5 de junho de 2026

Comentários ao AI-5 e à sua repristinação desejada pelos tucanos

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Por Fábio de Oliveira Ribeiro

Dia 13 de dezembro de 2015 os adeptos do golpe de estado se reunirão nas ruas para celebrar os 47 anos da edição do AI-5. Os mais velhos sabem o que o mesmo representou na vida cotidiana dos brasileiros. Os mais novos tem uma imagem muito vaga do que ocorreu. Há boas referências sobre o mesmo na internet https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/AI5 e http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/campanha/edicao-do-ai-5/. Apesar disto resolvi comentar aqui cada um dos artigos daquele texto pusilânime e tirânico proclamado por tiranos que também diziam defender a democracia como os tucanos e seguidores de Michel Temer na atualidade.

O texto do AI-5 pode ser encontrado facilmente na internet http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/AIT/ait-05-68.htm. Vamos ao texto:

“Art. 1º – São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.”

A CF/67 foi promulgada pelos militares para dar ao regime que eles criaram uma aparência de legalidade. Na prática, todo sistema político que nasce por intermédio da violência (como o golpe de estado que ocorreu em 1964) está condenado a funcionar como um sindicato de criminosos, pois qualquer pretensão deixa de ser legítima quando contraria os interesses, as ordens ou as vontades dos capos e do capo di tutti capi. A liberdade de concordar é garantida, a de discordar é violentamente suprimida e não há qualquer lei que garanta ao dissidente sua vida, bem estar e propriedade.

“Art. 2º – O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.”

Uma democracia só existe e funciona quando o povo pode eleger seus parlamentares e, respeitados os limites da constituição, os deputados federais, senadores, deputados estaduais e vereadores, tem liberdade para debater, legislar e fiscalizar a atuação do Poder Executivo. Quando a atividade legislativa pode ser interrompida a democracia deixou de existir. Foi exatamente o que este dispositivo permitiu. Sempre que os tiranos fardados quisessem calar o Legislativo eles invocavam este dispositivo.

“§ 1º – Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.”

Toda tirania se caracteriza pela concentração de poder. Um tirano legisla, executa e julga. Ele não admite a discussão e aprovação de uma lei que não deseja, não permite que alguém fiscalize suas atividades e impede que as pessoas tenham julgamentos justos proferidos por juízes independentes.

“§ 2º – Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.”

Numa ditadura a aparência de legalidade geralmente é mantida mediante o suborno. Muitas vezes o próprio suborno se torna uma respeitável instituição publica. Foi exatamente o que ocorreu em razão deste dispositivo. Para garantir a cooperação silenciosa dos parlamentares impedidos de legislar, os tiranos fardados decidiram continuar pagando os salários deles quando resolviam fechar um órgão legislativo. Muitos deputados federais, estaduais e vereadores aceitaram a paga e ficaram calados enquanto usavam o tempo vago para construir vastos patrimônios pessoais (o pai de Aécio Neves foi um deles).

“§ 3º – Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores público.”

Nenhuma ditadura admite ser corrupta. Os tiranos geralmente preferem encobrir a corrupção através do controle sobre os órgãos que deveriam controlar a gestão do dinheiro público. Algo semelhante ocorreu durante o governo FHC, cujo Procurador Geral arquivava todas as denúncias (inclusive aquelas que diziam respeito à corrupção sistêmica que os tucanos instalaram dentro da Petrobras).

“Art. 3º – O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.”

Sempre que o candidato preferido do tirano perde a eleição, a tirania rejeita o princípio democrático e proclama um resultado diferente. Isto pode ser feito de duas formas: fraude eleitoral ou intervenção. O vocábulo “intervenção” é, na verdade, um eufemismo para a suspensão, limitação ou revogação da soberania popular. Numa democracia o poder político é atribuído pelo voto. Numa tirania apenas o voto do tirano tem valor. Por isto, quando o povo vota no candidato dele a eleição é considerada válida, quando o candidato indesejado recebe mais votos a eleição perde o valor mediante uma intervenção. Ao tentar empossar Aécio Neves (derrotado nas eleições) ou derrubar Dilma Rousseff (mediante um Impedimento sem justa causa), os tucanos estão tentando revalidar o princípio desta norma. Não estranha, portanto, que os tucanos estejam fazendo atos em favor do golpe do estado justamente no dia do aniversário da promulgação do AI-5.

“Parágrafo único – Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.”

