
Manifesto foi gravado originalmente por ELIS REGINA, em 1967. Foi censurada pela Ditadura Militar e passou vários anos apenas na boca do povo. Em 1978, MARÍLIA BARBOSA a regravou com excelência. Penso que devido ao tempo que passou sem tocar nas rádios, a excelente composição é pouco conhecida.
Esse MANIFESTO é dedicado aos amigos Maria Luisa e Dom JNS!
luciano hortencio
Manifesto
A minha música não traz mensagem
E não faz chantagem ou guerra fria
E nem fala de ideologia
Eu vim apenas para lhes falar
De uma grande perda
Que não sei se é da direita ou da esquerda
Que me importa se a censura corta
Pois eu gosto dela, se é vermelha
Ou se é verde e amarela
Oh Camarada, companheiro, amigo,
Ela foi embora e o pior que foi contigo.
Para mim foi um grande golpe
Não sei se de estado ou armado
Ou talvez de coração, só sei dizer
Que a dor foi muito grande
E minha vida inteira transformou-se numa enorme agitação
Já que assim termina o meu mandato
Pois eu fui cassado e deportado
Pra bem longe de você
Oh minha amada quero lhe dizer
Que sem o seu amor eu posso até morrer

Odonir Oliveira
23 de setembro de 2015 1:52 pmInteressante.
Muitos artistas, durante os anos de chumbo, desviavam suas letras das questões ideológicas. Erasmo já declarou que não sabia escrever letras com todas aquelas imagens e figuras de linguagem que ” tapassem os olhos dos censores” “não sei escrever desse jeito, sobre isso”. Elis, certa vez reclamou da dificuldade de interpretar quem compunha de um jeito – mais elaborado- porque não havia, ela, cursado uma universidade como Gil, Caetano. (Tolice) Depois os tempos foram outros nas cabeças de muitos deles etc. etc.
Mas essa dificuldade em incorporar um discurso político ou panfletário ideologicamente em músicas é citada por muita gente.
Embora, defender uma política de vida, de escolhas, de postura , quase sempre fique claro no que se escreve, no que se compõe etc. mesmo que não tenha sido a intenção primeira de quem escreveu: há um currículo oculto- termo técnico- que se explicita ali (ou está implícito, sei lá); é preciso saber lê-lo, contudo.
Vou postar duas músicas de Erasmo que, na época em que as gravou, declarou-se patrulhado por ideologias.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=lVyOWmPhB3g%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=yzjB1_KqyNA%5D
Odonir Oliveira
23 de setembro de 2015 6:11 pmHá 35 anos, era lido manifesto contra a censura no Brasil
RÁDIO AGÊNCIA NACIONAL- EBC Há 35 anos, era lido manifesto contra a censura no Brasil
O manifesto da Associação Brasileira de Imprensa é um dos maiores protestos já documentados contra a censura no Brasil. Foi publicado no dia 7 de junho de 1977. O documento mostrou a indignação dos jornalistas a toda e qualquer forma de cerceamento à imprensa e foi lido simultaneamente em várias partes do país.
OUVIR AQUI:
http://memoria.ebc.com.br/radioagencianacional/materia/2012-06-07/h%C3%A1-35-anos-era-lido-manifesto-contra-censura-no-brasil
A MÚSICA E A CENSURA DA DITADURA MILITAR
Quando o golpe militar foi deflagrado, em 1964, ironicamente o Brasil tinha na época, os movimentos de bases político-sociais mais organizados da sua história. Sindicatos, movimento estudantil, movimentos de trabalhadores do campo, movimentos de base dos militares de esquerda dentro das forças armadas, todos estavam engajados e articulados em entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes), o CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), o PUA (Pacto da Unidade e Ação), etc, que tinham grande representatividade diante dos destinos políticos da nação. Com a implantação da ditadura, todas essas entidades foram asfixiadas, sendo extintas ou a cair na clandestinidade.
Em 1968, os estudantes continuavam a ser os maiores inimigos do regime militar. Reprimidos em suas entidades, passaram a ter voz através da música. A Música Popular Brasileira começa a atingir as grandes massas, ousando a falar o que não era permitido à nação. Diante da força dos festivais da MPB, no final da década de sessenta, o regime militar vê-se ameaçado. Movimentos como a Tropicália, com a sua irreverência mais de teor social-cultural do que político-engajado, passou a incomodar os militares. A censura passou a ser a melhor forma da ditadura combater as músicas de protesto e de cunho que pudesse extrapolar a moral da sociedade dominante e amiga do regime. Com a promulgação do AI-5, em 1968, esta censura à arte institucionalizou-se. A MPB sofreu amputações de versos em várias das suas canções, quando não eram totalmente censuradas.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=EGyb11knYYo%5D
Para censurar a arte e as suas vertentes, foi criada a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), por onde deveriam previamente, passar todas as canções antes de executados nos meios públicos. Esta censura prévia não obedecia a qualquer critério, os censores poderiam vetar tanto por motivos políticos, ou de proteção à moral vigente, como por simplesmente não perceberem o que o autor queria dizer com o conteúdo. A censura além de cerceadora, era de uma imbecilidade jamais repetida na história cultural brasileira.
