Quebrou-se um paradigma, a cada ação dos agentes da lei no caso Lava a Jato em relação a Lula, mais se revela uma ilegalidade, é um procurador de São Paulo querendo abrir um segundo processo contra Lula noutro local sobre o mesmo assunto. É ilegal? Todo estudante de direito sabe que o é. Mas uma ministra do supremo diz que contra Lula pode.
Mandar prender alguém através de um mandado de condução coercitiva antes de convidar alguém a prestar depoimento por suas próprias pernas é legal? Todos os juristas sabem que é ilegal, para Lula ou para milhares de pobres brasileiros que estão nesta situação. Mas um juiz diz que isto é proteção, ou seja, cadeia virou proteção ao presidiário.
Não adianta mais brilhantes juristas gastarem o seu bom português para provar estas ilegalidades, é só dar um pequeno passeio pela constituição e pelo código de processo Criminal que se verão escancaradas as ilegalidades, mas aqueles que deveriam proteger as leis são os primeiros a burlarem.
A tradição dos operadores de direito em pelo menos publicamente respeitar as leis acabou.
Alguns mais afoitos pensaram em colocar Lula num ministério para concedê-lo fórum privilegiado, porém para que serve fórum privilegiado para um país que o desrespeito às leis transformou-se arma do próprio judiciário. Antes da publicação no Diário Oficial da nomeação do ex-presidente Lula para ministro, apareceria um mandado de prisão que já teria sido emitido dois dias antes, mesmo que estes dois dias não existissem.
Estão insuflando as manifestações do dia 13 simplesmente para radicalizar de vez as posições, então para que sirvam as leis se o caminho pelos opositores é o golpe.
A questão neste momento é quem tem mais poder real e não legal, se são os golpistas ou os legalista. Se a questão posta pelos golpistas é esta, então que os legalistas se preparem para o contragolpe, pois um país em que as leis não valem mais resta mais o puro confronto.
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