A vontade do tirano é a lei. E para garantir que a sua lei será executada pelo capanga que ele nomeia, o tirano o suborna com salários e vantagens. O que deveria ser atribuído pelo povo (o cargo, salário e vantagens) se torna assim uma moeda de troca. Na prática o tirano pode passar a vender cargos públicos sem se preocupar com a resistência da população. É o que o PSDB quer fazer no Brasil. Como não ganham eleições, os tucanos querem comprar o poder. Eduardo Cunha, um político extremamente corrupto, provavelmente vendeu aos tiranos a abertura do Impedimento, mas ainda não sabemos quanto ele ganhou e onde o dinheiro foi depositado.

“Art. 4º – No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.”

O comandante em chefe das Forças Armadas em março de 1964 era João Goulart. Ele foi deposto por militares que, instigados e subornados pela CIA, traíram seu juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição de 1946. O que os militares chamaram de “revolução” no AI-5 foi apenas um golpe de estado. Algo semelhante ocorre no momento. Os tucanos chamam seu golpe de estado de Impedimento. Se eles chegarem ao poder certamente rasgarão a CF/88 dizendo que ocorreu uma revolução.

Uma tirania só se sente segura quando está acima de qualquer lei, imune a crítica e fiscalização e, principalmente, segura de que poderá calar desde o mais modesto cidadão até aquele que foi eleito para representar o povo. Concorde e não seja punido. Esta é a única regra válida numa ditadura e o artigo comentado é apenas uma variação desta norma.  

É preciso notar que o poder conferido ao tirano pelo próprio tirano neste caso é absoluto é discricionário. Ele pode suspender direitos políticos e cassar mandatos sem qualquer justificativa. E seu ato não está sujeito a revisão por qualquer outra instância. Na prática, o simples fato de uma pessoa ser suspeita aos olhos do tirano é suficiente para justificar a condenação a exclusão da comunidade política. Condenações por suspeita são típicas de regimes tirânicos.

O PSDB quer depor Dilma Rousseff porque “suspeita” que ela é corrupta. Na prática, a presidenta está combatendo justamente a corrupção que FHC possibilitou (ao dispensar a Petrobras de licitação mediante decreto) e acobertou (pois seu Procurador Geral não investigava nenhuma denúncia). A natureza tirânica dos tucanos é condizente com a regra que eles tentarão reviver em 13 de dezembro de 2015. Ao defender um novo golpe de estado, eles querem na verdade suspender os direitos políticos dos 54 milhões de eleitores que votaram em Dilma Rousseff impedindo-a de governar.   

“Parágrafo único – Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.”

Se por um lado o tirano suborna com salários e vantagens quem foi designado como interventor ou afastado da atividade parlamentar quando o órgão legislativo é fechado, por outro a tirania economiza recursos não repondo os representantes cassados. Quanto menor a quantidade de deputados federais, senadores, deputados estaduais e vereadores, menor a possibilidade de dissidência e de discordância. Quando uma opinião única quer imperar ela age sempre de forma a reduzir a quantidade de pessoas a subornar, vigiar e, principalmente, calar.

“Art. 5º – A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:         (Vide Ato Institucional nº 6, de 1969)

I – cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;

II – suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;

III – proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;

IV – aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:

a) liberdade vigiada;

b) proibição de freqüentar determinados lugares;

c) domicílio determinado.”

Este artigo é auto-explicativo. Em nome da democracia, o tirano fardado retira do cidadão tudo que lhe que tem mais valor (a liberdade e a possibilidade de a exercitar) com a esperança de que ele fuja do país ou cometa suicídio.

“§ 1º – O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.”        (Vide Ato Institucional nº 6, de 1969)

Um tirano raramente se satisfaz com a revogação de mandatos, suspensão de direitos políticos e cassação de atividades públicas. Se por um lado a tirania cria condições aparentemente legais para que os tiranetes (aqueles que servem ao tirano) possam enriquecer (inclusive mediante o acesso a cargos e salários para os quais não foram eleitos), por outro a tirania esmaga a vida privada de qualquer pessoa que considere suspeita, perigosa ou indesejada (este foi, por exemplo, o caso do meu pai e de muitos amigos dele).

“§ 2º – As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.”         (Vide Ato Institucional nº 6, de 1969)

Vide o que foi dito no comentário do artigo 4º. O ato do tirano não está sujeito a qualquer critério ou revisão por qualquer outra instância. Na prática, o simples fato de uma pessoa ser suspeita aos olhos do tirano é suficiente para justificar a condenação a exclusão da vida privada.

“Art. 6º – Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, inamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.”

