5 de junho de 2026

No dia de luta das mulheres, conheça 8 maneiras de discutir gênero na escola

A escola pode reproduzir ou combater desigualdades de gênero. Nesta lista mostramos experiências bem sucedidas que podem servir como inspiração.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por Caio Zinet, do Centro de Referências em Educação Integral 

8 de março é uma data histórica, quando milhares de mulheres saem às ruas em todo o mundo para reivindicar o que ainda lhes falta: igualdade de direitos. Melhores condições de vida e de trabalho, direito ao aborto e soberania sobre seus corpos, combate à violência de gênero. A lista de reivindicações, infelizmente, ainda é longa.

É consenso que o combate ao machismo pode ter um grande aliado na escola. Principal espaço de socialização de crianças e adolescentes, esse espaço cumpre um papel fundamental, seja reforçando as desigualdades entre os gêneros, seja combatendo-a.

Nos últimos anos, no contexto da elaboração dos planos nacionais, estaduais e municipais de educação, o debate ganhou relevância. Diante da presença de metas relacionadas com o combate ao sexismo e à homofobia, grupos religiosos – representados institucionalmente por políticos – em geral, homens brancos e heterossexuais -, conseguiram retirar, tanto do Plano Nacional de Educação (PNE), como diversos planos municipais e estaduais, tais metas em muitas localidades.

Saiba +Maioria dos estados inclui metas sobre igualdade de gênero em seus planos de educação
Projeto de lei prevê prisão de docente que falar em “ideologia de gênero”

Apesar desse retrocesso, diversas escolas continuam promovendo ações que visam mostrar, a meninos e meninas, que a discussão de gênero importa, sim, e que, apesar da retirada das metas relacionadas ao tema dos planos, ele continuará sendo parte dos conteúdos em escolas comprometidas com o fortalecimento da equidade.

Abaixo,  reunimos 8 de experiências de escolas que mostram que é sim possível e necessário incorporar o tema à sala de aula.

#1. Escola trabalha questões como lesbofobia, transfobia e homofobia com seus estudantes

Um concurso de cartazes e oficinas, em articula~ção com uma universidade federal. Por meio desses instrumentos simples, a Escola de Educação Básica Coronel Antônio Lehmkhul, em Águas Mornas (SC), faz a discussão sobre homofobia, machismo e transfobia com os estudantes do ensino médio e do final do fundamental. Inicialmente, os professores e estudantes realizavam 5 encontros ao longo do ano para discutir essas temáticas, sendo os materiais produzidos ao final.

Depois, como o interesse dos alunos cresceu, as formações acontecem uma vez por semana. Alguns dos temas trabalhados são: “Pimenta nos olhos dos outros também arde: troca de papel”; “A construção social dos gêneros”; “Decida-se”; “Identidade de gênero, expressão de gênero, orientação sexual e sexo biológico”. Também são usados como subsídios para os debates filmes – como “Transamérica” – e canções. Um trabalho foi feito com Balada de Gisberta.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados