Covid-19 deixou cerca de 130 mil jovens órfãos no Brasil, diz estudo

Trabalho divulgado na revista Lancet contradiz ideia de que crianças e adolescentes não são afetados pela pandemia

Foto Observatório 3o. Setor

Jornal GGN – A pandemia de covid-19 acabou por vitimar muito mais pessoas do que apenas aquelas que foram contaminadas pelo coronavírus: crianças e adolescentes foram igualmente vitimadas.

Estudo divulgado na revista científica Lancet aponta que, ao menos, 130.363 crianças e adolescentes brasileiras ficaram órfãos, um número que multiplica por 180 os cerca de 1,2 mil óbitos de pessoas até 19 anos desde o início da pandemia.

Em termos proporcionais, a pandemia criou 2,4 órfãos a cada 1000 brasileiros menores de idade, a quarta maior taxa dentre os 21 países pesquisados. Em números absolutos, os dados brasileiros só ficam atrás dos apresentados pelo México, com 141 mil órfãos (ou 3,5 a cada 1000).

Em termos globais, mais de 862 mil crianças e adolescentes ficaram órfãs nos 21 países pesquisados, que foram responsáveis por aproximadamente 77% das mortes globais por covid-19, enquanto mais 1 milhão de menores perderam um dos pais ou seu cuidador, em especial os avós.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, o trabalho em questão conta com 16 autores e foi coordenado por Susan Willis, do CDC (centro de controle de doenças dos EUA), já foi revisado por pares e fornece os primeiros prognósticos globais de orfandade causada pela pandemia de Covid-19.

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