Há números para todos os gostos, ideologias, vieses e fins. Mas o poeta não se engana: “riquezas são diferentes, miséria é miséria em qualquer canto”.

O texto ”Brasil X Aliança do Pacífico: qual o melhor resultado?” , de Gunter Zibell, levou-me mais uma vez a refletir sobre como números, quando aplicados às ciências humanas, exigem extremo cuidado ao interpretá-los.
Eu mesmo fui atrás de alguns desses números. Por eles, diferente do que relata Zibell, o Brasil é um sucesso, está à frente não só do México ou da Aliança do Pacífico – muito à frente, aliás, como está à frente do Reino Unido. A Índia está à frente da Alemanha.
Porém, acho sempre inapropriado comparar sucesso ou fracasso entre países baseado apenas em resultados econômicos, ou pior, financeiros. São tantas as variáveis geográficas, históricas, demográficas e até de língua a serem consideradas.
Como comparar o Chile com uma população de 18 milhões de habitantes, menos da metade da do Estado de São Paulo, com o Brasil com uma população de 205 milhões? Como comparar o Chile que atingiu um patamar de crescimento populacional abaixo de 2% ao ano a partir de 1969 com o Brasil que só atingiu esse patamar a partir de 1985?
Como comparar o Brasil com o Brasil? O “Brasil do Sul” com o “Brasil do Norte”? E aqui não falo do Nordeste e sim da Província Grão Pará.
Crescimento econômico e melhoria da condição de vida da população estão correlacionados, mas qual o grau de correlação se considerarmos diversos países? Por certo não será 1:1 em nenhum país, mas há muita diferença de um país para outro.
A questão a ser considerada é a porcentagem de crescimento econômico de um país ou qual porcentagem da população se apropria desse crescimento?
Em 2013, os EEUU com 53 mil USD de PIB per capita eram mais ricos que a Finlândia com 49 mil USD de PIB per capita?
Qual a porcentagem da população vivendo em barracas, em trailers ou simplesmente nas ruas nos dois países? Qual a porcentagem de velhos sem aposentadorias ou da população sem acesso à assistência médica?
A distribuição de renda, a taxa de desemprego e a taxa de juros se não consideradas, por exemplo, podem dar uma interpretação errônea de igual taxa de crescimento entre países. E erros não isentos de grandes riscos para apopulação desses países, quando cometidos por seus governantes.
Como eliminar o viés político da interpretação econômica? Pelo texto de Zibell, os governos FHC só não foram melhores devido às “crises internacionais”, já os governos Lula só não foram piores devido à alta das “commodities”. Agora, no segundo governo Dilma, com a volta da crise e sem o guarda-chuva das commodities, regrediremos a patamares dos anos 60, se comparados a nossos vizinhos.
Mas se compararmos o Brasil de Lula e de Dilma com os EEUU pela ótica de Paul Krugman, prêmio Nobel de economia, veremos um país onde a população enriquece, o Brasil, e um país onde a população empobrece, os EEUU. O mesmo pela ótica de Pikkety.
“Riquezas são diferentes, miséria é miséria em qualquer canto” já diziam os Titãs. E números existem para todos os gostos, mas números, por si só, não são reposta e não enchem barrigas.
Qual país tomaremos como paradigma de sucesso a ser buscado? Os EEUU ou a Finlândia?
Até porque, quanto aos fracassos, pela ótica de um morador de favela dominada pelo narcotráfico no Rio de Janeiro – Brasil, Iguala no México ou Miami nos EEUU, será que as economias são tão distintas assim?
E para não dizer que não falei de flores nem respondi a questão “Brasil X Aliança do Pacífico: qual o melhor resultado?”, bastaria dizer que por enquanto nenhum dos dois. Por quê?
Digite favela na Finlândia no Google Imagens, a resposta está lá.
Emilio GF
17 de fevereiro de 2015 11:22 amChile não dá.