Vitaliciedade, inamovibilidade e estabilidade são garantias conferidas aos membros do Poder Judiciário. Durante a ditadura o Judiciário brasileiro ficou dividido entre os Juízes que apoiavam e instrumentalizavam voluntariamente a tirania (como Gilmar Mendes, que apóia o golpe de estado sem qualquer puder e até com certo orgulho sádico) e os Juízes que se submetiam com medo de perder seus cargos, salários e demais vantagens.  

“§ 1º – O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.

§ 2º – O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.”

Estas regras são lapidares: elas instituem o governo pelo terror dentro da administração pública direta e indireta, civil e militar. O segundo passou da ditadura foi desdobrar o Serviço Nacional de Informações dentro de cada repartição pública brasileira federal, estadual e municipal. A tirania é o paraíso do dedo-duro. Assim, a desconfiança se torna a regra da convivência no local de trabalho (impedindo a união dos servidores  e isolando-os uns dos outros) e a delação se transforma numa fonte de conseguir promoções e aumentos salariais. A tirania pune de maneira injusta e premia a injustiça para continuar existindo.

“Art. 7º – O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.”

O Estado ditatorial se caracteriza pela predominância dos interesses, vontades e ordens do tirano, consegue apoio mediante o suborno institucionalizado e se esforça para controlar todos os aspectos da vida pública e privada. Nesse contexto, as Forças Armadas rapidamente são transformadas em tropa de ocupação num território hostil ou inimigo. Esta mentalidade que separa o soldado do inimigo interno (o povo) ainda pode ser vista na atuação das PMs em quaisquer manifestações públicas (como a dos estudantes paulistas, por exemplo).

“Art. 8º – O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.”       (Regulamento)

Nenhum político ou militar que enriqueceu ilicitamente apoiando a ditadura teve sua fortuna confiscada. Na prática esta regra só tinha uma finalidade: evitar qualquer defecção. Fique na linha e você continuará enriquecendo ilicitamente. Saia dela  e você será punido com rigor perdendo tudo que ganhou. Foi o que ocorreu com o operador do Mensalão. Enquanto Marcos Valério operava o Mensalão do PSDB nada lhe ocorreu. Os corruptos tucanos sempre protegeram os seus. Quando passou a operar o mesmo esquema de Caixa 2 para o PT, Marcos Valério foi perseguido, transformado em inimigo público número um, processado, preso e condenado a perder sua fortuna.

“Parágrafo único – Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.”

Volte a servir fielmente a nossa quadrilha e você será premiado. É apenas isto que esta regra diz.

“Art. 9º – O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.”

Uma ditadura é sempre minuciosa. Ela subverte a lógica do Direito (que desde a Revolução Francesa passou a adotar como princípio fundamental a garantia da liberdade, da igualdade e da fraternidade), mas preserva sua aparência mediante a adoção de atos administrativos legítimos que se apóiam em normas que garantem o poder arbitrário, que instrumentalizam leis tirânicas que impedem o julgamento justo e isento das decisões do ditador que visam apenas uma coisa: garantir o predomínio, a irresponsabilidade e o triunfo daquele que detém os meios de violência e os utiliza.

“Art. 10 – Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.”

Tiranos gostam de prender pessoas por razões políticas (como Alckmin, por exemplo, quando manda a PM prender os estudantes que defendem a educação pública). Tiranos não gostam de normas que permitam aos Juízes soltar suas vítimas. O Habeas Corpus é a principal arma do cidadão contra uma prisão arbitrária. Onde o arbítrio do tirano é a regra raramente o Habeas Corpus é permitido. Foi o que ocorreu no Brasil durante a ditadura.

Os tucanos infiltrados na PF e na Justiça Federal gostariam muito de mandar prender Dilma Rousseff e outros líderes petistas. Mas eles não correm o risco de fazer isto porque as vítimas dos abusos facilmente conseguiriam Habeas Corpus. Vem daí o porque do PSDB ter resolvido comemorar a promulgação do AI-5 junto com os defensores da ditadura. No fundo os tucanos querem revogar o Habeas Corpus.

“Art. 11 – Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.”

Vide os comentários feitos aos artigos anteriores na parte que toca ao Judiciário e aos Juízes. Este artigo é, sem sombra de dúvida, um complemento ao artigo 6º. Primeiro o AI-5 ameaça os Juízes com a perda dos cargos e vantagens, depois retira deles o poder de proferir julgamentos sobre quaisquer atos praticados pela tirania. Que Juiz desobedeceria ao comando do art. 11 sabendo que poderia sofrer as penas do art. 6º?

