e tem o direito é dever de proteger sua família pois o Estado é incompetente é só tem bandidos no poder.

  3. Marcelo33

    17 de maio de 2017 4:54 pm

    Um povo desarmado é um povo

    Um povo desarmado é um povo indefeso. Podemos ver que todos os funcionários armados do estado ficaram de fora das reformas de Temer. 

    Será que um povo armado seria tão fácil de ser ignorado como o nosso é ???

    Já falei. 99,99% das pessoas que usam armas nesse país estão com Temer, ainda que a popularidade dele seja 4 %. Nesse contexto de excessão, é correto deixar armadas apenas as Policias de Temer, as FA´s putas do pentágono e os Traficantes que estão subordinados aos políticos da base de Temer e até a menistros do supremo ???

    Já fui amplamente favorável ao desarmamento. Votei a favor, mas hj sou contra.

     

     

Recomendados para você

Recomendados