Com 0,25% da população mundial, o Chile produz 30% do (caríssimo) cobre.
Não serve como comparação.
Akin
17 de fevereiro de 2015 11:36 amA novela não mostra isso!
Mas na novela que eu assisto os EEUU são os melhores e as alianças por eles avalizadas é que são boas.
marco aurélio barroso
17 de fevereiro de 2015 11:43 amSérgio,
Seu artigo me fez
Sérgio,
Seu artigo me fez grande bem. Números são absolutos e irretorquíveis no acerto da mega-sena. Na mosca!
O resto é reflexo dessa algaravia econômica utilizada para caracterizar uma emancipação que não se vive. Ouve-se, lê-se mas não se vive. Geisel, de triste memória, já dizia: O Brasil vai bem, o povo vai mal. Qual Brasil? Os escravagistas devem ter pensado a mesma coisa. Isto se pensassem.
O homem brasileiro não precisa de números (bastam os lotéricos), ela precisa é que sua vida melhore e ela retome sua dignidade, já perdida.
Este assunto talvez seja uma das maiores contradições nacionais. Os números escondem a doença. Ou escondiam. É preciso saber ser rico. Nunca soubemos. Isto está fora da nossa tradição.
Um exemplo. Rio de Janeiro, 1920/30/40/ – O sistema de trasnporte era medievo. Desastres diários e catastróficos. Horas e horas perdidas num trânsito sem sinal e sem organização mínima. Sentava-se na calçada, esperava-se horas a fio. Se chovesse então. Continuar vivo então, já era índice olímpico.
Rio de Janeiro, hoje. Metrô,ônibus com ar condicionado e tudo o mais. Os números, se comparados às décadas anteriores devem ser excepcionais.
E daí? O sistema de transporte continua aquém, muito aquém, das necessidades da cidade. Os números melhoram mas a vida, não!
Eletronicamente, no planeta, temos o melhor sistema bancário. E daí? Os juros também.
8 milhões de km. quadrados é um belo número, tão belo como nossa miséria que, até hoje, nenhum número venceu.
Isso sem falar no 7 x 1.
Flics
17 de fevereiro de 2015 2:56 pmCorrigindo.
Não foi o ditador geisel quem falou isso. Foi o (toc! toc! toc!) mérdici, digo, médici. Chorou vendo a seca no Nordeste Brasileiro lá pelo ínicio dos anos 70. Que o diabo o tenha bem guardado – aliás, bem guardadoS, os dois.
Selma G
17 de fevereiro de 2015 11:50 amQuem ainda perde tempo lendo
Quem ainda perde tempo lendo as “análises” do Gunter? Suas análises são de “uma profunda superficialidade”.
joao
17 de fevereiro de 2015 11:54 amcomplexo.
O problema eh que a caracterista do brasileiro e comparar, estampar, ter sempre uma referencia externa a si proprio e ao seu pais, seu presidente, governadores, politicos e assim facilita sua avaliacao, compreencao e objetivo. Nada eh melhor do que do exterior como referencia a sua pessoa.
Pronto caracterizou.
Rotulou!
Somos mal sangue?
– Nao somos viralata.
Nao lutamos nos municipais, estaduais e culpamos o governo central na pessoa da presidente.
Tudo isto eh um implante colocado pelos coloniais.
JB Costa
17 de fevereiro de 2015 12:11 pmPela interpretação(grosseira)
Pela interpretação(grosseira) de Copenhaque das estranhezas da Realidade inferidas pela Mecânica Quântica, no caso uma partícula antes de ser observada se encontrar em todos os estados possíveis e que só depois que a observamos é que ela é “forçada” a assumir UMA das probabilidades. Pois acontece o mesmo com análises de números para os ditos fenômenos sociais. Vai depender do “olhar” do analista qual a “realidade” ou “realidades” deles deduzida(s).
