Os atos de vandalismo cometidos em Brasília no último domingo (08/01) foram possíveis por conta da “falta de comando” da segurança pública no Distrito Federal, que não conseguiu conseguir as ações e as “posturas terroristas”.
A afirmação é do interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, em entrevista concedida nesta quarta-feira (11/02), onde também responsabilizou Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública e ex-ministro do governo Bolsonaro, pelo ocorrido.
“O que houve no domingo foi falta de comando e de liderança. Após o Anderson Torres ter assumido a secretaria, ele exonerou boa parte do comando, e viajou aos Estados Unidos sem estar de férias, uma vez que, segundo o Diário Oficial do DF, suas férias teriam início no dia 9, após o ocorrido”, disse o interventor, segundo a Agência Brasil.
Segundo Cappelli, “não há hipótese de se repetir, na capital federal, os fatos inaceitáveis do último dia 8” e que, nos atos que os bolsonaristas pretendem realizar nesta quarta-feira (11), a equipe e o comando escalado é a mesma que atuou na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as medidas planejadas, estão o fechamento da Esplanada dos Ministérios para a circulação de veículos e a instalação de barreiras para revista, além de bloqueio para manifestantes nas proximidades do Congresso Nacional.
“Tudo será feito dentro da lógica pacífica de direito à manifestação”, explicou Cappelli. “Mas livre manifestação não pode se confundir com posturas terroristas novamente”, alertou.
Sobre os bolsonaristas detidos no último final de semana (cerca de 1,5 mil pessoas), o interventor afirmou que apenas os idosos com comorbidades e mulheres com crianças foram liberados por “questão humanitária”.
Porém, ninguém saiu da sede da Academia de Polícia sem a devida identificação e cadastro –e, caso tais pessoas sejam vistas novamente em manifestos semelhantes, elas serão recolhidas e passarão pelo tratamento legal adequado.
Com informações do Correio Braziliense
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