Jornal GGN – As UTI (Unidades de Terapia Intensiva) do Brasil tiveram aumento vertiginoso nas internações por Covid-19. Cinco cidades já chegaram a “estado crítico”, com mais de 80% de leitos ocupados, e outros 14 municípios superaram 60% de lotação. Em nota técnica, a Fiocruz alertou esperar que “o número de casos novos de Covid-19 ainda atinja níveis muito mais elevados” nas próximas semanas.
Enquanto o presidente Jair Bolsonaro afirma que a variante ômicron era “bem-vinda”, minimizando as consequências na saúde da população (leia aqui), a ocupação dos leitos de UTI voltam a subir pelas novas infecções e assustar a comunidade científica.
O Observatório Covid-19 da Fiocruz, que monitora as taxas de ocupação de hospitais públicos e outros dados sobre o avanço do vírus, emitiu uma nota técnica nesta semana em tom de alerta.
O documento ressalta o aumento do número de contágios por Covid-19, passando de pouco mais de 56 mil para 208.018 novos casos na primeira semana do ano. O instituto também afirma que “este número é muito maior”, em referência à falta de dados e ao apagão do Ministério da Saúde.
Com o avanço nos casos, também aumentaram as internações, apesar do prognóstico otimista do presidente da República.
No dia 10 de janeiro, cinco cidades já registravam “alerta crítico” de ocupações em UTI: Goiânia com 94% de taxa de ocupação, seguidos de Fortaleza, com 88%, Belo Horizonte, com 84% e Pernambuco, com 82%.
Na zona de “alerta intermediário”, com mais de 60% de ocupação em UTI, estão as capitais Pará (71%), Tocantins (61%), Piauí (66%), Ceará (68%), Bahia (63%), Espírito Santo (71%), Goiás (67%) e Distrito Federal (74%). Também se enquadram nesse alerta as cidades de Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%) e Vitória (77%).
Pelo “apagão de dados“, Mato Grosso do Sul e Roraima não tiveram os dados disponíveis. Considerando todas as cidades dos estados brasileiros, a situação crítica é registrada em todo o estado de Pernambuco e outros 7 estados e Distrito Federal estão em “alerta intermediário”, ou seja, acima de 60% de ocupação:

No estudo da Fiocruz, os especialistas afirmam ser “fundamental o fortalecimento de medidas de prevenção, com a obrigatoriedade de uso de máscaras em locais públicos, a exigência do passaporte vacinal e o estímulo ao distanciamento físico e higiene constante das mãos”.
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