Os trabalhos da equipe de transição, coordenados pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), levaram o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) a se tornar o centro do poder em Brasília, em detrimento do Palácio do Planalto, onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) teoricamente despacha.
Embora diversos encontros sejam realizados online, parte dos integrantes da equipe frequenta o prédio do CCBB. Ao todo, 31 grupos participam do processo, sob a coordenação técnica do ex-ministro Aloizio Mercadante.
A equipe deve apresentar pelo menos três documentos até 10 de dezembro, incluindo um relatório final. O texto mais importante é o diagnóstico do Estado deixado pela administração bolsonarista.
Outro documento a ser apresentado será uma proposta de estruturação de cada área, e as sugestões serão condensadas pela equipe de Mercadante em uma Medida Provisória que será publicada no Diário Oficial no primeiro dia útil de 2023, com dados sobre a nova estrutura governamental.
Quanto ao número de ministérios do próximo governo, Alckmin sinalizou que o total deve chegar “muito próximo” de 31 pastas.
Também será formulada uma espécie de “revogaço”, com decretos e portarias do governo Bolsonaro que devem ser eliminados, como a facilitação do acesso a armas de fogo.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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