4 de junho de 2026

Brasil e Rússia negociam complexo de lançamentos para Angará

Enviado por Athos

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Da Gazeta Russa

Com material do jornal Vzgliad, do portal Rossbalt e da agência Tass

Porta-foguetes seria lançado da base de Alcântara. Brasília oficializou na segunda-feira (27) fim de acordo para lançamentos com Ucrânia

Rússia e Brasil estão conduzindo negociações para criar um complexo de lançamentos para o porta-foguetes Angará na base de Alcântara, no Maranhão, de acordo com Aleksandr Medvedev, construtor que está preparando esse equipamento no Centro Khrúnitchev, em Moscou.

“Houve considerações e propostas para a construção de um complexo de lançamento separado para o Angará na base de Alcântara, no Brasil. Lançar da linha do Equador é uma alternativa interessante. Tem muita  chance de gerar concorrência. Agora estão sendo conduzidas negociações”, disse Medvedev à agência Tass.

O Brasil oficializou na segunda-feira (27) o fim de um acordo com a Ucrânia para lançamento de foguetes Cyclone 4.

Apesar de rumores sobre a quebra do acordo terem se iniciado já em abril deste ano, somente no final de julho a decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

Os prejuízos com o fim do acordo Brasil-Ucrânia podem chegar a R$ 1 bilhão.

Medvedev também afirmou que o futuro porta-foguetes Angará-A3 poderá ser usado no projeto Sea Launch (ver box), junto ao russo-ucraniano Zenit.

Sea Launch

É um serviço de lançamento de foguetes espaciais que usa uma plataforma marítima, a Odyssey, especializada em foguetes Zenit 3SL. O projeto foi uma joint-venture entre EUA, Rússia, Ucrânia e Noruega, mas hoje a maior parte dele pertence à estatal russa Enérguia.

“Por enquanto, essa ideia ainda se mantém. Devemos esperar algumas resoluções, e depois disso pode ser que isso seja levado para frente”, disse.

No início deste, divulgou-se que o Brasil poderia abrigar o projeto Sea Launch, responsável por lançar alguns Zenit. Os lançamentos da plataforma marítima foram suspensos em 2014, divulgou-se a suspensão de lançamentos.

Aperfeiçoamento

O construtor explica que o aperfeiçoamento do porta-foguetes Angará-5 para o lançamento de naves espaciais tripuladas custará em torno de 10 bilhões de rublos (US$ 170 milhões), sem contar os gastos na infraestrutura terrestre.

Família de foguetes russos Angará

“Planejamos realizar em torno de 2021 o primeiro lançamento do porta-foguetes Angará-5, que poderá colocar cosmonautas em órbita. Os primeiros lançamentos serão não tripulados, já que será preciso confirmar a segurança desse porta-foguetes em lançamentos reais”, disse Medvedev.

Além disso, ele diz que os custos dos lançamentos do Angará em 2025 será quase 20% abaixodos do Proton-M.

“É preciso ter em mente que o preço de custo para a preparação do Angará-5 irá diminuir com o aumento da quantidade de artigos fabricados”, explica.

Em dezembro do ano passado, o presidente russo Vladímir Pútin participou, por videoconferência, da cerimônia do primeiro lançamento experimental de um porta-foguetes Angará A-5.

Em meados de maio deste ano, o Ministério da Defesa da Rússia apelou ao Tribunal de Arbitragem de Moscou com um pedido de pagamento de 1,8 bilhão de rublos pelo Centro Khrunitchev.

O motivo do pedido não foi divulgado, mas sua relação com o recente acidente do porta-foguetes Proton que levou à perda do satélite mexicano MexSat-1 foi descartada, já que a ação foi iniciada antes do ocorrido.

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8 Comentários
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  1. Fabio Pereira Veloso

    7 de agosto de 2015 7:36 pm

    Tio Sam infartará!

    Imagina, uma base russa para lançar foguetes na América do Sul? 

    Isso só será possível se a Presidenta continuar, pois a turma bicuda descartaria logo essa iniciativa.

  2. Athos

    7 de agosto de 2015 7:41 pm

    Mané Ucrânia!
     
    Tem que fazer

    Mané Ucrânia!

     

    Tem que fazer parceria com quem sabe mesmo!

  3. Edsonmarcon

    7 de agosto de 2015 7:52 pm

    Tudo bem, mas…..

