Poema da inesquecível mulher
por Romério Rômulo
Eu, vero, me bati na tua porta:
mal caibo em mim, sem ti
no que importa
Sou trava de uma casa redigida
no vão da tua mão subtraída
A sede que me seca e que me late
é o cão da tua mão que me abate
Tivesse o sumo, a boca, o teu retrato
teria o que não sou, quadro abstrato
Pela manhã mais brusca e ressurgida
vou me contar e te entregar a vida.
Romério Rômulo
Deixe um comentário