4 de junho de 2026

Sobrepreço de obras da Codevasf pode chegar a R$ 131 milhões, diz jornal

Autarquia loteada pelo Centrão superfaturou orçamento para construção de poços artesianos no Nordeste
O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O sobrepreço na construção de poços artesianos na região Nordeste pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e pelo Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) pode chegar a R$ 131 milhões.

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Reportagem do jornal O Estado de São Paulo destaca que tal valor corresponde a 11% do orçamento total destinado para tal finalidade por parte do governo de Jair Bolsonaro (PL), que loteou tais autarquias para o Centrão em troca de apoio político.

Um exemplo desse apoio político pode ser visto nas redes sociais do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira – um dos caciques do PP –, onde Nogueira elogia Bolsonaro pelas obras tanto na região Nordeste como em Minas Gerais.

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Ao mesmo tempo, relatório preliminar da CGU (Controladoria-Geral da União) encontrou inconsistências nos serviços de empresas que fariam testes de qualidade na água e instalação de 5.802 poços ociosos, além de falhas em especificações técnicas.

A Funasa (Fundação Nacional da Saúde), atribuída ao Ministério da Saúde, realizou pregão que selecionou as empresas para executarem tais obras no mês de março. Embora o governo federal tenha reservado R$ 498 milhões para os vencedores, o valor não foi pago e as ações sequer saíram do papel.

O Jornal GGN entrou em contato com a Funasa e com Ciro Nogueira pedindo outras informações e esclarecimentos sobre o sobrepreço. Até o momento não recebemos retorno.

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Johnny Negreiros

Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.

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1 Comentário
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  1. Maria Carvalho

    17 de agosto de 2022 11:44 pm

    Se for do interesse dos TCE’s, basta formar comissões para levantar quantos poços foram construídos. Simples assim.

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