
Por Sérgio Medeiros
DOAÇÃO DE EMPREITEIRAS E EMPRESAS EM GERAL A POLITICOS E PARTIDOS É O CERNE DA CORRUPÇÃO???…Se a resposta é afirmativa, então gostaria de saber porque, dentre estes tantos que se manifestam contra a corrupção – no momento em que na Câmara dos Deputados é votado em segundo turno o financiamento de pessoas jurídicas para campanhas politicas -, ninguém fala nada sobre os políticos e partidos políticos que votaram a favor de que esse tipo de “coisa” continuasse a dominar a “política brasileira”.
Os GRANDES ACUSADORES, partidos PSDB, PMBD, PP, DEM, votaram, TODOS, DE FORMA MASSIVA, a favor de que as empresas, pessoas jurídicas( EMPREITEIRAS), fizessem doações para políticos em suas campanhas. Obs: o atual acusado, o PT, VOTOU CONTRA.
Não é questão de acreditar ou não, porque certos fatos, notórios – votação da PEC para que empresas – pessoas jurídicas continuem a financiar campanhas – não deveriam precisar de maiores explicações.
No entanto, este assunto não é colocado no centro desta discussão.
INTERESSA a quem a discussão sobre este fato politico ESSENCIAL ??? A mim interessa…
Entretanto, eu não vejo nos comentários nas redes sociais nem na imprensa em geral a necessária análise e contrapartida sobre a PRINCIPAL CONSEQUÊNCIA deste contexto, ou seja, QUEM é a favor e VOTOU a favor da continuidade da prática de doações de EMPREITEIRAS e demais pessoas jurídicas (empresas) a partidos políticos e por via obliqua a políticos, tem verdadeiro interesse em combater a corrupção???
Todos vemos, é certo, em relação a Petrobrás, que esta inegavelmente foi tomada de assalto por GRANDES EMPREITEIRAS, mancomunadas com Executivos Diretores da Empresa e políticos de praticamente todos os partidos (sendo acusados políticos do PT, PP, PSDB, DEM etc).
Pois bem, na mesma linha, todos sabemos que os políticos brasileiros, em sua maioria absoluta, são eleitos com o dinheiro, basicamente DAS EMPREITEIRAS e de outras grandes EMPRESAS…
Prosseguindo…
Colocada em votação, junto ao Supremo Tribunal Federal, a proibição de que pessoas jurídicas (dentre as quais estão incluídas todas as empreiteiras), o julgamento foi de tal forma acachapante que tendo apenas sete Ministros se manifestado o julgamento já está 6 a 1 A FAVOR DA PROIBIÇÃO, – momento em que o Ministro Gilmar Mendes, antes da eleição presidencial de 2014, pediu vista do processo e nunca mais devolveu…
Logo após, aconteceu o episódio onde poderia ser SEPARADO O JOIO DO TRIGO, ou seja, quem é a favor da participação de EMPREITEIRAS e GRANDES EMPRESAS e SEUS INTERESSES como condutoras do processo eleitoral brasileiro (vejam bem, eleitoral e não democrático, porque com o dinheiro deles, a eleição é tudo menos democrática) e quem é contra tal participação.
Foi neste momento, que o conhecido deputado Eduardo Cunha, patrocinou a aprovação de Emenda Constitucional (vejam a magnitude da coisa), para que fosse superada a proibição levada a cabo pelo Supremo Tribunal Federal, e as EMPREITEIRAS e seus apaniguados, escolhidos, homens de bem e bens, pudessem continuar sendo ajudados e, não me perguntem para o que nem em nome do que, a interpretação acerca dos efeitos de tal manobra deixo para cada um, analisem, concluam…
Em tempo recorde, eis que chegou o momento esperado.
Ai, como todos vocês devem saber…e se não sabem procurem se informar.. *(http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=6358&tipo=partido)…
Os GRANDES ACUSADORES, partidos PSDB, PMBD, PP,DEM, votaram, TODOS, DE FORMA MASSIVA, a favor de que as empresas, pessoas jurídicas( EMPREITEIRAS), fizessem doações para políticos em suas campanhas. Obs: o atual acusado, o PT, VOTOU CONTRA.
E, depois desta votação, mercê do quase absoluto silencio sobre a matéria, ontem, dia 13.08.2015, foi votada em segundo turno a referida PEC. Vejam novamente o resultado, com raras exceções, deu-se A REPETIÇÃO da barbárie.
Pobres EMPREITEIRAS, pobres empresários inocentes… e pobres POLITICOS financiados por estas empresas, REALMENTE, seria uma desumanidade impedir que estas continuassem a contribuir para o progresso e desenvolvimento do país e de suas instâncias democráticas…
Vejam texto a seguir, com breve manifestação dos Ministros do STF sobre a matéria… https://jornalggn.com.br/fora-pauta/os-inocentes-e-o-silencio-da-midia-e-dos-ministros-do-stf
Marco a
15 de agosto de 2015 7:08 pmPorque a questão não está na
Porque a questão não está na doação, mas no tráfico de influência, no uso da caneta que libera aditivos e assina contratos.
A corrupção não acabaria com a proibição de doações de empresas, apenas aumentaria o uso do caixa dois ou você é ingênuo ao ponto de achar que o interesse das empresas por negócios e o apetite por dinheiro de políticos e partidos iria acabar?
