5 de junho de 2026

Renda per capita brasileira atinge menor valor da série histórica

Rendimento médio por domicílio caiu 6,9% no ano de 2021, segundo IBGE; montante é o mais baixo já apurado desde o início da série em 2012
Pixabay

O rendimento médio mensal domiciliar por pessoa (ou renda per capita) despencou 6,9% em 2021 e chegou a R$ 1.353, ante R$ 1.454 em 2020, o menor valor da série histórica iniciada em 2012, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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As regiões Norte e Nordeste foram as que apresentaram não só os menores valores (R$ 871 e R$ 843, respectivamente) como também as maiores perdas entre 2020 e 2021 (de 9,8% e 12,5%, nessa ordem).

Já as regiões Sul e Sudeste se mantiveram com os maiores rendimentos (R$ 1.656 e R$ 1.645, respectivamente).

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O percentual de cidadãos com algum tipo de rendimento na população brasileira também caiu, passando de 61% para 59,8%, mesmo percentual (e o menor da série) registrado em 2012.

Neste caso, houve redução em todas as regiões, em especial no Norte do país. O Sul (64,8%) continua com a maior estimativa, como aconteceu em todos os anos da série histórica. Já os menores percentuais foram vistos nas regiões Norte (53,0%) e Nordeste (56,3%).

Segundo a analista da pesquisa, Alessandra Scalioni, uma das principais causas da queda do rendimento foi a mudança dos critérios para concessão do auxílio emergencial em 2021.

“Esse resultado é explicado pela queda do rendimento médio do trabalho, que retraiu mesmo com o nível de ocupação começando a se recuperar, e também pela diminuição da renda das outras fontes, exceto as do aluguel”, diz a analista, em nota.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. José Carvalho

    10 de junho de 2022 7:06 pm

    A base de todas as sociedades sempre foi o domicílio, as famílias. É o cerne de toda a organização social. Os modelos de civilização se caracterizam tendo a família como elo fundamental. Com todas as controvérsias, nas economias modernas a existência das famílias como célula básica das cidades, orienta o desenvolvimento. A admissão de políticas públicas voltadas ao atendimento de necessidades dos vários tipos de população, visando reduzir conflitos de natureza social, fazem parte da concessão pelos detentores de poder às parcelas menos afortunadas. Questões relativas à divisão da renda entre as partes da sociedade, têm a renda per capta como uma referência. Nem sempre uma renda per capta elevada, tem correspondência nas rendas das famílias ou mesmo individual. Mas representa uma evidência de como está sendo a geração de riqueza por parte da sociedade e os seus elos produtivos ou produtores dessa riqueza. A velocidade com que se cria a riqueza demonstra a capacidade de uma sociedade na administração de sua economia. Seu modelo de crescimento e desenvolvimento, atende satisfatoriamente essa necessidade capitalista. Quando a tradução desse esforço é o empobrecimento geral das células básicas que formam e dão continuidade ao país, e todo conjunto organizado resultante dentro dele, deveria ser motivo de alguma preocupação e busca de solução.

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