Obviamente que esse “olhar” não pode estar dissociado da pré-disposição do analista em termos políticos-ideológicos. Dado isso é que regra geral não tomo posicionamento, ou só os tomo, quando é possível ir além deles, como fez agora nesse post o Gerardo Saraiva.
JB Costa
17 de fevereiro de 2015 12:40 pmO que observo em comum nas
O que observo em comum nas análises dos que examinam com uma certa má vontade os governos petistas, especial os dois governos de Lula, é sempre creditadar ao boom de commodities um peso extraordinário, se não mesmo o fator único, para explicar os bons resultados na área econômica.
É inquestionável que os resultados nos termos de troca impactaram favoravelmente, seja de modo direto ou indireto, o crescimento econômico. Mas outras variáveis também foram importantes, máxime o estímulo ao mercado interno através de políticas para aumento da renda.
Mas o que importa é desqualificar qualquer avanço ou conquista por conta das divergências políticas.
Luís Henrique Donadio
17 de fevereiro de 2015 2:39 pm“Digite favela na
“Digite favela na Finlândia no Google Imagens, a resposta está lá.”
Acho que não. Favelas na Finlândia não vão atrair muito a atenção de ninguém que escreva em português (a Finlândia, para nós, é parte do “modelo sueco”, ou seja, aquele ideal absolutamente inatingível, que serve para mostrar como nós não prestamos, mas que ninguém quer de verdade atingir, por que significaria um nível de igualdade social intolerável para a nossa classe média alta e suas ilusões de grandeza). Seria necessário pesquisar algo como “slummi suomi” (slummi é favela em finlandês, e Suomi – pasmem – é Finlândia na língua local). O resultado seria este: https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8&client=ubuntu#q=slummi%20suomi – mas infelizmente, como não sei finlandês, não entendo quase nada do que vejo.
Google à parte, a Escandinávia em geral tem sido palco de uma grande ofensiva neoliberal contra os direitos dos trabalhadores. Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca ainda são países muito menos desiguais do que o Brasil – mas a desigualdade tem aumentado muito lá no mesmo período em que diminuiu um pouquinho aqui.
E a Finlândia em particular tem representado o papel de coxinha empedernido na discussão sobre a crise grega.
Filipe Rodrigues
17 de fevereiro de 2015 2:56 pmO sonho das potências
O sonho das potências coloniais é afastar a Índia dos demais BRICs, já que o país tem potêncial de suprir mão de obra ainda mais barata que a China.
Porém o governo indiano não é besta, sabe que os demais BRICs, MERCOSUL/ALBA tem um mercado muito mais promissor que EUA/União Européia.
Cabe a eles através da mídia inventar vantagens da Aliança do Pacífico e os MINTs.
Arthemísia
17 de fevereiro de 2015 4:06 pmÉ isso aí, com números as
É isso aí, com números as pessoas podem construir premissas falsas ou verdadeiras para deduzirem suas “verdades”.
Mas tem uma coisa que sempre me incomoda: a necessidade da maioria dos brasileiros (formadores de opinião ou não) de comparar o país o tempo todo; é uma verdadeira obsessão nacional, que tem se acentuado nos anos recentes.
Outro dia eu estava assistindo Globo Rural, que passou uma matéria sobre a batata. O repórter foi ao Peru e mostrou todo o investimento no produto lá originado; informou que no Peru há mais de três mil tipos de batata e que este é um produto estratégico para o país. Corta pro Brasil e começa a ladainha da comparação: aqui se come menos batata, a produção dos pequenos produtores vem diminuindo, tem que importar sementes porque não se faz pesquisa, etc. A pior das comparações foi sobre o consumo: como se pode comparar o consumo de batatas de um país como o Brasil com um país como o Peru? A própria reportagem dava a ideia de que a batata estava para o povo peruano como a mandioca e o milho estão para o Brasil. Entào nós, que plantamos milho, feijão, mandioca, trigo, soja, etc, devemos comer mais batatas? Fiquei pensando se eles queriam reduzir nossa rica alimentação a rações diárias de batatas, como no tempo da Segunda Guerra na Europa.
