5 de junho de 2026

Crimes de prevaricação e peculato de Bolsonaro no 7 de Setembro viram notícia-crime no Supremo

Ministro Ricardo Lewandowski encaminhou a notícia-crime à PGR nesta sexta, 9
O ministro do TSE Ricardo Lewandowski com a capa preta por cima de uma camisa azul e gravata vermelha
O ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do TSE. Foto: LR Moreira/Secom/TSE

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou uma nova notícia-crime contra Jair Bolsonaro (PL) à Procuradoria-Geral da República, nesta sexta (7).

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Apresentada pelo deputado federal Israel Matos Batista (PSB), a petição pede investigação sobre os possíveis crimes de peculato e prevaricação cometidos por Bolsonaro em 7 de Setembro.

Segundo a ação, Bolsonaro usou a máquina do governo federal nos atos oficiais de celebração do bicentenário da Independência do Brasil para fazer campanha eleitoral, atacar adversários políticos e promover ações de governo ou fazer promessas ao eleitorado.

Bolsonaro “utilizou-se da burocracia estatal e da autoridade conferida ao cargo que temporariamente está a ocupar para, servindo-se de odioso maniqueísmo eleitoreiro, utilizar-se da solene festividade nacional do 7 de setembro (Dia da Pátria) para desenvolver atividade político-partidária, com envolvimento direto de seus asseclas e partidários”, afirma a petição.

O documento [veja a íntegra abaixo] ainda lista as irregularidade de Bolsonaro:

a) pediu votos na eleição de outubro, durante pronunciamento na capital federal, falou que o Brasil trava
uma luta ‘do bem contra o mal’ e defendeu pautas conservadoras;

b) atacou o seu principal adversário, que lidera as pesquisas eleitorais para Outubro/22, Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), chamando-o de ‘ladrão’ e ‘quadrilheiro’;

c) afirmou que, caso reeleito, levará para dentro das quatro linhas da Constituição todos aqueles que
porventura estiverem fora delas;

d) além de destacar pontos de seu programa de governo e de supostos feitos ao longo de sua permanência
no cargo de Presidente da República.

O ministro Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou a manifestação à PGR, “a qual caberá examiná-la e, se for o caso, promover investigações preambulares para o esclarecimentos e apuração dos fatos noticiados, sempre sob a supervisão desta Suprema Corte”, comentou.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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