5 de junho de 2026

Mutação de Manaus é até 2,2 vezes mais contagiosa, mostra estudo

Pesquisas da Fiocruz e de grupo da USP apontam que a variante do coronavírus de Manaus ainda aumenta 10 vezes a carga viral no corpo e tem 61% maior de chances de infectar quem já se contagiou

Jornal GGN – Pesquisas apontam que a mutação do coronavírus originada em Manaus é 2,2 vezes mais contagiosa, aumenta 10 vezes a carga viral no corpo e tem 61% maior de chances de contagiar quem já teve outro tipo do vírus.

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Trata-se da cepa P.1. do novo coronavírus, identificada em Manaus e que já se encontra em 17 estados brasileiros, conforme o GGN já mostrou. Os estudos que trazem estes primeiros dados sobre a carga viral e capacidade de contágio da variante são da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e do Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Edpidemiologia de Arbovírus, do qual a USP integra.

O grupo da Fiocruz analisou o material genético de 250 amostras do Sars-CoV-2, infectados entremarço de 2020 e janeiro de 2021. Os que foram contagiados pela cepa P.1., desde dezembro até janeiro, tiveram 10 vezes maior carga viral do que os demais, principalmente em pacientes de 18 a 59 anos e mulheres idosas.

“A compração dos pacientes mostra claramente que a infecção por P.1 gera maior carga viral em adultos”, escreveu o pesquisador e um dos autores do estudo, Tiago Graf, em suas redes sociais.

Já a pesquisa do Centro do qual a USP integra, o grupo Cadde, analisou especificamente as características da P.1 e identificou, por meio de análises matemáticas, que a mutação é de 1,4 até 2,2 vezes mais contagiosa do que as anteriores e que, ainda, tem chances de 25% até 61% maiores de fugir da imunidade desenvolvida por quem se contagiou antes por outra variante.

Apesar do estudo não ter sido publicado em revista científica e tampouco passar por respaldo de outros cientistas, os dados são os primeiros divulgados sobre a mutação brasileira.

Na pesquisa, ainda, os autores defenderam que mais estudos sejam feitos, inclusive sobre o impacto das atuais vacinas distribuídas nestas cepas do Sars-CoV-2.

Leia, abaixo, a íntegra dos dois estudos:

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