5 de junho de 2026

Avós da Praça de Maio desmentem que neta 120 tenha sido encontrada

Enviado por Mara L. Baraúna

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Do OperaMundi

Equipe de fundadora das Avós da Praça de Maio desmente que neta 120 tenha sido encontrada

Cruzamento do DNA de suposta neta com o Banco Nacional de Dados Genéticos da Argentina “descartou” que mulher seja Clara Anahí

Um comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (25/12) pela equipe de Chicha Mariani, uma das fundadoras das Avós da Praça de Maio, afirma que novos exames descartaram que Clara Anahí, neta dela, tenha sido encontrada. O fato é uma reviravolta em relação ao divulgado na quinta (24/12), quando uma informe da Fundação Anahí dava conta de que ela havia sido localizada.

Segundo Juan Martín Ramos Padilla, colaborador de Mariani, um cruzamento do DNA da mulher com o Banco Nacional de Dados Genéticos do país “descartou” que ela fosse Clara Anahí. De acordo com ele, a confusão aconteceu porque a moça que se apresentou como neta de Mariani levou um estudo de um laboratório particular de Córdoba, que provaria o vínculo.

Durante a presidência de Chicha nas Avós da Praça de Maio, foi criado esse sistema de identificação genética, que hoje foi utilizado para descartar o parentesco. Em 1989, por desacordos com as demais avós, Chicha deixou a organização.

Clara Anahí foi apropriada pela ditadura em 24 de novembro de 1976, quando integrantes das Forças de Segurança atacaram a casa de Daniel Mariani – filho de Chicha – e Diana Teruggi – sua nora -, ambos militantes dos montoneros. No ataque, Diana morreu, junto com outros quatro militantes.

 

Após o anúncio feito pelas forças do Estado para que os militantes se rendessem, Diana tentou entregar a filha pelo muro aos vizinhos, para que fosse entregue à avó, mas morreu antes de conseguir fazê-lo.

 

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3 Comentários
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  1. Free Walker

    26 de dezembro de 2015 12:29 pm

    Aqui neste GGN é recorrente

    Aqui neste GGN é recorrente posts sobre as mães/avós da Praça de Mayo vítimas da ditadura militar argentina, entretando JAMAIS vi qualquer referência as Damas de Blanco vítimas da ainda persistente ditadura cubana.

    http://elpais.com/tag/damas_de_blanco/a/

    1. antonio francisco

      27 de dezembro de 2015 8:15 am

      Os danos de revoluções e ditaduras.

      Free Walker, eu lia sobre dissidências em Cuba, mas desconhecia este movimento das Damas de Branco. Na Wikipedia em inglês discorrem a respeito da história delas, e publicam esta foto de uma de suas manifestações:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Ladies_in_White

       

      Há quem se ponha, lá em Cuba, contra este movimento das Damas de Branco, mas  me pareceu preconceituosa e machista (no mínimo) a argumentação de um blogueiro contra elas: 

      http://cubanitoencuba.com/2014/02/19/cuba-damas-de-blanco-de-blanco-ni-la-ropa/  

      Damas de Blanco

       

  2. Emma

    26 de dezembro de 2015 1:33 pm

    Decepção

    Que triste ! Chicha, aos 91 anos , merecia ter encontrado a neta que procura há 39 anos. Dictadura de mierda !!!

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