Os Perseguidos do Pré-AI-5
Antes mesmo de deflagrado o AI-5, alguns representantes incipientes da MPB já eram vistos pelos militares como inimigos do regime, entre eles, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Taiguara e Geraldo Vandré.
A intervenção de Caetano Veloso era mais no sentido da contracultura do que contra o regime militar. Os tropicalistas estavam mais próximos dos acontecimentos do Maio de 1968 em Paris, do que das doutrinas de esquerda que vigoravam na época, como o marxismo-leninismo soviético e o maoísmo chinês. Mas os militares não souberam identificar esta diferença, perseguindo Caetano Veloso e Gilberto Gil pela irreverência constrangedora que causavam. Na época da prisão dos dois cantores, em dezembro de 1968, os militares tinham de concreto contra eles, a acusação de que tinham desrespeitado o Hino Nacional, cantando-o aos moldes do tropicalismo na boate Sucata, e uma ação que queria mover um grupo de católicos fervorosos, ofendidos pela gravação do “Hino do Senhor do Bonfim” (Petion de Vilar – João Antônio Wanderley), no álbum “Tropicália ou Panis et Circenses” (1968). Juntou-se a isto a provocação de Caetano Veloso na antevéspera do natal de 1968, ao cantar “Noite Feliz” no programa de televisão “Divino Maravilhoso”, apontando uma arma na cabeça. O resultado foi a prisão e o exílio dos dois baianos em Londres, de 1969 a 1972.
Ainda do repertório do álbum mítico “Tropicália ou Panis et Circenses” , a música “Geléia Geral” (Gilberto Gil – Torquato Neto), sofreu o veto da censura por ser considerada de conteúdo política contestatória, além de segundo os censores, fazer um retrato equivocado da situação pela qual passava o país.
[video:[video:https://www.youtube.com/watch?v=7fK7DF8EyDk%5D%5D
http://virtualiaomanifesto.blogspot.com.br/2008/07/msica-e-censura-da-ditadura-militar.html
lucianohortencio
23 de setembro de 2015 3:52 pmErasmo Carlos!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=0dzSn8luSkw%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=xqIH16Zn56A%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=yV4oYY6CIiY%5D
Odonir Oliveira
23 de setembro de 2015 4:10 pmAs histórias das composições
É do conhecimento até do mundo vegetal e mineral (como diria o Mino Carta) que Garota de Ipanema foi composta por Vinícius e Tom, quando ainda bêbados da noite anterior ou já bêbados pela manhã, sentados no bar Veloso em Ipanema ficavam só “paquerando” as garotas que iam ao mar.
E uma em especial, de cabelos cantanhos, pela regularidade do horário em que ia à praia, encontrava-os sempre por ali, meio moscas de padaria. E desfilava a sua gostosura: Helô Pinheiro.
Nesse me pega e me deixa , só com os olhos, lambendo com a testa, e em uma das mãos seus copos de uísque, foi que nasceu essa música que até os celulares conhecem de cor e salteado.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=nIyhrq41wTg%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=dc7R7f42gHY%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Cz6Hxg5scVs%5D
lucianohortencio
23 de setembro de 2015 5:09 pmQual o parentesco?
Qual seria o parentesco existente entre a MENINA DE COPACABANA e a Garota de Ipanema?
(Está permitida consulta aos universitários).
[video:https://www.youtube.com/watch?v=f4C0Y5a_KPs%5D
Odonir Oliveira
23 de setembro de 2015 5:43 pmSeguramente a sedução, né.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=cda3nXa1R6A%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=UBPETwIVUOI%5D
lucianohortencio
23 de setembro de 2015 6:21 pmViva Sylvinha Telles!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=bP9v7Nkgwxs%5D
Anna Dutra
23 de setembro de 2015 8:38 pmA Garota
[video:https://www.youtube.com/watch?v=t5YQRdXGDD4%5D
Odonir Oliveira
23 de setembro de 2015 9:29 pmOS COMPOSITORES SEMPRE TRADUZIRAM …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=pWV9cQqgi8Q%5D
Maria Luisa
23 de setembro de 2015 4:39 pmVê, como é bonita a vida
E que manifesto! Não supreende que tenha sido proibida pelos ditadores. Um tapão na cara deles. Mas aqui nos temos liberdade para dizer muita coisa, entre elas que mesmo sendo meio gauches, a gente respeita todos os matizes!
[video:https://youtu.be/SaJQCeOl9uA%5D
[video:https://youtu.be/jVJVVQv74H0%5D
lucianohortencio
23 de setembro de 2015 4:56 pmMais Madame,
ser gauche não é coisa ruim não. Até o Drummond era gauche, por ordem do anjo torto…
“Quando eu nasci, um anjo torto me disse:
Vai Carlos, ser gauche na vida!”
Comigo foi diferente:
Quando eu nasci, um anjo chato me disse:
Vai gauche, ser gordo na vida!
Fui!
Vânia
24 de setembro de 2015 2:41 amVai vai vai começar a brincadeira!
Hoje não tive tempo de passar aqui mais cedo.
Por isso minha brincadeira começou tarde…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=cJFs7szdbes%5D
Abraços e beijos da Vânia 🙂
lucianohortencio
24 de setembro de 2015 9:14 amAbraços e beijos do luciano
[video:https://www.youtube.com/watch?v=9pQfZ0tXA-w%5D