Numa tirania a regra é o predomínio da vontade do tirano: ele é o único com poder para julgar seus próprios atos. Eduardo Cunha é o melhor exemplo de tirano que podemos citar no momento: ele ameaça todos que tem poder para julgar seus atos, manobra para garantir sua impunidade e age como se nem mesmo o STF tivesse poder para revogar os abusos que ele transforma em lei. O tirano geralmente diz que será julgado por Deus. Na prática, contudo, ele quer ser uma divindade adorada por escravos.

“Art. 12 – O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.

A. COSTA E SILVA

Luís Antônio da Gama e Silva

Augusto Hamann Rademaker Grünewald

Aurélio de Lyra Tavares

José de Magalhães Pinto

Antônio Delfim Netto

Mário David Andreazza

Ivo Arzua Pereira

Tarso Dutra

Jarbas G. Passarinho

Márcio de Souza e Mello

Leonel Miranda

José Costa Cavalcanti

Edmundo de Macedo Soares

Hélio Beltrão

Afonso A. Lima

Carlos F. de Simas”

Aos nomes desta lista já podemos acrescentar outros: Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, José Serra, Eduardo Cunha, Aloysio Nunes, Ronaldo Caiado, etc…

 

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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18 Comentários
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  1. Anna Dutra

    12 de dezembro de 2015 8:56 pm

    Valoroso Ativo do Blog
    Fábio, você e tua força e indignada valentia são imprescindíveis a este espaço de compartilhamento e reflexão. Adultos, aos leitores – assíduos ou não – chega tua mensagem com força, pujante e totalmente conectada à realidade e ao factual, base, para começar, do aprendizado de adultos. Ler teus textos é sempre injetar ânimo, indignação sadia e uma elevada dose de conhecimento ao nosso cotidiano. Mesmo nos momentos de maior indignação – em que um eivo de violência transparece – é sempre um presente o cabedal de conhecimentos que você compila, mastiga e nos oferta. Cabe – nos filtrar e decodificar a ênfase; sem problema, somos todos violentos.
    Este, pela força simbólica e riqueza e crítica em teus comentários, estou compartilhando com os “homens da casa”, a quem invariavelmente encaminho teus artigos pela qualidade e oportunidade que carreiam sempre.
    Infelizmente, o que temos compartilhado é, factualmente, de qualidade duvidosa. Ao contrário da tua criação.
    Parabéns! Post para a História.
    Aproveito a oportunidade para te desejar um Feliz Natal.

    1. Fábio de Oliveira Ribeiro

      12 de dezembro de 2015 9:05 pm

      Sou apenas um escritor

      Sou apenas um escritor procurando um parágrafo perfeito. Como ainda não consegui produzir uma frase sequer com perfeição continuarei tentando.

      Não me elogie… os elogios são terríveis. Eles transformaram os tucanos em tiranos e cegaram muitos deles. Os elogios entorpecem os sentidos, drogam a consciência e acabam destruindo uma potencialidade.

      Meu potencial continuará intacto… enquanto eu não for elogiado.  

      1. Anna Dutra

        12 de dezembro de 2015 9:40 pm

        Prometo
        Se você acusa a possibilidade deste efeito, fico feliz: significa que meu comentário chegou até você. Que bom.
        Prometo não embotar tua consciência nem destruir – imagina ! – teu potencial. Farei os elogios mentalmente. Um grande esforço para mim, acredite. O reforço positivo e explícito é a “boca torta pelo cachimbo” da minha formação e carreira.
        Só não deixe de escrever. Sempre que eu precisar de uma injeção de ânimo para prosseguir, virei buscar na tua combatividade.
        Boas Festas!

  2. José Carlos - Spin

    13 de dezembro de 2015 10:51 am

    Nem o suicídio de Vargas fez esses golpistas desistirem

    No Tucanistão, sob a presidência da máfia midiático-penal, do direito ao habeas-corpus foi suspenso. Um desembargado do STJ está sendo detonado porque, como relator, defendeu a concessão, em bases legais e justificadas. Foi voto vencido.

    Caso o golpistas logrem êxito, o campo progressista terá como a opção a cladestinidade, até mesmo pq a máfia trama pela proscrição do PT. Na luta pelo retorno da democracia, vai rolar sangue,  foi assim em Honduras, uma republiqueta que está servindo de espelho para essa elite zelote que é mais opulenta, corrupta e ignorante do mundo e jamais permitirão a continuidade da democracia por pelo menos 50 anos: sem que se veem sem condições de assumir o poder voto, montam um complexo sistema que imobliza o governo eleito que, sem opção de sobrevivência, é derrubado por um golpe, nem o sucídio de Vargas fez essa direita eternanemte golpista desistir do golpe, o qual foi apenas adiado. 

