O governo Jair Bolsonaro anunciou o delegado Márcio Nunes de Oliveira para o posto de diretor-geral da Polícia Federal, na quarta mudança de nome desde o início da gestão.
A mudança já foi publicada pelo Diário Oficial da União, assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.
Oliveira assumirá o cargo que era ocupado por Paulo Maiurino desde abril do ano passado. Segundo informações do portal G1, o ex-diretor-geral passa a ser responsável pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.
Ex-superintendente regional da PF no Distrito Federal, Márcio Nunes de Oliveira foi professor na Academia Nacional de Polícia e chegou a ocupar cargos como o de chefe da Divisão de Operações de Repressão a Entorpecentes da PF.
As mudanças ocorrem em meio à finalização do inquérito que confirmou o crime de divulgação de segredo por parte de Bolsonaro, que divulgou dados sigilosos de uma investigação em uma live. Contudo, o presidente não foi indiciado por ter fórum privilegiado.
Ao mesmo tempo, a PF informou o Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro agiu de forma “direta e relevante” para levar desinformação sobre o sistema eleitoral.
Nem mesmo Maiurino passou incólume: reportagem do jornal Metropoles mostra que o agora ex-diretor da PF comprou e quitou um apartamento de US$ 675 mil em Miami Beach (cerca de R$ 3,476 milhões, considerando a cotação de R$ 5,15 no fechamento desta sexta-feira).
A operação toda ocorreu em um período de 16 meses, e Maiurino não informou a origem dos recursos – sendo que apenas seu rendimento bruto como delegado da classe especial da PF é de R$ 31 mil.
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