A deputada federal Carla Zambelli deixou o Brasil nesta quinta-feira (3), apenas quatro dias após ter sido flagrada empunhado uma arma de fogo em perseguição contra um homem negro em São Paulo, no dia 29 de outubro, véspera de eleição.
Em nota à imprensa, Zambelli afirmou que viaja aos Estados Unidos para cumprir “agenda pessoal” e não avisou antes porque está sem acesso às redes sociais.
“Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à liverdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil juntos a autoridades americanas.”
O homem negro perseguido por Zambelli é eleitor de Lula e entrou em discussão política com o grupo da deputada em via pública. Ele acabou encurralado em um bar de São Paulo por Zambelli e seus seguranças.
Zambelli apontou a arma para o homem e exigiu um pedido de desculpas por supostas ofensas. Depois do ocorrido, a parlamentar alegou à imprensa que foi agredida e que agiu “em legítima defesa”. As imagens e testemunhas mostraram que não houve agressão física contra ela.
Após o episódio da perseguição armada, o deputado federal André Janones (Avante) passou a disseminar nas redes sociais informações sobre expectativa de prisão de Zambelli. Segundo Janones, há pedidos nesse sentido, mas ela ainda não foi presa nem impedida de deixar o País. Por isso, não é correto afirmar que Zambelli está na situação de “foragida” nos EUA.
Zambelli deixa o País após a Justiça ter suspendido suas redes sociais, que são frequentemente usadas para mobilizar bolsonaristas contra a democracia e as instituições.
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