As comparações chegam a ridículos gritantes como esse e os muito bem apontados no post.
Gão.
17 de fevereiro de 2015 4:28 pmConclusões esquisitas sobre números duvidosos
Não sei se os comentaristas se deram ao trabalho de ver os dois links apontados como fonte, em um deles a maioria dos dados que correspondem à “era petista” são estimativas inclusive todos os percapita do chile, todos os dados apontados como 2014 são estimativas(adivinhações), os anos do período FHC estão errados, é uma tortura dos números que não tem fim mas ainda assim eles não confessaram, a conclusão inicialmente é não está claro se a aliança do pacífico é tão ruim, mas a intenção é confundir mesmo e não explicar, se bem que no final existe uma estimativa do próprio Gunter de um intervalo de 40 anos onde estaríamos ferrados se não aderirmos ao consenso de Washinton, aí é dose, mas vamos perguntar ao povo do Chile ,a menina dos olhos , que deu um pé na bunda no Pinera que assinou o acordo em 2012, é isso mesmo a aliança formalmente existe somente a partir de 2012 pra piorar essa confusão, o Chile alterna governos de orientações diferentes o PIB continuou crescendo com Pinera, e o povo ? A nova presidenta se comprometeu a reavaliar a importância que se dava ao bloco e iria priorizar as outras alianças das quais o país faz parte, na verdade o único obediente à tirania de Washington é o mal fadado México, nem a Colômbia é mais tão capacho assim, o atual presidente concorreu com o candidato do Uribe e ganhou, o governo do Perú tem uma orientação que não é muito clara, na verdade o tal muro do pacífico gorou, não existe isolamento aos países do leste, tem encontros entre representantes da UNASUL e do grupo, o bloco é mais voltado ao comércio com a China do que com os EUA, na verdade Chile e Perú exportam mais para os chineses, assim como o Brasil.
No começo à uma vacina contra o argumento trazido pelo Sérgio Saraiva, “somados esses países dão um Brasil”, mas que beleza, então vamos levar isso a sério, o México é mais da metade do PIB da aliança, o PIB do bloco cresceu por um fator de 1,81 o do Brasil 1,88 durante o período petista, ainda ganhamos segundo o critério do próprio autor. O fato de ser grande implica no fato de que é mais complexo e tem áreas que crescem mais e outras que crescem menos, essa é a razão pra ter cautela nas comparações mas deve se explicar isso e não simplesmente fazer outra simplificação como “grande cresce menos”, afinal já ouviram falar da China ? o maior dos gigantes e veja só é o que cresce mais, suas áreas mais desenvolvidas crescem bem, então tudo isso é muito relativo, vejamos o caso do Brasil: SP e Minas que juntos respondem por cerca de 40% do PIB poderiam crescer muito aproveitando o crescimento do resto do país, mas estão entre os de piores índices, e não é pra menos nem água suficiente tem mais por lá, são um desastre neoliberal dentro do Brasil o que mais uma vez invalida a comparação do Brasil como um todo com esses países, hora tomados em conjunto hora individualmente como convier no momento. esses estados puxam nosso crescimento pra baixo, se Sergipe dobrar de tamanho pouca influência vai ter nos números nacionais, se o sudeste crescer bem o índice nacional será bom pois já responde pela metade do PIB.
Mas falta o fetiche preferido, EUA como referência, vamos lá, ainda segundo as tabelas tomadas como fonte, e eu não estou colocando as áreas sombreadas(advinhações), o Brasil reduziu mais a diferença em relação aos EUA do o bloco. Ao final de 2002 , fim da era FHC quando a diferença em relação aos EUA aumentou, Lula encontrou a seguinte proporção ao chegar a presidência: os EUA eram 6,67 vezes maiores que o Brasil em PIB(paridade de compra), ao final de 2013(não é estimativa) os EUA eram 5,56, retirada uma diferença de 1,1 vezes a nossa economia. Ao final de 2002 os EUA eram 5,83 vezes maiores que conjunto de países apontados, ao final de 2013 4,91, diferença de 0,92 vezes a economia do bloco. Ou seja nos aproximamos mais dos números americanos no período governado pelo PT, incompreensivelmente na maior parte dos quase 40 anos levados em conta pelo comentarista o Brasil foi governado com políticas afinadas com Washignton.