    O que a gente ganha com isso?

     

    Nessa notícia não vi nenhum benefício para o Brasil. 

  4. junior50

    7 de agosto de 2015 9:00 pm

    Só papo furado

      Nem uma unica linha desta papagaiada russa está viavel, até mesmo o “rumor de abril/15” sobre o rompimento com os ucranianos, que já estava sendo discutido desde junho de 14 ( Portaria Interministerial ), e decidido em novembro de 2014, somente foi publicado agora por motivos politicos.

    1. Athos

      7 de agosto de 2015 10:10 pm

      Se a Rússia quer, quem vai achar ruim?
      O Brasil não pode ter dois acordos no mesmo setor.

      Uma vez oficializado fim do acordo com a Ucrânia. ..
      Há esta oportunidade de toda a nova familia de foguetes russos, que são os melhores do ramo.

      ou alugar para os EUA ou França sem qualquer transferência e pagando o mesmo que outros países por sua carga em órbita.

      Qual vc acha melhor?

      1. junior50

        7 de agosto de 2015 11:54 pm

        Renton ( VA )

           Russos são complicados, e noticias da “Gazeta Russa”, “Sputinik “, ou  “Tass”, são de muita propaganda, bastante papo furado, arrazoado de intenções dos interesses deles, alem do que, a Corporação (Oborona ) Khrunichev, quer, aliás deseja e prospecta, NÃO transferir tecnologia ( Russia é signatária do protocolo MTCR ), mas utilizar a localização de Alcantara para realizar seus lançamentos, torna-los mais “baratos”. Pois:

            1. Realizando um “acordo” com a Oborona Khrunichev, em relação a Alcantara , não só estaremos fazendo com ela, mas com seus associados, como a Lockheed Martin americana, sócia da Khruchinev, e RCS Energya, na “joint venture” ILS ( International Launch Systems ), sediada em Renton ( Virginia – USA ) – nem mesmo a situação de embargo, relativa a crise ucraniana, impediu que a ILS lança-se um satélite de Plesetsk ( Russia ), com um Proton-M, em 16/05/2015, fabricado pela Boeing.

             2. A Khrunichev, tambem tem acordo com a Airbus Aeroespace e Safran, em empresa sediada na Alemanha, a Eurockot launch Services Gmbh em Bremen, lança de Plesetsk, Baikonur e outros locais europeus, utilizando-se de lançadores (foguetes), SS-18 ICBMs, modificados para em vez de “ogivas nucleares”, transportarem até 10 satélites, por viagem ( nós já utilizamos estes serviços, ano passado, com um satélite mini ).

             3. Os “embargos” : Novamente, nem com a “Crise Ucraniana”, a Khrunichev foi embargada, pois alem da ILS, Eurockot, é uma empresa russa – estatal -, muito ligada a empresas ocidentais, com varios contratos, interessantes para todos – um lançamento através de um SS-18, é até 25% mais barato que de um Ariane, com Alcantara, ficaria ainda mais “em conta”, e com o Sistema Angara, estruturado no “modelo de negócios” da Sea Launch, associado a ILS ( Lockheed Martin ), tendo Alcantara como base, faturariam muito ( os SS-18 ModSat, por problemas de exudação do combustivel original, que a Khrunichev adquiriu a “preço de banana”, lançados de Alcantara, podem até acabra com o monopólio “equador” de Kourou, da Ariane Space ).

  5. C.Paoliello

    7 de agosto de 2015 9:40 pm

    Brasil é atrativo para investidores

    PARA INVESTIDORES ESTRANGEIROS, BRASIL É O 3º PAÍS MAIS ATRATIVO

    http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/08/brasil-e-o-terceiro-pais-mais-atrativo-para-investidores-estrangeiros-7517.html

  6. Alexandre ML

    7 de agosto de 2015 11:32 pm

    Tomara que dê certo

    Considerando que os satélites brasileiros “foram suicidados” logo após o lançamento, em Alcântara e na China, creio ser interessante tentar com os russos.

    Nesse setor estratégico, qualquer parceiro não é confiável, não importa quem seja. Vide os Exocet franceses comprado pela Argentina e o código de bloqueio, estranhamente foi parar na mão dos Ingleses. Sem falar nos “insiders” tupiniquins.

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