4 de junho de 2026

Fachin: Ataque às urnas só interessa a quem não tem voto da maioria

"Quem vocifera não aceitar resultado diverso da vitória não está defendendo auditoria das urnas, está defendendo interesse próprio"
O presidente do TSE, Edson Fachin. Foto: Agência Brasil
O presidente do TSE, Edson Fachin. Foto: Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, abriu a retomada dos trabalhos na corte eleitoral nesta segunda, 1º de agosto, com um discurso voltado à defesa do sistema eleitoral e em resposta aos ataques de Jair Bolsonaro à segurança das urnas.

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Sem citar Bolsonaro nominalmente, Fachin disse que “desqualificar a segurança das urnas eletrônicas tem, a rigor, um único objetivo: tirar dos brasileiros a certeza que seu voto é válido e sua vontade foi respeitada.”

Além disso, “quem vocifera não aceitar resultado diverso da vitória não está defendendo auditoria das urnas, está defendendo interesse próprio de não ser responsabilizado pela inaptidão de não ser votado pela maioria da população.”

Fachin fez questão de frisar que o sistema eleitoral brasileiro é “seguro e confiável” e que todos os políticos em mandato, incluindo o presidente da República, “auferiram os votos recebidos nas urnas”.

Leia também: Tudo que Bolsonaro faz é inútil para mudar o favoritismo de Lula a dois meses da eleição, diz Marcos Coimbra

O presidente do TSE disse que não economizará esforços para defender a democracia. Ele informou que, hoje, 84 entidades fiscalizadoras participaram de um encontro para debater a transparência das eleições.

No final, Fachin fez um apelo ao eleitorado brasileiro: “Projetam seu direito constitucional de votar em quem quiser e pelo motivo que achar justo. Não cedam aos discursos que apenas querem espalhar notícias falsas e violência. O Brasil é maior que a intolerância e violência. A função do TSE é garantir a liberdade de voto e que ele será computado. (…) Paz e segurança, é o que almejamos.”

Mais cedo, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, reabriu o ano judiciário após o recesso de julho com um discurso sobre civilidade e respeito nas eleições, para terminar 2022 “sem incidentes”.

Leia também: Fux defende as urnas e apela por “civilidade” nas eleições, para encerrar 2022 “sem incidentes”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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