10 de junho de 2026

“Gleisi Hoffmann atua para postergar a votação de pautas-bomba”, diz Marina Silva

Cabe à presidente do PT a iniciativa de dialogar com o Congresso para que novas leis, como a dos agrotóxicos e a da mineração, não sejam votadas este ano.
Gustavo Bezerra

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tem uma tarefa adicional às atividades de coordenação política da equipe de transição do próximo governo: a de evitar a votação de pautas-bomba no Congresso até, pelo menos, o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Segundo Marina Silva, em coletiva de imprensa do GT do Meio Ambiente, Gleisi tomou a iniciativa de promover uma reunião com as equipes de Saúde, Agricultura e Meio Ambiente, a fim de definir novos parâmetros para a nova Lei dos Agrotóxicos, prevista para ser pautada na última terça (29).

“É a ideia de transversalidade. De que haja uma construção transversal, observando os diferente interesses envolvidos em uma questão”, explicou Marina.

De acordo com a ex-ministra, por conta da reunião, o projeto não será votado nos próximos dias e, provavelmente, não antes da troca do chefe do Executivo. “Por exemplo, o pacote de mineração seria votado amanhã, mas a Gleisi também já entrou em ação para dialogar com o Congresso”, continuou.

Poderes

Marina ressalta, no entanto, que ainda que o Executivo esteja testando novas abordagens e criando novas formas de se relacionar, uma das premissas do grupo é o respeito à autonomia do Legislativo.

A iniciativa de Hoffmann vai ao encontro das expectativas de Aloizio Mercadante (PT), também um dos coordenadores das equipes de transição. Para o ex-ministro, deputados e senadores precisam ter cuidado com o projetos que estão sendo votados de forma ‘atabalhoada’. “O Congresso, com cerca de 200 deputados que não se reelegeram, não pode votar matéria sem discussão, sem transparência, sem procedimento. Algumas matérias com grave impacto ambiental, outras com impacto orçamentário gigantesco, não podem ser votados assim”.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. Naldo

    1 de dezembro de 2022 8:00 am

    Poisé “seo”Nassif, um dos projetos é o tal quinquênio, vergonhoso, alegam que servidores com mais tempo ganham o mesmo de quem é recém entrado na carreira, ora, isso acontece por que o cidadão já entra com salário quase no topo da carreira, aumentar esse tempo entre o início e o topo nem pensar não é? Outra solução seria a criação de uma gratificação para quem chegasse em certo nível na carreira, mas o negócio é criar um troço indiscriminado para todos e com generoso retroativo…..

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