4 de junho de 2026

Internautas questionam data de publicação de livro infantil usado na alfabetização de Sergio Moro

Tuíte polêmico levantou suspeitas de que o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro estaria mentindo novamente sobre seus gostos literários
Foto: Reprodução Twitter

Publicada originalmente em 19 de abril de 2022
Atualizada em 27 de abril de 2022 para correção

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Três anos depois da gafe na entrevista com Pedro Bial, quando não soube citar nenhuma biografia que leu, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro voltou a ter questionada a credibilidade dos seus gostos literários. A controvérsia começou nesta segunda-feira (18/04) com um tuíte que parecia uma simples e inocente tentativa de aproveitar o Dia do Livro Infantil.

“Hoje, no Dia do Livro Infantil, divido com vocês não só a leitura que marcou minha infância, mas uma das lembranças mais bonitas que eu tenho: minha mãe, Odete, me ensinando a ler com o livro ‘Dendeleão’. E você, que livro marcou a sua infância?”, publicou o político recentemente filiado ao União Brasil.

Internautas passaram a questionar a informação. Horas depois, surgiu uma publicação sugerindo que a primeira edição do livro ‘Dandeleão’ em português teria sido lançada em 1995. Moro nasceu em agosto de 1972, portanto, teria entre 22 e 23 anos quando a obra chegou ao Brasil, situação que provocou uma chuva de críticas nas redes sociais sobre a confissão do ex-juiz, com a consequente produção de memes a respeito.

https://twitter.com/MarceloOG3/status/1516108938072281089

Alguns defensores de Moro tentaram argumentar que ele se referia à versão original do livro: ‘Dandelion’, obra do escritor e cartunista estadunidense Don Freeman, lançada em inglês no ano de 1964. Porém, esta justificativa também despertou piadas e memes lembrando sua má pronunciação do inglês, o que tornaria suspeita a hipótese de que ele teria se alfabetizado em inglês.

Após a grande repercussão nas redes, agências de checagem apuraram que o livro teve sua primeira versão em português publicada no Brasil em 1971 – um ano antes de Moro nascer. Leia mais aqui.

Em abril de 2019, durante uma entrevista para o programa de Pedro Bial na Rede Globo, Sergio Moro foi perguntado que tipo de livro mais gostava. Após a resposta de que ele preferia as biografias, o entrevistador pediu que ele recomendasse aos espectadores a última biografia que ele leu, o que gerou uma constrangedora cena em que o então ministro da Justiça de Bolsonaro gaguejou, pensou e terminou não lembrando de nenhum livro.

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Victor Farinelli

Victor Farinelli é jornalista residente no Chile, corinthiano e pai de um adolescente, já escreveu para meios como Opera Mundi, Carta Capital, Brasil de Fato e Revista Fórum, além do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Pedro Holanda

    20 de abril de 2022 9:07 am

    Ô Coitado, Diria Filó. É um indigente. Aonde po44a descobriram esse peste?… Oxe!!! Valei-me São Ariano. Ganha disparado de Chico.

  2. AMBAR

    23 de abril de 2022 1:16 pm

    O nobre ex magistrado lia esse livro para se alfabetizar de manhã e as apostilas para o concurso de juiz a noite. Foram esses estudos que fundamentaram o seu ” notável saber jurídico”.

  3. Fernando Botelho Mares de Souza

    23 de abril de 2022 2:59 pm

    Óia a cobra!
    É mentira!
    https://www.boatos.org/politica/dendeleao-livro-citado-por-sergio-moro-foi-lancado-apenas-em-1995-boato.html

  4. Fernando Botelho Mares de Souza

    23 de abril de 2022 3:42 pm

    Essa matéria traz infos falsas e já foi desmentida por diversos pesquisadores independentes e veículos de comunicação incluindo a FolhaPress. Está comprovado que o livro foi lançado nos anos 70. Aguardo correção.

  5. marco aurélio barroso

    26 de abril de 2022 4:47 pm

    Mais do que essas gafes que, em se tratando dele já se tornaram corriqueiras, o que deveria nos surpreender é ter um cara desses ser tido como o “salvador” do Brasil. Por ter um litoral muito vasto, leva-nos a crer uma quantidade incontável de onda indo e voltando… é isso aí, todos, de uma maneira ou de outra, são pegos por tais ondas e vão na onda do momento. STF, Exército, imprensa, alienados, Congresso, Senado, MP, TCU, etc etc etc Agora, a onda mudou e todos choram suas mágoas.
    Realmente é onda demais e leitura de menos.

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