  3. aliancaliberal

    13 de dezembro de 2015 11:13 am

    Quem faz o AI5 hoje é o

    Quem faz o AI5 hoje é o governo impondo sua agenda.

    Exemplo foi a votação no congresso sobre a comissão, no Brasil o voto é secreto, naquele momento os parlamentares eram eleitores, o que o governo fez, se não é do meu jeito então para tudo.

    O petrolão, o que era o petrolão senão o instrumento de autoritarismo do gioverno.. 

    O AI5 hoje é sutil e não declarado mas de forma alguma menos nocivo para a democracia..

    1. Fábio de Oliveira Ribeiro

      13 de dezembro de 2015 12:25 pm

      A agenda do governo foi

      A agenda do governo foi eleita pela população junto com os governantes.

      Logo, não há qualquer ditadura.

      Ditadura é querer impor ao governo uma agenda que não foi legitimada nas urnas.

      Você acredita que foi eleito por Deus para impor a sua agenda e para derrubar o governo eleito pelo povo brasileiro?

      Cuidado! Você será com justiça devolvido ao seu criador antes do tempo.

      Pequena perda, direi. Ha, ha, ha…

      1. aliancaliberal

        13 de dezembro de 2015 6:29 pm

        “Cuidado! Você será com

        “Cuidado! Você será com justiça devolvido ao seu criador antes do tempo.

        Pequena perda, direi. Ha, ha, ha…”

        O ajudande de S.Pedro diz; 

        -senhor tem um tal de Fabio Oliveira Ribeiro ai, diz que quer entrar. 

        E S.Pedro responde; 

        -manda ele espeerar, 

        passam-se uma hora, e lá vem o ajudante de novo: 

        -meu senhor ele quer entrar, está afoito.. 

        -Manda ele esperar mais um pouquinho 

        Passaram mais duas horas, e de repente uma balburdia na ante sala de entrada do céu. 

        -o que é que está aconteçendo ai, pergundou S.Pedro ao auxiliar, 

        -Meu senhor o tal de Fabio surtou ta querendo matar todo mundo diz que vai pendurar todos em postes se não for atendido. 

        S.Pedro pensou, e determinou; 

        -manda esse cara lá pro capeta 

        Quando chegou lá no inferno, o Capeta já tinha informações do dito cujo; 

        -Ó meu, aqui não tem lugar procê, mió vorta pra terra. 

        E assim o Fabio foi mandado de volta pra terra, para continuar com sua luta, e seus postes imaginários cheios de inimigos pendurados

         

    2. michel pereira

      13 de dezembro de 2015 12:27 pm

      desculpem-me

      com todo o respeito, mas este cidadão só pode ser retardado mental.

    3. Fábio Eduardo

      13 de dezembro de 2015 1:34 pm

      Me desculpe!

      Me desculpe, você pode até ser reacionário, mas o traço mais forte do seu caráter é a hipocrisia.

      Fraternal abraço!

    4. CB

      13 de dezembro de 2015 8:07 pm

      Mais uma vez, você perdeu uma

      Mais uma vez, você perdeu uma oportunidade de ficar calado. Sua comparação demosntrou claramente que não tem a menor ideia daquilo que está falando.

      https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/3/3d/VladimirHerzog.jpg/220px-VladimirHerzog.jpg

  4. NNN

    13 de dezembro de 2015 12:19 pm

    Neo…

    O AI-5 dos dias de hoje está nas redes sociais e quetais: é a militância paga e “di grátis” com seus cliques “denunciando” páginas contrárias ao governo e ao partido da boquinha (© Garotinho).

    E não é que o tal do “Foicebook” funciona mesmo?

  5. Paulo de Rezende

    13 de dezembro de 2015 12:54 pm

    artigo de Fábio de Oliveira Ribeiro

    Prezado  Fabio, li com prazer este belo artigo. Ele me faz lembrar os tristes anos da ditadura civil-militar. Nesta época eu morava em SP e logo depois me exilei na França e finalmente acabei, por diversas razoes, ficando. Neste momento terrivel em que passa o nosso pais, seu artigo sera muito util para todos e como voce diz para os jovens.