Mas o pior ainda está por vir vamos colocar a alternativa, os ditos “bolivarianos”, vamos colocar os 4 países mais frequentemente rotulados dessa forma e que querem ficar longe do consenso de Washington em contraste com os 4 países da comparação anterior: vamos de Argentina , Bolívia, Equador e Venezuela, “os malditos”. Vamos lá no mesmo site que serviu de fonte para o grupo anterior, só mudamos os países:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2014/02/weodata/weorept.aspx?sy=1980&ey=2019&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=86&pr1.y=9&c=213%2C218%2C223%2C248%2C299&s=PPPGDP&grp=0&a=
Vemos que ao final de 2013 o PIB(paridade de compra) do conjunto desses países é 2,22 maior do que em 2002, o do Brasil 1,83 maior o da “aliança do pacífico”: 1,81 maior
De onde tiramos a conclusão OBVIA segundo os critérios do autor que temos que tomar urgentemente o caminho “bolivariano”
Gão
17 de fevereiro de 2015 6:10 pmBagunça numérica, nem o autor soube tirar conclusões claras
Não sei se os comentaristas se deram ao trabalho de ver os dois links apontados como fonte, em um deles a maioria dos dados que correspondem à “era petista” são estimativas inclusive todos os percapita do chile, todos os dados apontados como 2014 são estimativas(adivinhações), os anos do periodo FHC estão errados, é uma tortura dos números que não tem fim mas ainda assim eles não confessaram, a conclusão inicialmete é que não está claro se a aliança do pacífico é tão ruim, mas a intenção é confundir mesmo e não explicar, se bem que no final existe uma estimativa do próprio Gunter de um intervalo de 40 anos onde estaríamos ferrados se não aderirmos ao consenso de washinton, aí é dose, mas vamos perguntar ao povo do Chile, a menina dos olhos, o país que deu um pé na bunda no Pinera que assinou o acordo em 2012, é isso mesmo, a aliança formalmente existe somente a partir de 2012 pra piorar essa confusão, o Chile alterna governos de orientações diferentes, o PIB continuou crescendo com Pinera mas e o povo ? A nova presidenta se comprometeu a reavaliar a importância que se dava ao bloco e iria priorizar as outras alianças das quais o país faz parte, na verdade o único obediente à tirania de Washington é o malfadado México, nem a Colômbia é mais tão capacho assim, o atual presidente concorreu com o candidato do Uribe e ganhou, o governo do Perú tem uma orientação que não é muito clara, na verdade o tal muro do pacífico gorou, não existe isolamento aos países do leste, tem encontros entre representantes da UNASUL e do grupo, o bloco é mais voltado ao comércio com a China do que com os EUA, na verdade Chile e Perú exportam mais para os chineses assim como o Brasil.
No começo há uma vacina contra o argumento trazido pelo Sérgio Saraiva, “somados esses países dão um Brasil”, mas que beleza, então vamos levar isso a sério, o México é mais da metade do PIB da aliança, o PIB do bloco cresceu por um fator de 1,81 o do Brasil 1,83 durante o período petista, ainda ganhamos segundo o critério do próprio autor. O fato de ser grande implica no fato de que é mais complexo e tem áreas que crescem mais e outras que crescem menos, essa é a razão pra ter cautela nas comparações mas deve se explicar isso e não simplesmente fazer outra simplificação como “grande cresce menos”, afinal já ouviram falar da China ? o maior dos gigantes e veja só é o que cresce mais, suas áreas mais desenvolvidas crescem bem, então tudo isso é muito relativo, vejamos o caso do Brasil: SP e Minas que juntos respondem por cerca de 40% do PIB poderiam crescer muito aproveitando o crescimento do resto do país, mas estão entre os de piores índices, e não é pra menos nem água suficiente tem mais por lá, são um desastre neoliberal dentro do Brasil o que mais uma vez invalida a comparação do Brasil como um todo com esses países ora tomados em conjunto ora individualmente como convier no momento. Esses estados puxam nosso crescimento pra baixo, se Sergipe dobrar de tamanho pouca influência vai ter nos números nacionais, se o sudeste crescer bem o índice nacional será bom pois já responde pela metade do PIB.
