5 de junho de 2026

Fatos do último domingo não vão se repetir, diz Cappelli

Em entrevista, interventor afirma que atos de vandalismo foram cometidos por falta de comando na segurança pública do DF
O interventor federal, Ricardo Cappelli, durante entrevista coletiva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os atos de vandalismo cometidos em Brasília no último domingo (08/01) foram possíveis por conta da “falta de comando” da segurança pública no Distrito Federal, que não conseguiu conseguir as ações e as “posturas terroristas”.

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A afirmação é do interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, em entrevista concedida nesta quarta-feira (11/02), onde também responsabilizou Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública e ex-ministro do governo Bolsonaro, pelo ocorrido.

“O que houve no domingo foi falta de comando e de liderança. Após o Anderson Torres ter assumido a secretaria, ele exonerou boa parte do comando, e viajou aos Estados Unidos sem estar de férias, uma vez que, segundo o Diário Oficial do DF, suas férias teriam início no dia 9, após o ocorrido”, disse o interventor, segundo a Agência Brasil.

Segundo Cappelli, “não há hipótese de se repetir, na capital federal, os fatos inaceitáveis do último dia 8” e que, nos atos que os bolsonaristas pretendem realizar nesta quarta-feira (11), a equipe e o comando escalado é a mesma que atuou na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as medidas planejadas, estão o fechamento da Esplanada dos Ministérios para a circulação de veículos e a instalação de barreiras para revista, além de bloqueio para manifestantes nas proximidades do Congresso Nacional.

“Tudo será feito dentro da lógica pacífica de direito à manifestação”, explicou Cappelli. “Mas livre manifestação não pode se confundir com posturas terroristas novamente”, alertou.

Sobre os bolsonaristas detidos no último final de semana (cerca de 1,5 mil pessoas), o interventor afirmou que apenas os idosos com comorbidades e mulheres com crianças foram liberados por “questão humanitária”.

Porém, ninguém saiu da sede da Academia de Polícia sem a devida identificação e cadastro –e, caso tais pessoas sejam vistas novamente em manifestos semelhantes, elas serão recolhidas e passarão pelo tratamento legal adequado.

Com informações do Correio Braziliense

Saiba Mais

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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