    Muito obrigado e cordialmente

    Paulo de Rezende

    6, cour Saint Nicolas

    67000 Strasbourg

    1. Fábio de Oliveira Ribeiro

      13 de dezembro de 2015 1:59 pm

      Grato pelo comentário. Onde
      Grato pelo comentário. Onde estiver o Brasil estará dentro de você, meu caro. Um dia jogaremos no oceano, fora das águas territoriais do país, as lápides e a terra onde foram enterrados os ditadores militares e seus servos civis (tucanos incluídos). Então haverá paz num Brasil de brasileiros. Ai dos gringos e traidores que tentarem recuperar o que nunca foi deles.

  6. Paulo F.

    13 de dezembro de 2015 1:31 pm

    Os bicudos e a CF88

    Nunca se deram bem com a CF88 , vide o número de emendas feitas na adm. FHC.

    Os que apearam ao poder em 64, vendo com certo distanciamento histórico, pareciam ser mais prudentes. O Ai5 só veio em 69. Cinco anos após 64!

  7. Zé Guimarães

    13 de dezembro de 2015 2:19 pm

    Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

    Uma ditadura, é um dos regimes mais cruéis e tirânicos que existe.

    tão cruel quanto a ditadura, é seu oposto, uma anarquia, onde todos fazem o que bem entendem, existem Polícias autônomas que prendem e mantém presas pessoas por meses sem julgamentos, não há o menor controle sobre excessos do Ministério Público, destruindo empresas e derrubando o PIB.

    Democracia não é nem ditadura, nem anarquia.

    Democracia é um controle da ordem, sem uso de violência, é conduzir sem impelir, é centralizar o poder, sem tiranizar. E o principal, que as esquerdas não entenderam até hoje, se um Governante não inspirar respeito, como acontece com Dilma, então os lobos acabam saindo das sombrar e impondo sua vontade à nação. 

    O que urge ser feito:

    1 É voltar a ter um Procurador Geral sob nomeação direta do Presidente, como acontecia com Brindeiro, na era FHC. Lista Tríplice, não consta na Constituinte de 88.

    2 Centralizar novamente a Polícia Federal, como acontecia na era FHC. Nada contra que eles investiguem sispeitos, mas policial, se não tiver comando superior firme, perde a noção da realidade e pode cometer excessos, como acontece hoje, com a Odebrecht destruida, milhões de empregos ceifados, queda recorde no PIB, e ninguém tem poder para impedí-los.

    3 Voltar a nomear Ministros do STJ fiéis ao presidente em exercício e aos seu partido. Forças autônomas ou “independentes” não existem, a não ser na imaginação pueril de ingênuos. O poder e o Judiciárioo sempre tem lado, é da natureza humana. Ou o Judiciário é fiel ao presidente, ou ele servirá a seus inimigos.

    Tudo isto existe em países ditos democráticos, como os EUA. Nenhum país sem centralização de poder, jamais logrou crescer economicamente.

    Por fim, a manutenção do país como está hoje, neste caos, implicará no risco imenso de uma destruição e deterioração econômicas imensas, e talvez até em golpe da direita. As democracias nunca duraram muito, no país, porque lhes faltou esta centralização de poder exercida com uma mão firme.

     

  8. altamiro souza

    13 de dezembro de 2015 2:44 pm

    o conluio tucano-grande mídia

    o conluio tucano-grande mídia golpísta et caterva repristina desde 2003,

    quando o governo popular assumiu a presidencia.

    o grande psdb que lutou pela redemocratrização

    praticamente inexite hoje em dia.

    esse conluio é recriado pelas forças retrógradas

    que perderam poder  forjado na  ditadura.

    algumas posições tomadas por esse conluio atualmente

    são resquícios daquela época que permaeceram

    impregnados na sociedade brasileira…

  9. altamiro souza

    13 de dezembro de 2015 2:51 pm

    a ideia do “eu prendo e

    a ideia do “eu prendo e arreebento” do ex-presidente figueiredo é dessa época do ai-5.

    sem habeas-corpus, a política tudo podia.

    prender para averiguações permitia o próximo passo, a tortura….

    muito do que a polícia faz hoje vem dessa época….

    um sherlock holmes no brasil é impensável.

    aqui não precisam de provas.

    prendem e, quando não torturam, oferecem delação premiada….

    por isso que o dedurismo era tão odiado na ditadura

  10. gardenal

    13 de dezembro de 2015 10:00 pm

    Hoje é o “Dia Nacional das

    Hoje é o “Dia Nacional das Consciências Sem Escrúpulos”. Mas o Aócio é que foi jogado às favas.

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