25 de junho de 2026

Militar presente em ato golpista pode ficar preso por até 10 dias

Primeiro sargento da Marinha defende violência contra Lula e LGBTQIA+, e estará sujeito à legislação das Forças Armadas
Foto: Reprodução Twitter

O primeiro sargento da Marinha Ronaldo Ribeiro Travassos pode pegar até 10 dias de prisão, por participar de atos golpistas que negam a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e defendem a violência contra grupos LGBTQIA+ e contra o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Além de militar da ativa, Travassos também é funcionário comissionado do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno.

Segundo advogados ouvidos pelo jornal Correio Braziliense, o militar da Marinha está sujeito às sanções previstas no Regulamento Disciplinar da Marina, que consideram contravenção a manifestação pública sobre temas políticos ou tomar parte fardado em manifestações políticas, com pena disciplinar que pode ser de até 10 dias de prisão.

Contudo, caso ele venha a responder civilmente por injúria (ao afirmar que Lula é “ladrão”) e homofobia, a detenção pode chegar a oito meses apenas pela injúria cometida.

Caso a Marinha não siga sua regulamentação, o militar da ativa pode ter final semelhante ao de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde que participou de manifestações favoráveis a Bolsonaro quando ainda era militar da ativa no Exército.

Na ocasião, o Comando do Exército indicou que a ida de Pazuello a tal ato não configurava uma transgressão. Hoje na reserva, o ex-ministro foi eleito deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui

    1 de dezembro de 2022 8:59 am

    No Caminho, com Maiakóvski
    (Eduardo Alves da Costa)

    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.

  2. GERALDO GALVAO FILHO

    1 de dezembro de 2022 12:15 pm

    Estamos mesmo passando um período de muitas dificuldades. É o que pode se deduzir quando a fala de um 1º sargento da marinha, causa tanto rebuliço. A importância do comentário do 1º sargento, é a mesma que um comentário ouvido numa mesa de bar numa confraternização de final de ano.

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