Andre Araujo
15 de agosto de 2015 8:02 pmhttp://influenceexplorer.com/
http://influenceexplorer.com/organization/bechtel-group/c60ba1e12db24422a2ce10d663c9b7bb
A BECHTEL, maior empreiteira dos EUA, doa dinheiro para muitas campanhas politicas , a lista é enorme. É tudo legal e
limpinho mas a midia alternativa acompanha e ataca. O ex-Presidente Lyndon Johnson era o campeão absoluto das empreieiras, toda sua vida politica foi financiada pela Brown & Root, empreiteira do Texas, metade de sua enorme biografia por Robert Caro tem a Brown & Root em cada pagina, em troca a empreiteira construiu todas as bases militares americanas no Oriente Medio, a ligação de Johnson com eles era publica, Johnson foi um dos presidentes mais corruptos da Historia dos EUA e era descarado, não fazia questão de esconder.
Cuma???
16 de agosto de 2015 5:02 am[ Todos vemos, é certo, em
[ Todos vemos, é certo, em relação a Petrobrás, que esta inegavelmente foi tomada de assalto por GRANDES EMPREITEIRAS, mancomunadas com Executivos Diretores da Empresa e políticos de praticamente todos os partidos (sendo acusados políticos do PT, PP, PSDB, DEM etc). ] Que isso acontece desde do dia seguinte que essa foi fundada, até como deve ser comum mesmo para tudo que seja estatal, não vejo dúvida. Que gnete empresa metido nisso doaram para campanhas petistas, tudo registrado e aprovado pelo TSE, já se provou. Porém, todos esses tem dinheiro ganho honestamente e também por tais falcatruas. E ninguém provou ainda cabalmente que o doado ao petismo não tenha vindo da parte honestamente ganha.
Cuma???
16 de agosto de 2015 5:24 amsou contra doação de empresa.
sou contra doação de empresa. Deveria haver um imposto de 20% no feijão só para isso, pois se teria certeza de que o arrecaddo é honesto
SergioMedeirosR
16 de agosto de 2015 4:42 pmVejam o entendimento dos Ministros do STF
…reiterando – materia já publicada neste sitio…. Eis alguns dos argumentos dos Ministros do STF sobre a matéria…
Ministro Marco Aurélio, surpreende por exprimir a questão em termos mais duros e claros, ou seja, não há patrocínio desinteressado, ou seja, esta participação permite que a RIQUEZA controle o processo eleitoral. Segue, em parte, o texto publicado no site do STF: Para o ministro, não se pode acreditar no patrocínio desinteressado das pessoas jurídicas. “Ao contrário, deve-se evitar que a riqueza tenha o controle do processo eleitoral em detrimento dos valores constitucionais compartilhados pela sociedade”.
Ministro Ricardo Lewandowski… “o financiamento de partidos e campanhas por empresas privadas, da forma autorizada pela legislação eleitoral, fere o equilíbrio dos pleitos que, em sua opinião, deveria ser regido pelo princípio de que a cada cidadão deve corresponder um voto, com igual peso e valor.”
Para o ministro Toffoli, permitir o financiamento de campanhas por pessoas jurídicas é conceder a quem não tem direito a voto uma forma alternativa e mais eficaz de participar do processo eleitoral.
Ministro Joaquim Barbosa: “A permissão para as empresas contribuírem para campanhas e partidos pode exercer uma influência negativa e perniciosa sobre os pleitos, apta a comprometer a normalidade e legitimidade do processo eleitoral, e comprometer a independência dos representantes”.
“O exercício de direitos políticos é incompatível com as contribuições políticas de pessoas jurídicas. Uma empresa pode até defender causas políticas, como direitos humanos, mas há uma grande distância para isso justificar sua participação no processo político, investindo valores vultosos em campanhas”, afirmou. Para o ministro Luis Fux, autorizar as doações de empresas seria contrário à essência do regime democrático.
(…)Para o relator da ADI 4650, ministro Luiz Fux, a regra permite a interferência do poder econômico sobre o poder político, o que tem se aprofundado nos últimos anos.
Segundo dados apresentados em seu voto, em 2002 foram gastos no país R$ 798 milhões em campanhas eleitorais, e em 2012, o valor foi de R$ 4,5 bilhões – um crescimento de 471%. O gasto per capta do Brasil com campanhas supera o de países como França, Alemanha e Reino Unido, e como proporção do PIB, é maior do que os EUA. Em 2010, o valor médio gasto por um deputado federal eleito no Brasil chegou a R$ 1,1 milhão, e um senador, R$ 4,5 milhões. Esses recursos, por sua vez, são doados por um universo pequeno de empresas – os dez maiores doadores correspondem a 22% do total arrecadado.
Manifestações dos Ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 4650, sobre a inconstitucionalidade do financiamento de campanhas eleitorais por pessoas jurídicas (que se encontra suspenso por pedido de vista do Ministro Gilmar Mendes, desde 02.04.2014).. http://www.camara.leg.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=6503&numLegislatura=55&codCasa=1&numSessaoLegislativa=1&indTipoSessaoLegislativa=O&numSessao=222&indTipoSessao=E&tipo=uf