Jornal GGN – Representantes do Legislativo, Executivo e Judiciário criticaram abertamente o general Walter Braga Netto, que ameaçou abertamente a realização das eleições de 2022 caso o voto impresso não seja aprovado pela Câmara dos Deputados.
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo destaca que, além da defesa da democracia e do funcionamento das instituições, autoridades também defenderam a ida de Braga Netto ao Congresso para que se explique sobre tais afirmações.
Dentre as autoridades que criticaram a fala do militar, estão os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Edson Fachin – que, inclusive, é o atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
No Congresso Nacional, os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Fábio Trad (PSD-MS) apresentaram requerimentos de convocação do ministro da Defesa para que se explique sobre as ameaças ao sistema eleitoral brasileiro.
Já o senador Humberto Costa (PT-PE) enviou um ofício para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, apure tais ameaças, enquanto o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), repudiou quaisquer incertezas existentes sobre as eleições programadas para o ano que vem e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) cobrou a exoneração de Braga Netto por conta de sua atitude.
Na manhã desta quinta-feira, Braga Netto transmitiu um recado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (DEM-AL), por meio de interlocutor político, afirmando a quem interessasse que as eleições de 2022 não iriam ocorrer se não houvesse voto impresso.
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