Enviado por Mara L. Baraúna

Do OperaMundi
Equipe de fundadora das Avós da Praça de Maio desmente que neta 120 tenha sido encontrada
Cruzamento do DNA de suposta neta com o Banco Nacional de Dados Genéticos da Argentina “descartou” que mulher seja Clara Anahí
Um comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (25/12) pela equipe de Chicha Mariani, uma das fundadoras das Avós da Praça de Maio, afirma que novos exames descartaram que Clara Anahí, neta dela, tenha sido encontrada. O fato é uma reviravolta em relação ao divulgado na quinta (24/12), quando uma informe da Fundação Anahí dava conta de que ela havia sido localizada.
Segundo Juan Martín Ramos Padilla, colaborador de Mariani, um cruzamento do DNA da mulher com o Banco Nacional de Dados Genéticos do país “descartou” que ela fosse Clara Anahí. De acordo com ele, a confusão aconteceu porque a moça que se apresentou como neta de Mariani levou um estudo de um laboratório particular de Córdoba, que provaria o vínculo.
Durante a presidência de Chicha nas Avós da Praça de Maio, foi criado esse sistema de identificação genética, que hoje foi utilizado para descartar o parentesco. Em 1989, por desacordos com as demais avós, Chicha deixou a organização.
Clara Anahí foi apropriada pela ditadura em 24 de novembro de 1976, quando integrantes das Forças de Segurança atacaram a casa de Daniel Mariani – filho de Chicha – e Diana Teruggi – sua nora -, ambos militantes dos montoneros. No ataque, Diana morreu, junto com outros quatro militantes.

Após o anúncio feito pelas forças do Estado para que os militantes se rendessem, Diana tentou entregar a filha pelo muro aos vizinhos, para que fosse entregue à avó, mas morreu antes de conseguir fazê-lo.
Free Walker
26 de dezembro de 2015 12:29 pmAqui neste GGN é recorrente
Aqui neste GGN é recorrente posts sobre as mães/avós da Praça de Mayo vítimas da ditadura militar argentina, entretando JAMAIS vi qualquer referência as Damas de Blanco vítimas da ainda persistente ditadura cubana.
http://elpais.com/tag/damas_de_blanco/a/
antonio francisco
27 de dezembro de 2015 8:15 amOs danos de revoluções e ditaduras.
Free Walker, eu lia sobre dissidências em Cuba, mas desconhecia este movimento das Damas de Branco. Na Wikipedia em inglês discorrem a respeito da história delas, e publicam esta foto de uma de suas manifestações:
https://en.wikipedia.org/wiki/Ladies_in_White
Há quem se ponha, lá em Cuba, contra este movimento das Damas de Branco, mas me pareceu preconceituosa e machista (no mínimo) a argumentação de um blogueiro contra elas:
http://cubanitoencuba.com/2014/02/19/cuba-damas-de-blanco-de-blanco-ni-la-ropa/
Emma
26 de dezembro de 2015 1:33 pmDecepção
Que triste ! Chicha, aos 91 anos , merecia ter encontrado a neta que procura há 39 anos. Dictadura de mierda !!!