Mas falta o fetiche preferido, EUA como referência, vamos lá, ainda segundo as tabelas tomadas como fonte, e eu não estou colocando as áreas sombreadas(advinhações), o Brasil reduziu mais a diferença em relação aos EUA do o bloco. Ao final de 2002 , fim da era FHC quando a diferença em relação aos EUA aumentou, Lula encontrou a seguinte proporção ao chegar a presidência: os EUA eram 6,67 vezes maiores que o Brasil em PIB(paridade de compra), ao final de 2013(não é estimativa) os EUA eram 5,56 maiores, foi retirada uma diferença de 1,1 vezes a nossa economia. Ao final de 2002 os EUA eram 5,83 vezes maiores do que conjunto de países apontados, ao final de 2013 4,91, diferença de 0,92 vezes a economia do bloco. Ou seja nos aproximamos mais dos números americanos durante período governado pelo PT, incompreensivelmente na maior parte dos quase 40 anos levados em conta pelo comentarista o Brasil foi governado com políticas afinadas com Washignton.
E o pior ainda está por vir, vamos colocar a alternativa, os ditos “bolivarianos”. Vamos colocar os 4 países mais frequentemente rotulados dessa forma e que querem ficar longe do Consenso de Washington em contraste com os 4 países da comparação anterior: vamos de Argentina , Bolívia, Equador e Venezuela, “os malditos”. Vamos lá no mesmo site que serviu de fonte para o grupo anterior, só mudamos os países:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2014/02/weodata/weorept.aspx?sy=1980&ey=2019&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=86&pr1.y=9&c=213%2C218%2C223%2C248%2C299&s=PPPGDP&grp=0&a=
Vemos que ao final de 2013 o PIB(paridade de compra) do conjunto desses países é 2,22 maior do que em 2002, o do Brasil 1,83 maior o da “aliança do pacífico”: 1,81 maior.
De onde tiramos a conclusão OBVIA segundo os critérios do autor que temos que tomar urgentemente o caminho “bolivariano”.
rdmaestri
18 de fevereiro de 2015 5:22 amO mais interessante é a comparação do GDP
O mais interessante é a comparação do GPD per capita norte americano calculado pelo dolar inflacionado com o dolar PPP, num mostra um crescimento de 1980 a 2014 menor que 2 e no outro 4,77.
Ou seja, calculando a renda per capita norte americana pelo PPP diz que o povo americano ficou mais rico quase 5 vezes de 80 para 14 algo que não se vê na realidade social norte-americana.
João Luis
17 de fevereiro de 2015 10:30 pmSérgio Saraiva, você falhou.
Sérgio Saraiva, você falhou. Não conseguiu que o Gunter lhe desse atenção.
rdmaestri
18 de fevereiro de 2015 5:14 amOs dados de Gunter são extremamente duvidosos.
Procurem no site http://research.stlouisfed.org/fred2/series/A229RX0A048NBEA e verão que os dados do PIB dos USA corrigidos pelo PPP não fecham com os dados pelo dólar deflacionado, levando um crescimento de 4,77 pelo PPP e menos que 2 pelo dólar deflacionado, eta indicezinho duvidoso, ele diz que a população norte americana está quase 5 vezes mais rica do que em 1980!!!